Regina Duarte e TV Globo agora estão oficialmente separados, depois de 50 anos

Publicado há 7 meses
Por Fábio Costa
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Agora é oficial: a TV Globo e a atriz Regina Duarte encerraram, em comum acordo, a relação contratual de mais de 50 anos de sucessos. A iniciativa deve-se à decisão da atriz de assumir a Secretaria Especial de Cultura do governo de Jair Bolsonaro. A emissora divulgou uma nota no início da tarde desta sexta-feira (28).

“Deixar a TV Globo é como deixar a casa paterna. Aqui recebi carinho,  ensinamentos  e tive a oportunidade de interpretar personagens extraordinárias, reveladoras do DNA da mulher brasileira.  Por mais de cinquenta anos sinto que pude viver,  com a grande maioria do povo brasileiro, um caso de  amor que, agora sei, é para sempre. E não existem palavras para expressar o tamanho da minha gratidão. Que Deus me ilumine para que eu possa agora, na Secretaria Especial de Cultura do Governo Bolsonaro, honrar meus aprendizados em benefício das Artes e das Expressões Culturais da população do meu país”, declara Regina Duarte.

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Regina Duarte estreou na TV Excelsior

A estreia de Regina Duarte na Globo aconteceu em 1969, na novela Véu de Noiva, de Janete Clair, após trabalhar durante cinco anos na TV Excelsior. Desde então, a atriz deu vida a papéis marcantes da teledramaturgia brasileira, como a artista plástica Simone em Selva de Pedra (1972), também de Janete. Por conta de suas personagens, Regina Duarte ganhou o apelido de ‘Namoradinha do Brasil’ e também viveu o ícone da emancipação feminina do fim dos anos 1970, com a protagonista de Malu Mulher (1979).

Porcina (Regina Duarte) e Sinhozinho Malta (Lima Duarte) em Roque Santeiro (Divulgação)

A atriz viveu as confusões da espalhafatosa Viúva Porcina com o fazendeiro Sinhozinho Malta (“Tô certo ou tô errado?!”), interpretado por Lima Duarte em Roque Santeiro (1985) , um dos maiores sucessos  de audiência de todos os tempos. Outra atuação marcante de Regina foi Raquel Accioli de Vale Tudo (1988). A atriz conquistou também,  por três vezes , o papel mais emblemático da obra de Manoel Carlos. Regina foi Helena em História de Amor (1995); Por Amor (1997); e Páginas da Vida (2006).  Em Chiquinha Gonzaga, de 1999, interpretou, com a filha Gabriela Duarte, a grande musicista brasileira. Foram 31 novelas, oito casos especiais e centenas de episódios em séries e minisséries na Globo.

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