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Subiram no telhado

Relembre outras novelas que, como Paixões de Gavilanes no SBT, foram tiradas do ar sem um desfecho

Tramas como Nazaré, Brida e Destilando Amor passaram pelo mesmo

Publicado em 24/05/2022
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O SBT jogou um balde de água fria no público da novela Paixões de Gavilanes, em exibição desde o último dia 16 (segunda-feira) nas tardes do canal. Desanimada com os péssimos índices de audiência alcançados pela atração importada, a emissora anunciou hoje a interrupção da novela em sua grade.

A história dos irmãos Reis e das irmãs Elizondo deixa de ser contada por aqui já a partir de amanhã (quarta-feira, 17), sendo cancelada com apenas sete de seus 80 capítulos veiculados. Paixões de Gavilanes é uma continuação da novela Paixões Ardentes, que a RedeTV! levou ao ar em 2004 – e também interrompeu sua transmissão sem um desfecho, mostrando só 60 dos 180 episódios da obra.

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Embora nunca vista com agrado pelos noveleiros de plantão, uma situação como a das ‘duas Paixões‘ está longe de ser inédita na televisão nacional. Relembremos outros casos de folhetins que tiveram sua transmissão interrompida sem direito ao happy ending puro e concreto.

Catherine Fulop e Fernando Carrillo protagonizaram a novela Abigail (Divulgação/RCTV)

Abigail (Band)

Atraída pela popularidade internacional desta trama venezuelana, a Band a adquiriu em 1992, na esperança de conquistar os fãs de dramalhões latinos. A trama trazia como protagonista o ator Fernando Carrillo, galã de Rosalinda, ao lado de sua esposa à época, Catherine Fulop.

O problema é que os índices de audiência de Abigail no canal do Morumbi começaram tão, mas tão baixos, que a novela sequer completou uma semana no ar, saindo do ar depois de apenas três episódios.

E vejam só que ironia: parte do roteiro original de Abigail foi posteriormente adaptado pela Televisa em Maria do Bairro (1995), que anos depois, em 1997, alcançaria estrondosa popularidade no SBT – e também no catálogo do Globoplay, onde estreou no ano passado.

Elenco central da terceira temporada de Quase Anjos (Divulgação/Telefe)

Quase Anjos (Band)

A Band – mais uma vez ela – se deu bem em 2010 ao escalar, para sua grade matinal, as novelas teen Quase Anjos e Isa TK+, exibidas em sequência. Disposta a dar continuidade ao filão, a emissora garantiu junto à rede argentina Telefe a compra da terceira temporada de Quase Anjos – a qual, infelizmente, não se saiu tão bem no Ibope quanto a anterior.

Para piorar, atrasos no envio dos capítulos pela distribuidora acabaram atrapalhando o processo de dublagem e mesmo de exibição desta fase da história – que leva a assinatura de Cris Morena, criadora de Chiquititas e Rebelde. A gota d’água aconteceu quando Quase Anjos 3 perdeu o patrocínio da marca de refrigerante Guaraná, sua única anunciante.

A Band, então, desistiu de vez da novela e encerrou sua exibição no capítulo 113, corresponde ao de número de 97 da edição original. Ao todo, haveria mais 40 episódios do ciclo em exibição e ainda uma quarta temporada completa por vir – ambos materiais até hoje inéditos na TV brasileira.

Carolina Kasting foi a protagonista de Brida (Divulgação/Manchete)

Brida (Manchete)

Não são apenas os folhetins estrangeiros que já saíram do ar inconclusos na TV nacional. Em 1998, no auge de sua crise financeira, a hoje extinta Rede Manchete apostou numa proposta ambiciosa como estratégia para se reerguer, adaptando para telenovela o best seller de Paulo Coelho, Brida.

A investida, porém, revelou-se um verdadeiro tiro no pé. Com meta de 10 pontos, a versão televisiva de Brida estacionou em apenas 2, afugentando os anunciantes e agravando ainda mais o já periclitante quadro financeiro da Manchete.

Dois meses após a estreia da trama, elenco e equipe de produção entraram em greve, já que estavam sem receber salários, e a situação, que era difícil, tornou-se insustentável. Brida saía então do ar com 54 capítulos, tendo como único ‘desfecho’ uma narração de Eloy de Carlo, que explicava como a história chegaria ao fim.

Víctor Mallarino e Paola Rey, protagonistas da colombiana Um Amor de Babá (La Baby Sister) (Divulgação/Caracol)

Um Amor de Babá (Record TV)

A turma dos bispos também já fez das suas. Em 2002, a empolgação com o sucesso da saga venezuelana Joana, a Virgem levou a Record TV a buscar, na Colômbia, outro título de comprovado apelo internacional para dar sequência à faixa de dramaturgia em sua grade noturna: La Baby Sister.

A trama, cujo título original brincava com a expressão inglesa ‘baby sitter‘, centralizava-se no romance caliente entre a sensual babá Fabiana – interpretada pela colombiana Paola Rey, que curiosamente também figura entre as protagonistas de Paixões de Gavilanes – e seu patrão, Daniel (Víctor Mallarino). A fim de potencializar a identificação do público brasileiro com a história, Edir Macedo rebatizou a obra como Um Amor de Babá e até trouxe a estrela da trama ao Brasil para ajudar a promover o folhetim.

Tudo em vão: Um Amor de Babá derrubou os índices de audiência de Joana, a Virgem e acabou tirada do ar sem maiores explicações, com apenas 22 capítulos exibidos. Embora o baixo Ibope tenha sido apontado como o fator principal para o cancelamento da atração, rumores de bastidores davam conta de que parte da cúpula da Record teria ficado desgostosa com um núcleo de sátira religiosa que se formaria a certo ponto da história.

Destilando Amor foi exibida em 2007 no SBT (Divulgação/Televisa)

Destilando Amor (SBT)

Com Destilando Amor explodindo em audiência no horário nobre mexicano em 2007, o SBT decidiu trazer esse sucesso para as suas tardes, confiante de que ele se repetiria por aqui. Mesmo porque a obra da Televisa nada mais era que um remake do folhetim colombiano Café com Aroma de Mulher, transmitido com êxito pela emissora em duas ocasiões – e com uma adaptação mais recente, de 2021, agora engatilhada para exibição no futuro.

O tiro, no entanto, saiu completamente pela culatra: com médias em torno de míseros 2 pontos, Destilando Amor saiu do ar com apenas 20 episódios transmitidos. Algo parcialmente justificável – com seu desfecho ainda inédito no próprio México, antecipá-lo por aqui seria impossível! -, mas ainda assim desrespeitoso.

Sofia Alves como as gêmeas Luísa e Leonor em Olhos d’Água (Reprodução/YouTube)

Olhos d’Água (Band)

Rainha das retiradas bruscas de telenovelas importadas, a Band assinou, no final de 2003, um contrato de exclusividade com a distribuidora europeia NBP para a exibição de folhetins portugueses por aqui.

O sucesso internacional Olhos d’Água abriria esta parceria, estreando em 19 de janeiro de 2004 na faixa das 16h. A atração foi, inclusive, dublada em português brasileiro para facilitar a identificação com o público local. Os baixos índices de audiência, porém, não tardaram em decepcionar a emissora dos Saad, que decidiram remanejá-la para a ingrata faixa das 8h da manhã.

Com índices ainda menores, por vezes abaixo do 0,5 ponto, a obra lusitana – protagonizada pela estrela local Sofia Alves, na pele das gêmeas Leonor e Luísa – acabou saindo do ar em agosto, inconclusa e despercebida, com apenas 140 de seus 207 capítulos exibidos.

João Catarré e Benedita Pereira, protagonistas da primeira temporada de Morangos com Açúcar (Divulgação/TVI)

Morangos com Açúcar (Band)

Espécie de Malhação portuguesa, Morangos com Açúcar foi um hit entre os adolescentes da ‘terrinha’, onde foi exibida de 2003 a 2012, em nove temporadas. De olho nesse êxito, a Band considerou que a trama teen poderia ter mais êxito em sua faixa das 16h do que também lusitana Olhos d’Água vinha alcançado às 4 da tarde.

No dia 29 de março de 2004, a temporada inaugural de Morangos com Açúcar passou a ocupar a faixa de sua precursora, transferida para as manhãs. Mas os números do Ibope permaneceram exatamente os mesmos. Com tão pouca repercussão, a saga adolescente de título esquisito mal durou 80 capítulos na tela do Morumbi. E o final que é bom, nada!

Novela Minha Vida foi exibida na Band (Divulgação)

Minha Vida (Band)

A Band parece mesmo campeã em colocar novelas no ar e não se preocupar em dar um encerramento digno a elas. Depois de alguns anos dedicando seu horário nobre a transmitir produções turcas, a emissora decidiu colocar um ponto final neste filão para dar uma nova chance à dramaturgia lusitana, com a premiada novela Ouro Verde.

Antes de liberar, porém, o espaço em sua grade para esta renovação, os irmãos Saad precisavam se ‘livrar’ de Minha Vida, título turco em cartaz naquele então. Só havia um problema: a novela era longuíssima, amargava baixa audiência e, para piorar, o canal só havia comprado os direitos de exibição das duas primeiras temporadas da história – transmitida como série em seu país natal.

A solução encontrada foi a de sempre: Minha Vida se despediu do público no exato gancho da segunda para a terceira edição da narrativa, sem qualquer coisa que pudesse se assemelhar a um desfecho. Mais uma vez, o público o ficou a ver navios – mas não pela última ocasião…

Carolina Loureiro como a protagonista de Nazaré (Reprodução/SIC)

Nazaré (Band)

Escalada para recuperar os índices da faixa noturna do Morumbi, após uma desastrosa reprise da infantil Floribella (2005-2006), a trama portuguesa da SIC não se mostrou à altura da missão, passando praticamente despercebida na TV tupiniquim.

Por isso, a Band preferiu exibir a conclusão da primeira temporada de Nazaré como se fosse o desfecho oficial da história e encerrar a exibição de novelas nesse espaço da grade, que passou a ser ocupado pelo programa Faustão na Band. Dos 334 capítulos da obra completa, o público brasileiro conheceu apenas 174.

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