“Me chamam muito de Tigresa”, conta Ellen Rocche sobre a repercussão de Suzy, sua personagem em O Outro Lado do Paraíso

Publicado há 3 anos
Por João Paulo Reis
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Ellen Rocche está feliz da vida com Suzy, sua personagem em O Outro Lado do Paraíso. A enfermeira da trama de Walcyr Carrasco, passou por diferentes situações, desde um casamento com Samuel (Eriberto Leão), passando pela descoberta de que ele era gay, e chegando a uma gravidez de risco, que deu à moça ares cômicos.

Em entrevista ao Observatório da Televisão, a atriz falou sobre a repercussão da personagem junto ao público, relatou o que mais escuta nas ruas, sua interação com o elenco da trama, e confessou que costuma ser a maior crítica dela mesma em todos os seus trabalhos. Confira o bate papo completo:

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Qual o balanço que você faz da Suzy até aqui?

“O balanço da Suzy é que ela está ficando cada vez mais pesada, principalmente agora numa gravidez de risco (risos). Brincadeiras à parte, tem sido fantástico o desenvolvimento da personagem. Estou adorando o núcleo e o trabalho. A Suzy entrou num namoro com o Samuel que engatou num casamento muito rápido, e 10 anos de casada depois, ela considerava que tinha uma vida boa, mesmo com o marido deixando a desejar, mas aceitava aquela vida, e de repente, ela descobre que ele é gay, se sente enganada, faz um escândalo, mas se descobre numa gravidez de risco e precisa morar no mesmo teto que a ex-sogra, que o ex-marido e o namorado dele, e tudo isso é uma situação muito constrangedora, mas ao mesmo tempo, acho que a Suzy, claro que não se sente confortável nessa situação, ainda mais com todos os hormônios que ela sente da gravidez, e com sentimentos à flor da pele. Ela se irrita com a sogra, se irrita por se sentir enganada pelo ex-marido, mas existe o amor que ela sente pelo Samuel, e no fundo, ela gosta da família. A vida da Suzy é uma montanha russa e agora está conseguindo desfrutar da atenção que ela sempre quis, desfrutar da vida boa sem trabalhar horas e horas no plantão. Ela vivia se matando de trabalhar nos plantões, e agora que a verdade veio à tona, eu acho que está tudo mais leve para todos da casa, se assumindo como realmente são. Ela pensa que se o Cido se separar do Samuel, a vida dela será melhor, e ela voltará a vida que tinha antes, mas sem aquela mentirada toda. Ela está numa fase muito boa, é tudo novo para ela, tanto a gravidez, como enfrentar o Cido.”

É uma personagem cheia de nuances. Você considera uma das personagens mais difíceis que você criou até aqui?

“Realmente cheia de nuances. Acho que todos os personagens que fiz foram desafiadoras, e exigiram bastante. Leonora, de Totalmente Demais, foi uma personagem desafiadora, e a Suzy é uma montanha de emoções, uma mulher passiva, que de repente se vê num momento de descoberta, e toda a imagem que ela fez do ex-marido caiu por terra. Foi bem uma queda de máscaras, e ela também passa a se descobrir de um outro jeito. A Suzy é um personagem difícil, com tom cômico e ao mesmo tempo dramático, e está sendo uma delícia por interpretá-la.”

Você está sendo considerada uma das melhores atrizes dessa geração. Como você tem recebido esse retorno da crítica especializada?

“Eu fico muito feliz pelo reconhecimento do meu trabalho. É muito bom saber que as pessoas estão gostando, que a crítica está aprovando, mas nunca me apeguei a isso, nem a elogios nem a críticas. Procuro fazer meu trabalho da melhor forma possível, competir sempre comigo mesma, estudando para melhorar. Sou super crítica, acho que eu sou minha maior crítica. Gosto de assistir às cenas, de ver os comentários do público, mas me apego mais à minha intuição, à direção, comentários do autor. Estou num dos melhores momentos profissionais da minha vida.”

Como está sendo a troca com o Eriberto Leão e com a talentosa Ana Lúcia Torre?

“A troca com Ana Lucia, Eriberto, Zulu e Luciana, tem sido fantástica. São parceiros generosos, com muita sensibilidade humana, são pessoas geniais. Nos divertimos muito gravando, nos damos conselhos, e temos essa coisa da família realmente.”

Como está sendo o retorno do público? 

“Está sendo fantástico. É muito legal quando a gente está na rua e vê alguém que já te abre um sorriso e diz: ‘A Suzy’. A Suzy tem sido muito querida, muito amada, sendo defendida pelas pessoas, que me dão conselhos. Tem gente que adora ver a Suzy se vingar, e tem gente que não gosta, ficam com dó daquela família pelos dramas que a personagem faz. Está sendo muito gostoso poder sentir essa aprovação, e o quanto são afetivos e entraram na trama dos personagens.”

O que você escuta muito nas ruas?

“Ultimamente me chamam muito de Tigresa, porque depois do barraco no hospital, que ela virou uma tigresa realmente. Me perguntam muito cadê a Tigrete. Tem gente que me mostra os chaveiros e balança para mim, fazendo o guizo da cascavel que o Samuel fazia (risos). Me perguntam se as calcinhas continuam sumindo, e tem até homens que chegam perto de mim e abaixam a calça para mostrar que estão de cueca (risos). “

Você foi muito criticada no início de carreira. Falavam que você só interpretava a ‘gostosa’. Você acha que esse sucesso em uma novela das 9, foi um tapa com luva de pelica em relação aos falsos críticos?

“Eu sou um pouco Poliana na vida, tenho bons olhos para tudo. Não senti que fui muito criticada no início da carreira. Realmente, eu interpretava a gostosa, como se fosse fácil, porque muita gente esquece que a gostosa tem sentimentos, tem uma família, uma profissão. Mas, ainda bem que faço a gostosa, porque é sinal de que estou bem, não é? (risos). O bom é que venham esses personagens que não deixam de ser estereótipos, mas são desafiadores, porque têm um contexto, uma trajetória, uma história. Nesse foi importante por ser uma novela das 21h, o de ‘Sangue Bom’, foi uma funkeira, e foi complicado para mim, por cantar e dançar. A Suzy me permitiu um drama maior, teve uma curva de acontecimentos na vida dela, que foram importantes e me deram oportunidade de mostrar uma parte diferente do meu trabalho. “

Como você lida com as redes sociais?  

“Sou muito devagar com as redes. Sou mulher à moda antiga, gosto de olho no olho, e curtir cada momento da minha vida. Tenho redes sociais, mas não fico o tempo todo no celular, nem atualizando tudo. Uso como fonte e pesquisa, converso com pessoas, e até respondo as mensagens que me mandam na medida do possível. Ultimamente, tenho recebido muitas Directs falando sobre a história da Suzy, mulheres falando que já passaram por aquilo, e homens contando da vida. Isso que gosto das redes sociais, essa aproximação com o público.”

Você se arrepende de algo?

“Não me arrependo de nada. Tudo o que fiz, me fez chegar até aqui. Sou muito grata pelos erros e acertos da vida.”

Está gostando da versão Suzy mais maquiavélica? 

“Suzy chata, irritante e cheia de hormônios. Tem sido uma delícia poder trabalhar com isso. Ela reage por impulso, é autêntica, espontânea e tem muito amor no coração.”

Qual o final que você deseja para a personagem?

“Espero que o final dela seja muito bom, consiga perdoar, saiba amar cada vez mais, e seja rodeada de pessoas que a amam e que ela ama também. Ela merece um bom final, e ser amada realmente.”

Quais são os seus projetos pós novela?

“Férias tão sonhadas (risos). Vou viajar e depois farei uma peça que atualmente está em pré-produção, mas depois, eu conto mais detalhes.”

Deixe um recado para os nossos leitores …

“Um beijo a todos os leitores. Torçam pela Suzy e não percam O Outro Lado do Paraíso. É isso!”

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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