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Opinião

Análise: Sem apelação e com elenco afiado, A Pracinha está pronta para suceder Chaves no SBT

Versão infantil de humorístico troca sexo por ingenuidade e merece entrar na programação da emissora

Publicado em 09/05/2022
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Em sua última entrevista ao SBT, Roberto Gómez Bolaños, criador de Chaves, elogiou os fãs brasileiros por aplaudirem o humor simples e sem apelação da série mexicana, na época há 27 anos quase ininterruptos na nossa TV. Uma década se passou, o programa está fora do ar no mundo todo e o público não tem mais a comédia que marcou gerações. No último sábado (7), este riso bobo para toda a família ganhou, enfim, um representante: o especial A Pracinha, versão mirim de A Praça É Nossa.

A coluna ousa dizer que o programa com crianças é mais agradável do que a edição com adultos, exibida quase nas madrugadas e repleta de piadas de cunho sexual e mulheres em trajes minúsculos para competir com os barracos dos realities de Globo e Record (BBB, No Limite, Power Couple e A Fazenda incomodam Carlos Alberto).

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O que se viu no início da noite de sábado foram crianças tirando sarro das outras e de Marcelo de Nóbrega, herdeiro da Praça e apresentador da Pracinha. Piadas com pais, mães, professores, colegas de classe, sempre com tom leve e ingênuo, no mesmo nível de Chaves (um dos quadros, inclusive, copiou um trecho da série mexicana, quando um garoto diz à tia que viu um gato com um olho só porque tapou o outro).

Também foi possível notar uma Pracinha mais inclusiva, plural e representativa. Manu Aidar arrasou como Zé Bonitinho em homenagem que ditou o tom do especial. Uma menina no papel do galanteador, uma garota negra como Explicadinha (com direito a um dueto impagável com Marcelo, intérprete do personagem na Praça adulta) e uma jogadora de futebol mirim (Martinha, em referência à craque brasileira) ressignificaram um espaço historicamente hostil a mulheres (objetificadas) e negros (ridicularizados). Não, isso não é “politicamente correto”. É ter respeito com o próximo, algo com o qual o humor jamais deverá se distanciar.

Veiculado como especial para comemorar os 35 anos do humorístico de Carlos Alberto de Nóbrega, A Pracinha se mostrou capaz de permanecer na grade de programação do SBT, especialmente na faixa noturna. Em outro horário, como no lugar do compacto de Poliana Moça, às 20h30, o programa tem potencial para dobrar a audiência de sua exibição única (3,5 pontos e quarto lugar na Grande São Paulo, com crescimento de 11% na faixa em relação às quatro semanas anteriores) é o que menos importa neste caso.

Para a emissora, foi uma ótima oportunidade para encontrar um substituto à altura de Chaves, que não voltará ao ar enquanto o impasse financeiro no México continua. A Pracinha pode ser o novo “curinga” da casa.

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As informações e opiniões expressas nesta crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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