The Voice+ traz novidades, mas não consegue driblar repetição

Candidatos trazem boas histórias de vida, mas repetição de técnicos incomoda

Publicado há uma hora
Por André Santana
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A franquia The Voice é um dos formatos mais desgastados da TV brasileira atualmente. A competição de música exibida pela Globo tem sérias dificuldades em se renovar, andando em círculos e acumulando desinteresse a cada ano que passa. O fato de a última edição do The Voice Brasil ter passada quase despercebida é sintomático.

Assim, uma variação da franquia pode sempre trazer algum sangue novo. Por isso, a premissa do The Voice+ é das mais interessantes. Ao trazer candidatos acima dos 60 anos, o programa substitui as “fofices” das crianças do The Voice Kids pela trajetória e experiência de veteranos que trazem histórias de vida envolventes.

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Neste sentido, The Voice+ conseguiu injetar este fator novidade. Na estreia deste domingo (17), o programa apresentou ao grande público veteranos com grandes vozes, que aproveitaram a vitrine para dizer a que vieram. A experiência traz aos competidores uma cancha que os difere dos eternos imitadores de Elis Regina que costumam desfilar na competição noturna.

Além disso, o fato de terem trajetórias de vida interessantes traz lições de vida, sem cair na pieguice. A máxima “nunca é tarde para começar” faz todo o sentido aqui, embora estes competidores não estejam “começando”, já que todos trabalham na área. Sendo assim, ao mudar o alvo nesta nova variação da franquia, a Globo conseguiu fugir da pasmaceira.

Mas…

No entanto, se os competidores e suas histórias dão ao The Voice+ a injeção de ânimo necessária, o elenco trata de lembrar o público que se trata de um formato surrado. É inacreditável a incapacidade da atração de não conseguir renovar seus técnicos e não cair na velha caricatura das personas que eles assumem em suas cadeiras giratórias.

O The Voice+ foi até resgatar Daniel, primeiro técnico a deixar o The Voice Brasil, além de insistir em Claudia Leitte. Mumuzinho aparece pela segunda vez, depois de substituir Claudia no Kids no ano passado. Sendo assim, a única novidade de fato é Ludmilla.

Mas mesmo os “novatos” já repetem os cacoetes dos técnicos veteranos, com caras, bocas e piadocas a cada “disputa”. Isso faz com que o formato soe envelhecido. O que é uma pena. A renovação vista na seleção de competidores cai por terra ao submetê-los às mesmas dinâmicas já vistas desde 2012.

A emissora poderia ter aproveitado a oportunidade para renovar totalmente o time de técnicos. E a presença de veteranos nas cadeiras seria muito bem-vinda. Já pensou uma Alcione, uma Simone, ou até mesmo um Sidney Magal ali? Assim, apesar das qualidades, o The Voice+ se mostra como uma boa ideia desperdiçada.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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