Miguel Falabella dá palestra com sua receita de vida pós-Globo

O artista fez uma palestra gratuita no Instagram usando passagens de sua vida pessoal e obra

Publicado em 5/21/2021
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Miguel Falabella saiu da TV Globo, mas a TV Globo não sairá dele tão cedo. Afinal, são quase 40 anos de uma história conjunta. A emissora que o dispensou recentemente dos seus quadros fixos permeia boa parte da sua vida e obra, conforme o ator, diretor, produtor e dramaturgo deixou claro numa palestra de autoajuda que fez na noite desta quinta-feira (20), quando contou passagens de sua história pessoal e carreira. Sob o tema Reinventando o Presente, a live foi gratuita, transmitida e patrocinada pelo Teatro Bradesco no Instagram.

Falabella, 64, falou de filosofia e poesia, passeando por suas lembranças pessoais e familiares, e também por momentos de programas como o Vídeo Show e o Toma Lá, Dá Cá. Numa das melhores partes de seu divertido e franco monólogo, o ator contou uma frase inesquecível que ouviu de um porteiro dos estúdios da Globo, capaz de explicar muito de sua obra: “Toda vez que tem alguém muito esquisito na portaria, eu sei que é pra um programa seu!”.

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A palestra é uma coleção de momentos encantadores, permeados pelos seus contatos com as grandes divas da TV e dos palcos. Marília Pêra, Arlete Salles, Bibi Ferreira, Vera Fischer, Claudia Raia – estão todas lá. Claudia Raia, aliás, é citada por Miguel Falabella como a sua maior influência no quesito disciplina.

Ele contou que a atriz e dançarina treinava invariavelmente todos os dias correndo na esteira enquanto cantava todas as canções do musical O Beijo da Mulher Aranha, em que ele também atuou – uma superprodução teatral dirigida por Wolf Maya em 2000. Quando questionada por ele sobre aquilo ser um exagero, ela respondeu: “O público não paga para me ver desafinada!”.

Até a atriz espanhola Carmen Maura, musa do cineasta Pedro Almodóvar é citada, já que ela estrela o novo filme assinado por Falabella, Veneza, que está prestes a estrear nos cinemas.

 “Contar histórias é fazer a ficção ganhar vida, é dar cor a uma ideia ou mensagem. E a cada nova vez em que essas histórias são ouvidas, inserimos nelas, através do filtro de quem ouve, mais uma camada de cor”, declarou Falabella no comunicado sobre sua palestra.

Felicidade

A live de Miguel Falabella começou com temas caros ao artista, como felicidade e filosofia e, ao longo de uma hora de conversa, ele foi dando as dicas de uma receita para enfrentar a vida. Um a um, ele destrincha conceitos. Quem – eram  menos de 200 espectadores vendo ao vivo, praticamente uma plateia de teatro médio — esperava as dicas irônicas de um Caco Antibes (o personagem famoso de Falabella no Sai de Baixo), se deparou com um ser filosófico, poético e nostálgico.

São dez os ingredientes para a receita de bem estar e bem viver de Miguel Falabella: poesia, comunicabilidade, disciplina, adaptabilidade, praticidade, agendamento, originalidade, pertencimento, persistência e generosidade.

Eu demorei muito tempo para aprender a dizer não. Uma coisa que a gente demora muito a aprender. Porque temos de ser bonzinhos. Não… temos de ser justos! Nenhum de nós é obrigado a carregar a mala de ninguém, a não ser por gentileza”, diz, numa das lições.

Miguel Falabella conta como se inspirou numa personagem da vida real, com quem nunca conversou mas que observou numa festa, para criar a personagem Copélia (Arlete Salles), do programa Toma Lá, Da Cá, para explicar os difíceis caminhos da busca da originalidade.

Outra curiosidade: ele contou que veio diretamente do diretor Roberto Talma, a quem não conhecia e conversou numa festa, o convite para entrar na Globo.

O final da live de Miguel Falabella foi um prato cheio para os fãs órfãos de sua participação no Vídeo Show. Ele termina com citação de um pensamento, retirado da obra da escritora Marguerite Yourcenar, no livro Memórias de Adriano: “A luz se foi e agora nada mais resta a não ser esperar por um novo sol, um novo dia nascido do amor do homem pela luz”.

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