Sucesso nos Jogos de Tóquio, Fernando Fernandes abre o jogo sobre ser comentarista: “Mundo paralímpico é complexo”

Tetracampeão da canoagem estrelou atração ao lado do judoca Flávio Canto

Publicado em 4/9/2021
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Fernando Fernandes foi um dos reforços que a Globo e o SporTV tiveram na transmissão Jogos Paralímpicos de Tóquio. Experiente, ele já esteve no lugar dos atletas, competindo pela paracanoagem, modalidade com a qual foi tetracampeão.

No canal aberto, ele está à frente do quadro Desafio sem Limites, dentro do dominical Esporte Espetacular. E quando o assunto é Olimpíada, já esteve ao lado do ex-judoca Flávio Canto no Boletim Paralímpico em Londres 2012, no Rio 2016 e na edição deste ano, que ganhou o nome de Conexão Tóquio.

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Sobre comentar competições tão importantes, Fernando revelou o que sente. “Meu medo é ter gostado demais [de comentar]. O ao vivo é legal e me obriga a ser mais ágil, ficar atento a tudo o que acontece. E falar de esporte é algo fácil para mim. Mas, ao mesmo tempo, essa experiência foi uma escola porque o mundo paralímpico é complexo e variado. Quero estudar mais sobre apresentação”, revelou o atleta em entrevista ao Jornal Extra.

Ele ainda conta se tem vontade ou não de ter um programa de TV para chamar de seu. “Não coloco isso exatamente como uma meta. Mas acho que temos que resgatar o esporte na TV como entretenimento também, para além do jornalismo. Penso que me encaixo nesse caminho“, pondera Fernandes, que comanda uma atração no Canal Off da TV paga.

Fernando Fernandes, que foi modelo internacional e participou do Big Brother Brasil 2, ficou paraplégico após sofrer um acidente de carro em 2009. Segundo ele, desde então, tem ciência de que precisa impactar outras pessoas que passam pelo mesmo problema.

“Quando sofremos um baque, damos um tom egoísta àquilo, pensamos só nos nossos sentimentos. Foi aí que olhei ao redor. No centro de reabilitação, vi pessoas em condições piores. Não poderia ser egoísta de achar que o meu mundo era pior. A vida é mais do que ter duas pernas “funcionando”. A vida toda terei altos e baixos. Recebo ligações de amigos pedindo para mandar mensagens para alguém que está triste porque acabou de ficar paraplégico. Digo: “deixe a pessoa viver o luto”. A gente tem o tempo de tomar a porrada, de entender e, depois, de seguir em frente. Vivi esse luto, mas quando acabou, veio a força do: “vamos para a próxima”, declara o atleta.

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