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GREVE À VISTA

Operários de Hollywood ameaçam cruzar os braços; veja o que está em jogo

Sindicato dos trabalhadores da indústria de entretenimento americana flerta com paralisação inédita

Publicado em 11/09/2021
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Um impasse entre patrões e operários ameaça parar Hollywood. O sindicato que representa os trabalhadores da indústria de entretenimento, aqueles que metem a mão na massa atrás das câmeras, não entrou em acordo com os representantes dos estúdios e produtoras, em reunião na última sexta-feira (10). O contrato entre as partes já venceu.

A data limite para um acordo, que seria na sexta, expirou. Mas o sindicato recomenda que os filiados batem o cartão normalmente até segunda ordem, isso porque as negociações continuam. Os líderes trabalhistas soltaram um alerta, contudo: se preparem para a greve.

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Saiba o que está em jogo

De um lado da mesa está o Iatse (Aliança Internacional de Funcionários de Palcos Teatrais), o sindicato que une as mais diversas profissões do entretenimento: carpinteiros, técnicos de som, de luz e tantas outras que fazem o show acontecer no palco, TV e cinema.

Do outro aparece a AMPTP (Aliança de Produções Televisivas e Cinematográficas), que nada mais é do que a representante dos principais e maiores estúdios e produtoras dos Estados Unidos.

O contrato vigente venceu em 31 de julho. Porém, devido a pandemia, ambas as partes concordaram em postergar o encerramento até as coisas se ajustarem melhor. Do mês passado para cá, as conversas se intensificaram e a data limite imposta para uma possível finalização de um novo acordo foi o dia 10.

As demandas do sindicato são bem pontuais como aumento de salário, reajustes de benefícios (plano de saúde, por exemplo) e oferecer maior tempo de descanso aos operários (“não nos tratem como máquinas“, diz um documento do Iatse). O maior entrave de todos é a relação com os streamings.

Plataformas lucrativas

Cada vez mais, os estúdios (como Warner, Universal) criam as próprias plataformas para lucrar com a mina de ouro que é o streaming. O sindicato quer um retorno digno dessa fatia que as produtoras abocanham no mercado. Eis o que diz o Iatse sobre isso:

Nós ajudamos a criar a Nova Mídia [os streamings]. E nós merecemos ser recompensados por isso. E não se trata apenas das empresas estritamente do streaming, que estão entre as mais valiosas corporações do planeta, mas de redes e canais de TV, tal qual os estúdios, onde nossos filiados trabalharam duro para facilitar que todas elas se tornassem bem-sucedidas.

Fundado em 1893, o Iatse nunca entrou coletivamente em greve, ao contrário do sindicato dos roteiristas, que parou Hollywood em 2007. O embate atual é considerado o mais tenso de todos. Na próxima semana haverá mais encontros para resolver esse imbróglio.


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