Clássico da TV

Jayme Monjardim recorda escolha do final de Roque Santeiro: “Três versões”

Diretor foi entrevistado por Cissa Guimarães no Sem Censura

Publicado em 24/04/2024

O diretor de novelas Jayme Monjardim foi o convidado desta terça-feira (23) do programa Sem Censura, apresentado por Cissa Guimarães no canal estatal TV Brasil. Ele recordou temas como o sucesso de Roque Santeiro (1985), clássico da telinha em que ele atuou nos bastidores.

Ele recordou ter participado com o autor da obra, Dias Gomes, das discussões para a definição do desfecho da viúva Porcina (Regina Duarte), uma das personagens centrais da história.”Lembro que tínhamos três versões do último capítulo. Logo de manhã cedinho – era umas 8h ou 9h -, o Dias me falou: ‘vem pra cá para a gente escolher o final’.

Haviam sido gravadas três opções para a conclusão do arco de Porcina. Em uma delas, ela se despedida do Sinhozinho Malta (Lima Duarte) para deixar Asa Branca nos braços de Roque (José Wilker). Em outra, abria mão do personagem-título e ficava na cidade junto de Malta.

Uma terceira versão mostrava Porcina virando as costas para ambos protagonistas e escolhendo pertencer a Rodésio (Tony Tornado), capataz que sempre a amara em segredo. No fim das contas, a versão em que Porcina e Sinhozinho ficam juntos foi a escolhida por Dias Gomes.

É muito engraçado, porque ele escolheu o [final] mais contestado. Ele falou: ‘se eu colocar o final que todo mundo quer, ninguém vai questionar. Então, vou colocar o mais polêmico’. Aí fui para a edição e coloquei. Ninguém sabia“, recordou Monjardim.

Ele fez questão de ressalvar, porém, que o recorde absoluto de sintonia de Roque Santeiro não foi batido no episódio derradeiro, contrariando o que reza a lenda. “Não foi esse capítulo que deu 100% [de audiência]. O que deu 100% foi duas semanas antes de acabar a novela.

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