Donas de Casa Desesperadas estreava há 10 anos

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No dia 15 de agosto de 2007, a RedeTV! estreava sua primeira aposta em teledramaturgia. Tratava-se da série Donas de Casa Desesperadas, uma versão nacional do sucesso americano Desperate Housewives, criada por Marc Cherry. A versão brasileira, que na verdade foi filmada na Argentina, contou com Lucélia Santos, Isadora Ribeiro, Tereza Seiblitz, Viétia Zangrandi, Franciely Freduzeski e Sônia Braga nos papéis principais.

Donas de Casa Desesperadas contava o cotidiano dos moradores do bairro de Arvoredo, um lugar aparentemente pacato e tranquilo. No entanto, por trás de cada uma das portas das perfeitas casas que compõem o bairro, muitas coisas estranhas podem acontecer. Quando Alice Monteiro (Sônia Braga) se mata com um tiro na cabeça e passa a observar, do “além”, a vida de suas vizinhas Suzana (Lucélia Santos), Gabriela (Franciely Freduzeski), Elisa (Viétia Zangrandi), Lígia (Tereza Seiblitz) e Vera (Isadora Ribeiro), muitos segredos começam a vir à tona.

Cada uma das vizinhas vive situações que as deixam à beira de um ataque de nervos. A fogosa Gabriela, por exemplo, trai o marido Carlos (Alexandre Schumacher) com o jardineiro João (Iran Malfitano). Já Elisa vive num mundo impecavelmente perfeito, e ela fará de tudo para manter as aparências mesmo quando descobre que o marido a trai. Enquanto isso, Lígia vive cheia de problemas, tendo de lidar com uma carreira bem-sucedida e, ao mesmo tempo, quatro filhos e um marido que lhe dão bastante trabalho. Já a atrapalhada Suzana e a sedutora Vera passam a viver em pé de guerra quando Miguel Delfino (André di Mauro) chega a Arvoredo. Em meio ao cotidiano destas mulheres, muitos mistérios permeiam o local, que começam com o suicídio de Alice, e se intensificam quando seu viúvo, Paulo (Paulo Reis), mata a vizinha enxerida Marta (Vera Gimenez).

Donas de Casa Desesperadas foi uma grande aposta da RedeTV!, que esperava, a partir da série, consolidar um núcleo de teledramaturgia. A ideia do canal era apostar em formatos alternativos ao das novelas tradicionais, e a produção de séries parecia a melhor saída. Para isso, a emissora fechou um acordo com a Disney – ABC International Television, entrando num pool de emissoras latino-americanas, para a realização de versões latinas diversas de Desperate Housewives, todas gravadas nos estúdios Pol-Ka, na Argentina. Com isso, cada emissora entrava com seu elenco, aproveitando a produção e os cenários da Pol-Ka. Além do elenco, a RedeTV! também contratou o diretor Bruno Barreto, que tocou a versão brasileira da atração.

No entanto, atrasos na produção da versão nacional da série fizeram com que a RedeTV! resolvesse, então, exibir antes a versão original estadunidense, dublada. A emissora exibiu as duas primeiras temporadas da atração e, depois, estreou a versão nacional. O problema é que o roteiro da versão brasuca seguia fielmente o original, e foi apenas traduzido e adaptado pelo roteirista Marcelo Santiago. Ou seja, a RedeTV! ofereceu ao seu público uma história que já havia sido exibida antes, com outro elenco. As comparações, assim, se tornaram inevitáveis.

A adaptação também não foi feliz. O cenário de Arvoredo era bastante parecido com o bairro original, Wisteria Lane. A única diferença era que, enquanto as casas americanas eram de madeira, as latinas eram de alvenaria, mais de acordo com a realidade daqui. Mas as casas sem portões e com belos jardins, tipicamente americanas, aqui ficaram parecendo como as casas de um condomínio fechado luxuoso. Uma condição social que não condizia com o cotidiano dos personagens.

Para completar as esquisitices, boa parte do elenco que interpretava personagens menores, como Júlia (Julieta Calvo), filha de Suzana, ou Felícia (Patrícia Rozas), irmã de Marta, era de atores argentinos. Estes personagens, então, eram dublados em português, o que causava uma diferença evidente entre os diálogos de atores brasileiros e argentinos.

Mas Donas de Casa Desesperadas teve seus trunfos. Um deles é o elenco de protagonistas, com atrizes muito bem escolhidas. Tereza Seiblitz, excelente atriz que acabou “esquecida” pela TV, foi um dos principais destaques vivendo a estressada Lígia. Já Lucélia Santos teve excepcional performance cômica vivendo a engraçada Suzana. A série ainda promoveu a volta de Sônia Braga à TV brasileira, vivendo a “narradora-defunta” Alice.

Mesmo assim, a série não empolgou na audiência. A estreia da série registrou 5,1 pontos com pico de 6,4, considerado esperado pela emissora. Mas foi perdendo audiência no decorrer dos episódios. Por conta do desempenho mediano, não teve uma segunda temporada, o que deve ter frustrado quem assistiu à série, já que a trama termina com um belo de um gancho para uma continuação.

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Há 28 anos estreava Tieta, um clássico da teledramaturgia brasileira

Reveja a abertura de Donas de Casa Desesperadas:

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Na reta final, Os Dias Eram Assim se arrasta

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No capítulo de ontem (14) de Os Dias Eram Assim, Vera (Cássia Kis) foi, toda feliz, tentar iniciar uma relação com o neto recém-descoberto, ainda internado depois de um atropelamento. Kiki (Natália do Vale), ao encontrar a dona da livraria, impede sua ação, deixando Vera arrasada. De volta à livraria, Vera chora por não conseguir se aproximar do neto. Enquanto isso, Renato (Renato Góes) e Alice (Sophie Charlotte) discutem os motivos de a mocinha ter escondido a gravidez do mocinho.

E só. No restante do capítulo, mais autoritarismo de Amaral (Marco Ricca) e os planejamentos da “tropa” que busca pará-lo, da qual participa seu próprio filho Serginho (João Pedro Zappa), e uma cena até bonita em que Rudá (Konstantinos Sarris) confessa à mãe Monique (Letícia Spiller) sua paixão por Leon (Maurício Destri). Nada que fizesse a história, de fato, andar.

Na reta final, Os Dias Eram Assim dá claros sinais de que não tinha trama para se estender entre abril e setembro. A trama começou bem trazendo a Ditadura Militar como pano de fundo, fazendo uma boa mescla entre o folhetim e o contexto histórico. Mas perdeu ritmo quando passou a “explicar” o que acontecia, com as teleaulas de Natália (Mariana Lima). Quando o tempo passou e a história chegou no tempo da abertura política, Os Dias Eram Assim parecia querer deslanchar, sobretudo ao dar mais espaço às tramas paralelas. Mas, na verdade, não foi bem assim.

Agora, as tramas que não envolvem Renato, Alice e seus familiares parecem avulsas dentro do enredo. Dá a impressão de que as autoras Angela Chaves e Alessandra Poggi guardaram uma série de outras tramas no gatilho, mas não conseguiram desenvolvê-las adequadamente. Provavelmente, as tramas paralelas fariam mais sentido quando a “supersérie” ainda estava na fila da novela das seis. Os capítulos das tramas das onze são menores do que das novelas das seis e, por isso, deve ter havido algum enxugamento.

Entretanto, enquanto as tramas paralelas não se desenvolveram adequadamente, a trama principal andou em círculos, sobre o vai-e-volta de Renato, Alice e companhia bela, num ata e não desata que não empolga. E o pano de fundo histórico, que já tinha pouco espaço nos tempos da Ditadura, sumiu de vez nos anos 1980. Uma pena. Os Dias Eram Assim prometia muito, mas sairá de cena devendo uma boa história ao público.

SBT “entope” noite de sábado com realities de culinária

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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Há 28 anos estreava Tieta, um clássico da teledramaturgia brasileira

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No dia 14 de agosto de 1989 estreava na faixa das 20 horas da Rede Globo a novela Tieta. Escrita por Aguinaldo Silva, Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzsohn, livremente inspirada no romance Tieta do Agreste, de Jorge Amado, a trama imortalizou as personagens Tieta e Perpétua, de Betty Faria e Joana Fomm.

Tieta gira em torno da personagem-título que, quando jovem, foi escorraçada pelo pai Zé Esteves (Sebastião Vasconcelos), já que o conservador homem se sente desonrado em razão do comportamento ousado da filha. Tieta (Claudia Ohana), humilhada, deixa a pequena Santana do Agreste, no nordeste brasileiro, jurando um dia retornar para se vingar de sua família e dos habitantes do local.

25 anos depois, Tieta (Betty Faria) ressurge linda, rica e exuberante, disposta a se vingar de sua família. Numa cidade cercada pelo conservadorismo e, principalmente, pela hipocrisia, uma figura exuberante e extremamente franca como Tieta chama a atenção de todos. Ela vive em pé de guerra com sua irmã, a beata Perpétua (Joana Fomm), que não concorda com o espírito liberto de Tieta. Mas a mulher, ainda disposta a se vingar, se envolve justamente com Ricardo (Cássio Gabus Mendes), seu sobrinho, filho de Perpétua. Sendo assim, o sonho de Perpétua de tornar o seu filho padre se torna ameaçado.

Em meio a esta briga de família, Santana do Agreste é o palco para diversas brigas ideológicas. A principal envolve Ascânio (Reginaldo Faria), um idealista que sonha com o progresso, mas esbarra nas ideias do Capitão Dário (Flavio Galvão), que tenta preservar o meio-ambiente na cidade e na região. A cidade ainda abriga diversos tipos antológicos, como o prefeito Arthur da Tapitanga (Ary Fontoura) e suas “rolinhas”, ou Carol (Luíza Tomé), amante do perigoso Modesto Pires (Armando Bógus), um homem capaz de tudo para não perder o seu poder. Carol é apaixonada por Osnar (José Mayer), o grande amor de Tieta. Elisa (Tássia Camargo) é outro destaque da trama: em crise com o marido Timóteo (Paulo Betti), ela tem sonhos românticos com o ator Tarcísio Meira.

Tieta foi um grande sucesso do horário das 20 horas, mas sua origem é curiosa. A trama foi produzida às pressas em razão da decisão de J. B. de Oliveira Sobrinho, o Boni, então todo-poderoso da Globo. Inicialmente, caberia à Barriga de Aluguel, de Gloria Perez, substituir O Salvador da Pátria, novela de Lauro Cesar Muniz exibida às 20h entre 1988 e 1989. Boni achou Barriga de Aluguel muito dramática, e queria que a substituta da novela de Sassá Mutema (Lima Duarte) fosse uma história mais leve. Assim, Tieta acabou sendo escalada, enquanto Barriga de Aluguel foi realocada para a faixa das 18 horas (onde foi um grande sucesso, diga-se).

Em razão de tal decisão, a atriz Betty Faria se viu obrigada a emendar duas novelas das oito, já que ela integrava o elenco de O Salvador da Pátria. Em entrevista ao Donos da História, do Viva, a atriz contou que Zélia Gattai, esposa de Jorge Amado, disse a ela que o marido estava escrevendo um romance cuja personagem principal deveria ser vivida por ela numa possível adaptação. Quando o romance saiu, Betty Faria se mostrou bastante interessada em dar vida a ela. O diretor Daniel Filho também contou certa vez que encontrou o escritor em Paris, em 1974, quando escrevia a obra, e que o escritor desejava Betty Faria como a personagem-título.

Por isso, os direitos de adaptação da obra foram negociados com intermediação da própria Betty Faria e, assim, só ela poderia protagonizar a novela. E assim foi feito. O tempo que Tieta demora para chegar toda poderosa de volta à Santana do Agreste foi o único tempo de descanso que a atriz teve entre uma novela e outra. E tudo correu como previsto, pois a atriz fez uma Tieta memorável.

Tão memorável quanto Tieta era Perpétua, tipo genialmente criado por Joana Fomm. A atriz resolveu dar uma cara mais caricata, quase como um cartoon à beata com ares de vilã, e muitos achavam que o tom over seria fatal para a personagem. Pois foi exatamente o contrário: Perpétua se tornou uma grande mania e, até hoje, é considerada o grande momento de Joana Fomm na televisão brasileira.

O folhetim estreou com média de 70 pontos na Grande São Paulo. Em sua penúltima semana, entre 19 e 24 de março de 1990, Tieta registra uma média de 71 pontos, e seu último capítulo, marcou 78 pontos. Sua média geral foi de 65 pontos na Grande São Paulo. Teve 196 capítulos e contou com direção de Reynaldo Boury, Ricardo Waddington e Luiz Fernando Carvalho e direção geral e núcleo de Paulo Ubiratan. Atualmente, Tieta pode ser vista no canal Viva, de segunda a sábado, às 15h30.

Há 19 anos estreava Brida, última novela da extinta Manchete

Reveja a abertura de Tieta:

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SBT “entope” noite de sábado com realities de culinária

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No último sábado (12), o SBT lançou nada menos que duas temporadas de dois de seus reality shows culinários ao mesmo tempo. Enquanto BBQ Brasil – Churrasco na Brasa, que havia sido cancelado em razão de ser “masculino demais”, ganhou nova chance na faixa das 18 horas, Bake Off Brasil – Mão na Massa emplaca sua terceira temporada no horário nobre, às 21h30.

Trata-se de uma ousadia da emissora lançar duas novidades deste naipe ao mesmo tempo, enquanto outros canais se esforçam para, ao menos, conseguir fazer um revezamento de formatos sem apelar a reprises ou cancelamentos para tapar buracos. Afinal, são produtos com espectadores semelhantes. E, principalmente, atraem anunciantes semelhantes. Não há um canibalismo aí?

Agora mais cedo, BBQ Brasil – Churrasco na Brasa, manteve o formato simples e eficiente da primeira temporada. O grande trunfo deste formato é que, ao colocar o churrasco como protagonista, o programa se torna mais acessível ao público, pois uma carne assada é algo bem mais próximo da realidade da maioria dos espectadores do que a alta gastronomia vista nos outros similares. Por isso mesmo, as dicas dadas são tão, ou mais importantes que a própria competição. Tanto que, na primeira temporada, a competição nem era tão agressiva. Nesta estreia, entretanto, pode ficar, já que os participantes parecem mais dispostos a competir. Vamos ver.

A grande novidade da nova temporada é a presença de Chris Flores, que tem se mostrado uma exímia comandante de realities. Depois de boas performances à frente de Troca de Família, da Record, e Fábrica de Casamentos, já no SBT, ela agora é uma espécie de “mãezona” dos participantes no BBQ. Doce e terna, ela deixa a competição mais amena. Os jurados também são outros, e Danielle Dahoui e Carlos Tossi substituem Carlos Bertolazzi e Rogério DeBetti.

Chris Flores foi confirmada como apresentadora do BBQ ainda antes do afastamento de Ticiana Villas Boas, que apresentou a primeira temporada, e que saiu de cena em razão da delação de seu marido, o empresário Joesley Batista. Mas seu afastamento se deu pouco antes do início das gravações do Bake Off Brasil, que precisou se adaptar à falta de sua titular. A solução foi promover Carol Fiorentino, jurada das outras edições, à apresentadora. E a escolha se mostrou acertada. Carol é simpática, se comunica bem com a câmera e com os participantes e, ainda, sabe do que está falando, já que também é profissional da confeitaria.

Carol foi a grande novidade da estreia do Bake Off, que voltou sem surpresas, mas divertido como sempre. Beca Milano, vista também em Fábrica de Casamentos, assumiu o lugar de Carol no júri, e fez bons comentários ao lado do impagável Fabrizio Fasano Jr. Ou seja, o SBT fez boas estreias neste final de semana. Para o público, boas opções de entretenimento no sábado, um dia fraco na TV aberta.

No ar há um ano, Fofocalizando ainda não encontrou um propósito

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Há 19 anos estreava Brida, última novela da extinta Manchete

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No dia 11 de agosto de 1998, a extinta Rede Manchete lançava Brida, novela baseada no famoso best-seller de Paulo Coelho. A emissora, que já andava mal das pernas, apostou todas as suas fichas na novela, na esperança de que ela fosse um grande sucesso como Xica da Silva. No entanto, o sucesso não veio e a novela foi bruscamente interrompida, o que ajudou a afundar de vez a emissora.

Brida contava a história da personagem-título, interpretada por Carolina Kasting. A jovem pensava ser uma mulher comum, mas descobria ser, na verdade, a reencarnação de uma poderosa bruxa. Assim, ela se vê como parte de um mundo de magia, passando a ser perseguida por um feiticeiro rival, Vargas (Rubens de Falco). Além disso, Brida se via num triângulo amoroso, envolvendo seu namorado Lorens (Leonardo Vieira) e o mago Mariano (vivido pelo jornalista Augusto Xavier, hoje apresentador do jornalístico Documento Verdade, da RedeTV!).

A novela era escrita por Jayme Camargo, Sônia Mota e Angélica Lopes, a partir da obra de Paulo Coelho, e era dirigida pelo veterano Walter Avancini. Para transformar o livro em uma novela, os autores se viram obrigados a aumentar a história, criando tramas paralelas diversas. Brida, assim, contava com 40 personagens e um elenco que reunia grandes nomes da televisão, como Othon Bastos, Bete Mendes, Guilhermina Guinle e Marcos Pasquim.

A ideia de adaptar Brida partiu da direção da Manchete, que apostava no sucesso e na popularidade do livro e de seu autor para chamar a atenção do público para a sua nova trama. Além disso, estava de olho no mercado internacional, esperando exportar a novela mundo afora, repetindo o sucesso da obra de Paulo Coelho. Com a nova novela, o canal também esperava “modernizar” sua teledramaturgia, depois de mostrar a pobreza do sertão em Tocaia Grande, a senzala em Xica da Silva e o cangaço em Mandacaru. Brida, assim, vinha com uma embalagem mais contemporânea e arrojada.

Para tornar a novela uma realidade, o canal não mediu esforços e, mesmo com a saúde financeira extremamente debilitada, apostou alto na produção da novela. Para financiar a viagem do elenco à Irlanda, onde gravaram as primeiras cenas, a emissora fez uma série de permutas. Ao mercado publicitário, prometeu que os anunciantes só pagariam pelas suas inserções se a trama alcançasse, pelo menos, 5 pontos no Ibope.

Foi uma estratégia desesperada de sobrevivência, e que se revelou um verdadeiro suicídio. Brida estreou com parcos 2 pontos de média, patinando nos baixos índices ao longo de sua trajetória. Seu recorde de audiência foi de apenas 4 pontos no Ibope. Percebendo o fiasco, a emissora interveio na obra, afastando o autor Jayme Camargo e mantendo a dupla Sônia Mota e Angélica Lopes. A ideia era obter um toque feminino na história, na tentativa de atrair a atenção das telespectadoras.

Brida, então, procurou adotar um tom mais leve e divertido, além de escalar atores conhecidos de outras produções da Manchete, como Victor Wagner, Carla Regina e Tânia Alves. Walter Avancini também contratou Rosane Goffman e Fafy Siqueira, que entraram para aumentar o humor da trama. “Não é exatamente essa a solução que eu gostaria de dar para o problema. Mas é esse o caminho que encontrei dentro das atuais circunstâncias e com os recursos que tenho”, disse Avancini ao jornal Folha de S. Paulo. A emissora também apostou fundo em uma de suas marcas na teledramaturgia, aumentando a dose de sensualidade da trama. Porém, as mudanças não surtiram efeito, e a novela seguiu em baixa no Ibope.

Com o fracasso, cumpriu-se o combinado, e os anunciantes não pagaram para a veiculação de seus anúncios. Sem receita, a novela passou a atrasar os salários do elenco, e os atores se recusaram a gravar mais cenas. Assim, Brida foi encerrada de uma maneira inusitada: sobre cenas já gravadas, um narrador contava o final da história, revelando o destino dos personagens. Brida foi encerrada no capítulo 54, que foi ao ar em 23 de outubro de 1998.

Brida foi substituída pela segunda reprise da novela Pantanal. E a Manchete, depois disso, seguiu ladeira abaixo, saindo do ar definitivamente poucos meses depois, em maio de 1999.

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A problemática novela Antônio Alves, Taxista, do SBT, terminava há 21 anos

Veja trechos do final de Brida:

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No ar há um ano, Fofocalizando ainda não encontrou um propósito

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Em 1º de agosto de 2016, quando estreou, o Fofocalizando ainda se chamava Fofocando. Com Leão Lobo, Mamma Bruschetta e o chato Homem do Saco, a atração se limitava a ler notas de famosos da internet. Depois, ganhou a presença de Mara Maravilha, no intuito de gerar alguma polêmica. Mais adiante, o colunista Leo Dias foi integrado à equipe, para finalmente trazer algum conteúdo exclusivo. Por fim, depois de uma série de mudanças de horário, a atração mudou de nome para Fofocalizando, dispensou o Homem do Saco e integrou Décio Piccinini.

De lá para cá, Fofocalizando conseguiu se estabilizar na grade de programação do SBT. As constantes mudanças de horário cessaram, o time de apresentadores passou a ter funções mais definidas, e o conteúdo passou a trazer notícias e curiosidades gerais, embora a maior parte da atração seja ainda ocupada por notícias dos famosos. Foi um feito e tanto para um programa que estreou às pressas e enfrentou todo tipo de empecilho em sua trajetória, sobretudo graças aos rompantes de Silvio Santos, que praticamente brincou de “escravos de jó” com a atração.

Mesmo nesta fase mais estável, Fofocalizando ainda não encontrou um propósito na grade do SBT. Se a ideia era bater de frente com o Balanço Geral e o quadro A Hora da Venenosa, o plano não vingou e o programa, hoje, não é exibido no mesmo horário do quadro da Record. Além disso, o programa de fofocas passou a ocupar parte da faixa anteriormente destinada às Novelas da Tarde, produções mexicanas inéditas ou reprises que, normalmente, rendiam bons índices de audiência à emissora. Agora exibidas mais tarde, depois das 17h, e com apenas dois folhetins em cartaz, as tramas já não rendem os mesmos resultados de antes. Fofocalizando vem rendendo a vice-liderança ao SBT, mas os números da tarde não são os mesmos que eram na época da maratona de novelas.

Claro que é louvável a decisão do SBT de aumentar sua produção e conteúdo próprio num horário anteriormente destinado aos enlatados. Mas, para justificar sua presença nas tardes do canal, o Fofocalizando deveria ousar mais, sair de sua zona de conforto e oferecer um conteúdo mais diversificado ao seu público. Do jeito que está, não apresenta grande potencial de crescimento.

Betty Faria é mais um acerto de A Força do Querer

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A problemática novela Antônio Alves, Taxista, do SBT, terminava há 21 anos

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No dia 10 de agosto de 1996, o SBT exibia o último capítulo da novela Antônio Alves, Taxista, uma das tramas mais problemáticas e de triste lembrança da história da emissora. Escrita por Ronaldo Ciambroni, sob a direção de Marcelo Travesso, a trama era inspirada na argentina Rolando Rivas, Taxista, de 1972, de autoria de Alberto Migré. Fábio Jr vivia o protagonista do título e contracenava com a estreante Guilhermina Guinle, na época sua esposa.

Antônio Alves, Taxista contava a história de Tony (Fabio Jr), um taxista e aspirante a cantor de Florianópolis que recebe um convite de um empresário para trabalhar em São Paulo. Na nova cidade, ele conhece Mônica (Guilhermina Guinle), uma jovem que ele busca na escola, e que, descontrolada, se joga do táxi dele. Ele a leva ao hospital e os dois acabam se envolvendo. Entretanto, Tony acaba se envolvendo também com outras mulheres, como Tereza (Eliete Cigarini), de quem se torna noivo, e a vilã Claudine (Branca de Camargo). Claudine e Tony se conhecem quando ela foge debaixo de chuva, vestindo apenas uma capa. É que ela é amante de um ministro de Estado, e acaba flagrada pela mulher do figurão e, para se safar, não tem nem tempo de colocar a roupa. Para completar a situação, Claudine é nada menos que a madrasta de Mônica, e a maltrata muito.

No elenco, estavam ainda Paulo Figueiredo (Humberto Dantas, marido de Claudine), Elaine Cristina, Murilo Rosa, Serafim Gonzalez, Rodrigo Faro, Daniela Camargo, Rubens Caribé, Débora Olivieri, Edney Giovenazzi, Antônio Abujamra e Rosaly Papadopol, entre outros.

Antônio Alves, Taxista estreou no dia 6 de maio de 1996, num dia atípico da programação do SBT. Isso porque a emissora de Silvio Santos resolveu reformular a grade e passou a exibir três novelas nacionais simultaneamente. Assim, naquele dia, estreava às 18 horas a novela Colégio Brasil e, às 21h, a novela Razão de Viver. Antônio Alves, Taxista era a atração da faixa das 20 horas, e tinha seu capítulo reprisado às 21h30. Era uma prática comum no SBT  na época exibir um mesmo capítulo de novela duas vezes ao dia: o capítulo inédito ia ao ar sempre após a novela das sete da Globo, enquanto a reprise acontecia após a novela das oito da concorrente.

Para concretizar o ambicioso plano de ter três horários de novelas nacionais, o SBT partiu para parcerias e coproduções. Colégio Brasil era produzida pela JPO, enquanto Razão de Viver era gravada no próprio SBT. Já Antônio Alves, Taxista era produzida em parceria com o Canal 9, rede televisiva argentina, e era gravada nos estúdios da Ronda Studios, em Buenos Aires. Assim, todo o elenco da trama precisava viajar regularmente para a capital da Argentina.

A novela, uma grande aposta do SBT, teve vários problemas. Os empecilhos começaram ainda nos bastidores, quando a atriz Sônia Braga desistiu da produção. Antônio Alves, Taxista marcaria a volta da atriz às novelas brasileiras, das quais estava afastada desde Chega Mais (1980), da Globo. Sônia viveria Odile, a vilã e amante de Tony, e estava empolgada com a participação na trama. Em entrevista ao jornal O Globo, de 17 de março de 1996, ela falou que aceitou o convite porque gostou da personagem. “Odile Brunet, adora dinheiro, mas Sônia, nem tanto”, disse, revelando ainda que a achava parecida com a Júlia, de Dancin’ Days.

Sônia Braga chegou a gravar as primeiras cenas como Odile, mas acabou abandonando intempestivamente a produção, reclamando da baixa qualidade do texto da novela, que vinha com erros e muitos clichês dos dramalhões dos anos 1960, que não faziam mais sentido. Assim, a Ronda Studios resolveu fazer algumas mudanças radicais na tentativa de exorcizar o impacto do incidente. Trocou o nome da personagem para Claudine, e passou o papel para Branca de Camargo. A princípio, Branca seria a boazinha Natália e havia aceitado participar da trama apenas pela presença de Sônia no elenco. Por isso, exigiu que seu contrato fosse de apenas três meses, prorrogáveis por mais três. Depois, se viu sem Sônia e com um grande aumento de trabalho ao ter de assumir a personagem dela, incluindo aí todas as cenas que precisaram ser regravadas.

Quando estreou, Antônio Alves, Taxista foi metralhada pela crítica especializada. Entre as principais críticas estavam os erros de continuidade da trama, além dos erros grosseiros no roteiro. A trama desatualizada, reclamação de Sônia Braga, também apareceu na análise dos críticos, que também ressaltaram a má qualidade técnica da obra, com takes de câmera convencionais e burocráticos, além da iluminação precária, que davam à novela um ar de produto antigo.

A expectativa do SBT era que Antônio Alves, Taxista alcançasse um resultado entre 15 e 20 pontos no Ibope. A trama, no entanto, ficou em torno dos 10 pontos, e foi considerada um insucesso. Com tantos empecilhos, a história acabou sendo encurtada, saindo do ar depois de 82 capítulos. Sua substituta na grade de programação foi a mexicana Maria Mercedes, fazendo o SBT voltar a exibir novelas mexicanas no horário nobre e, ainda, abriu caminho para a “trilogia das Marias”, novelas de sucesso protagonizadas pela estrela Thalía.

Uma curiosidade: em 2006, o SBT exibiu a novela mexicana Mundo de Feras, cujo roteiro era uma fusão das novelas Mundo de Fieras, Pasión y Poder e Rolando Rivas, Taxista.

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O Primo Basílio estreava há 29 anos

Relembre a chamada do SBT que anunciava a estreia de “três novelas de uma vez”, apresentada por Marília Gabriela:

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Betty Faria é mais um acerto de A Força do Querer

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É muito bom ver na ativa uma atriz do quilate de Betty Faria. A atriz, que acaba de chegar à novela A Força do Querer vivendo a divertida Elvira, entrou em cena para engrossar a lista de acertos da trama de Glória Perez. Enquanto isso, no canal Viva, também podemos ver Betty no auge de sua carreira, como a protagonista de Tieta. Os anos passam, mas o talento da atriz e sua capacidade de iluminar as cenas permanece.

Elvira é quase uma força da natureza na novela. Entrando na história já em andamento para fazer caminhar a trama envolvendo Irene (Débora Falabella), a personagem já chegou dizendo a que veio. Senhorinha rica e deslumbrada, Elvira é adepta da sinceridade absoluta. É rabugenta, mas mantém um espírito jovem. Assim, ao mesmo tempo em que reclama das péssimas instalações da casa de Garcia (Othon Bastos), ela se deslumbra e se diverte ao descobrir que a vizinha é casada com um bandido.

Por conta da personalidade peculiar, Elvira já se tornou a frasista da novela, disparando pérolas a cada momento. A figura não esconde de ninguém seu casamento por interesse, e afirma, sem papas na língua, que sempre amou Garcia, mas nunca quis nada com ele porque ele era pobre. Ao conhecer Silvana (Lília Cabral) e descobrir que ela era arquiteta, soltou logo um “odeio arquitetos!”, deixando a viciada em jogo desconcertada. Ela alimenta um ódio de Solange, que matou seu ex-marido, e tenta encontrá-la no Rio de Janeiro. Solange é Irene, ou seja, será Elvira quem deve desmascarar a vilã da novela. Isso sem falar na cena que “quebrou a internet”, quando apareceu fazendo a pose do “Kame Hame Ha”, golpe de Goku em Dragon Ball. Ela surgiu tendo “aulas” do golpe com Yuri (Drico Alves).

Aos 76 anos de idade, Betty Faria mostra que ainda tem lenha para queimar. Para nossa sorte, a atriz vem engatando bons personagens na telinha de uns tempos para cá, depois de ter passado um tempo meio “esquecida”. Logo após viver a misteriosa Carlota Valdez em Suave Veneno, em 1999, Betty sumiu dos folhetins televisivos, retornando apenas em 2005 pelas mãos justamente de Glória Perez, vivendo Djanira Pimenta em América. A personagem era boa, mas, infelizmente, sua participação era pontual na história. Entretanto, foi depois desta novela que Betty voltou a ser convidada para a TV, e voltou à cena em Pé na Jaca (2006) e Duas Caras (2007). Após uma breve passagem pelo SBT, em Uma Rosa com Amor (2010), voltou à Globo em Avenida Brasil (2012) e Boogie Oogie (2014), além de participações em séries e programas. E que venham muitos trabalhos mais!

Sem graça, A Vila é mais um equívoco do Multishow

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O Primo Basílio estreava há 29 anos

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No dia 09 de agosto de 1988, a Globo estreava a minissérie O Primo Basílio. Escrita por Gilberto Braga e Leonor Bassères, baseados na obra de Eça de Queiroz, a trama teve 16 capítulos e foi dirigida por Daniel Filho.

A trama se passa na Lisboa do século 19, e conta a história do jovem Basílio (Marcos Paulo), primo de Luísa (Giulia Gam). Eles foram muito apaixonados na infância, e Basílio prometeu a ela que se casariam quando ele retornasse da Inglaterra. Porém, ele não retornou e ela se casou com o jovem engenheiro Jorge (Tony Ramos), sem esperanças de um dia reencontrar o primo.

Entretanto, um dia Basílio regressa, e faz despertar o amor de Luísa novamente. Entediada pela rotina do casamento, a leitora de romances se deixa envolver novamente pelo primo quando Jorge precisa viajar. Luísa e Basílio passam a se encontrar regularmente na própria casa de Jorge. No entanto, quando Jorge regressa, Luísa passa a se sentir mal pela traição. Além disso, sua empregada, a invejosa Juliana (Marília Pêra), encontra cartas trocadas entre Basílio e Luísa, nas quais os dois relembram os encontros, e passa a chantagear a patroa. Ela lhe pede 600 mil réis em troca do silêncio. Luísa não dispõe da quantia e passa a servir Juliana numa mudança de posição. A criada vira patroa, e a patroa ocupa o lugar da criada.

Luísa, assim, sofre com os desmandos de Juliana, enquanto Jorge não compreende os motivos para que a esposa tenha atitudes tão estranhas. Ao mesmo tempo, Luísa descobre que foi usada pelo primo Basílio, que nunca quis nada verdadeiramente sério com ela. Notando que ama Jorge de verdade, Luísa passa a cultivar um sentimento de culpa cada vez maior. Acuada em meio a ameças, mentiras e chantagens, Luísa cai doente.

O Primo Basílio foi uma das minisséries mais aclamadas já exibidas pela Globo, com boa resposta do público e da crítica. A trama projetou a atriz Giulia Gam, cuja estreia na TV havia acontecido pouco tempo antes, como a Jocasta na primeira fase da novela Mandala, papel depois assumido por Vera Fischer. A minissérie também é considerada um dos melhores trabalhos da carreira de Marília Pêra, absolutamente incrível como a vilã Juliana, considerada uma das melhores vilãs da teledramaturgia. Segundo consta, a atriz teria resistido aceitar a personagem, em razão da extrema feiura com que Juliana é retratada na obra de Eça de Queiroz.

O Primo Basílio foi lançada em DVD em 2007 pela Globo Marcas. Em 2008, Daniel Filho e Euclydes Marinho lançaram o filme Primo Basílio, com Glória Pires, Débora Falabella, Fábio Assunção e Reynaldo Gianecchini como protagonistas. O longa leva a trama para a São Paulo de 1958, e Gloria Pires também roubou a cena como Juliana.

A minissérie foi reexibida na íntegra pelo Canal Viva de 28 de outubro a 18 de novembro de 2013.

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Sem graça, A Vila é mais um equívoco do Multishow

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Desde a última segunda-feira (07), o Multishow exibe A Vila, seu novo humorístico, na faixa das 22h30. A nova atração é protagonizada pelo festejado Paulo Gustavo, desta vez de peruca e vivendo Rique, um ex-palhaço cujo circo faliu e, agora, ele vive num trailer estacionado bem no meio de uma vila. No espaço, ele divide a cena com a galeria de moradores do local, todos tipos comuns de um vilarejo.

A ambientação e os tipos lembram, claro, Chaves, mas A Vila aposta num humor menos ingênuo. Entretanto, a atração simplesmente não faz rir. No episódio de ontem (08), por exemplo, Rique e Violeta (Katiuscia Canoro), em poder de um pêndulo que hipnotizava pessoas, passavam a manipular os demais moradores, criando uma série de confusões. Sem originalidade e previsível, o roteiro não conseguiu prender, e muito menos trouxe boas sacadas. Paulo Gustavo, excelente humorista, parece estar no piloto automático, interpretando basicamente o mesmo personagem genérico que vivia em Vai que Cola.

Aliás, fica claro em A Vila a intenção de ser algo aos moldes do Vai que Cola, mas com alguma novidade. A presença de plateia, os comentários metalinguísticos e momentos de improviso e riso involuntário (que parecem ensaiados, diga-se), tão presentes no Vai que Cola, também aparecem em A Vila. Mas Vai que Cola, por mais que seja um sucesso inquestionável do canal pago, também nunca se destacou pelo bom roteiro, pelo contrário. Mas, como rendeu, acabou se tornando uma espécie de “modelo” para o Multishow idealizar seus outros humorísticos, fazendo com que o canal apostasse numa série de programas equivocados.

Atrações como Acredita na Peruca, Treme Treme e Partiu Shopping, por exemplo, vieram nesta mesma esteira do Vai que Cola. Roteiro fraco e sem qualquer tentativa de fugir do “mais do mesmo” caracterizam estas e boa parte dos programas de humor do Multishow. E A Vila, pelo visto, veio para engrossar esta lista de equívocos.

Estrelas Solidárias seria melhor com menos episódios

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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Topa ou Não Topa chegava ao fim há seis anos

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No dia 08 de agosto de 2011, o SBT levava ao ar o último episódio do game show Topa ou Não Topa. Na época apresentado por Roberto Justus, a atração marcou a curta trajetória do publicitário na emissora de Silvio Santos, onde comandou também o Um Contra Cem. Antes dele, Silvio Santos apresentou o game no qual o participante tinha que encontrar uma maleta que valia um milhão de reais (em barras de ouro, que valem mais do que dinheiro).

Roberto Justus chegou ao SBT como uma espécie de retaliação de Silvio Santos à Record, que havia tirado Gugu Liberato de seus quadros. Para contra-atacar, o dono do SBT, numa tacada só, trouxe para seu canal Eliana, Roberto Cabrini e o autor de novelas Tiago Santiago, além de Justus. Na época, o apresentador fazia sucesso à frente de O Aprendiz, reality show empresarial que registrava boa audiência e atraía grandes anunciantes para a Record. Ou seja, com a contratação, o SBT buscava enfraquecer a concorrência, tanto na audiência quanto no faturamento.

Roberto Justus migrou para o SBT com a promessa de comandar programas de temporadas, sendo um game show e um reality show por ano. O primeiro deles, Um Contra Cem, era um jogo de perguntas e respostas no qual um único participante disputava um prêmio contra outras cem pessoas. Já o segundo, chamado O Grande Desafio, seria um novo formato de reality show empresarial, semelhante ao O Aprendiz. A atração chegou a ter chamadas veiculadas, mas acabou cancelada em razão dos altos custos de produção. Assim, Justus acabou emplacando um segundo game show seguido, o Topa ou Não Topa.

O game havia estreado no canal em 2007, apresentado por Silvio Santos nas noites de quarta-feira. No programa, o participante deve escolher uma entre 26 maletas, sendo que cada uma esconde um valor em dinheiro. Durante o jogo, o participante escolhe, uma de cada vez, as malas restantes para serem eliminadas, que vão tendo o seu valor revelado. Cada vez que um determinado número de maletas é aberto, Silvio Santos recebia ligações de uma figura oculta chamada de Banqueiro, que oferece uma certa quantia de dinheiro. Se o participante aceitar a oferta, o jogo termina e ele ganha o valor oferecido. Se o participante rejeitar todas as ofertas, ele ganha o valor contido na maleta escolhida inicialmente. Com Silvio no comando, Topa ou Não Topa atingia bons índices de audiência, muito por causa do apresentador, que arrancava boas histórias dos participantes, além de atender ao Banqueiro com um engraçado grito de “olááááá!”.

Curiosamente, antes de Silvio Santos adquirir o formato original do Topa ou Não Topa, chamado Deal or No Deal, o dono do SBT havia produzido uma versão, digamos, “pirata” do game, que se chamava Eu Compro o Seu Televisor, exibido em 2004. Nesta versão, Silvio não comprava maletas, e sim pequenos televisores que escondiam valores em dinheiro, e quem negociava não era o Banqueiro, e sim o “Diretor”.

Com Roberto Justus, Topa ou Não Topa não atingiu os mesmos resultados da temporada apresentada por Silvio Santos. A temporada de Justus estreou em 2010, e foi exibida nas noites de quarta-feira e, depois, segunda-feira, até estacionar nas noites de quinta, na extinta faixa SBT Show. Ao fim da atração, Justus foi convidado a retornar à Record e pediu a rescisão de contrato com o SBT. Foi atendido e retornou à emissora da Barra Funda, onde estreou seu próprio talk show, Roberto Justus +. Atualmente, comanda os reality shows Power Couple e A Fazenda.

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Estrelas Solidárias seria melhor com menos episódios

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No início deste ano, a direção da Globo anunciou que o Estrelas, programa das tardes de sábado apresentado por Angélica desde 2006, passaria a apostar em temporadas temáticas. A ideia era que cada uma das temporadas durasse cerca de três meses. A primeira delas, Estrelas Solidárias, que mostra celebridades e Angélica fazendo trabalhos voluntários em diferentes projetos pelo Brasil, estreou em abril. Ou seja, lá se vão quase cinco meses de ações sociais.

A ideia de tentar novos formatos para o Estrelas é bastante positiva. E a “temporada de solidariedade” teve seus acertos, pois mostrou diversos projetos sociais interessantes que acontecem no Brasil. Com a temática, Estrelas Solidárias conseguiu mostrar histórias emocionantes, mas sem descambar para o assistencialismo exacerbado. Pelo contrário. O tom otimista do programa conseguiu passar boas mensagens.

Entretanto, Estrelas Solidárias seria melhor se tivesse apenas cerca de 12 episódios, número que a Globo costuma trabalhar com a maioria de seus programas de temporada. Passado algum tempo, a atração começou a ficar extremamente repetitiva. Por mais que variasse os projetos mostrados e seus convidados, Estrelas Solidárias não conseguiu fugir da fórmula esquemática. E o interesse arrefeceu.

Felizmente, há uma luz no fim do túnel. A direção da emissora já marcou a data do episódio final da temporada do Estrelas Solidárias para o dia 19 de agosto. A partir do dia 26, o Estrelas lança uma nova safra, intitulada Estrelas do Brasil. Na nova fase, segundo o jornal Estado de S. Paulo, Angélica apresentará pessoas que se destacam nas cidades onde mora, seja pela gastronomia, arte popular, música ou pelo serviço que executam. As gravações começaram na última semana, em Belém do Pará, e já estão confirmadas as participações de Andreia Horta, Paulo Betti, Fafá de Belém, Bruno Gissoni, Maria Flor e Eriberto Leão.

Continuo achando um desperdício Angélica não comandar um programa de auditório. Exímia animadora, a artista é subaproveitada no Estrelas. Porém, vejo com bons olhos as tentativas de se oferecer algo a mais no programa da loira, afinal, são 11 anos no ar com praticamente o mesmo formato de sempre. Buscar novidades é sempre válido.

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Presença de Anita estreava há 16 anos

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No dia 07 de agosto de 2001 estreava a minissérie Presença de Anita. Uma das mais marcantes produções da Globo no segmento, a série era escrita por Manoel Carlos, baseado no romance de Mário Donato, e revelava a atriz Mel Lisboa, que vivia o papel-título.

Na trama, Nando (José Mayer) vive um casamento sem muitas emoções com Lúcia Helena (Helena Ranaldi). Ele sonha em escrever um romance, enquanto ela faz de tudo para retomar a temperatura de sua relação com o marido. Por conta disso, o casal, acompanhado da filha Luiza (Julia Almeida), deixa São Paulo em direção à Florença, no interior do estado. A ideia é passar as festas de fim de ano com a família, ao mesmo tempo em que Nando acredita ser aquele o ambiente ideal para começar o seu romance.

Entretanto, a vida deles mudará para sempre na pequena cidade. Ali, ele encontra a jovem Anita (Mel Lisboa), que vive sozinha num sobrado cheio de mistérios. Nando vê em Anita a personagem ideal para seu livro, e, aos poucos, vai se envolvendo com a menina. Enquanto isso, Anita exerce seu intenso magnetismo em Nando e, também, em Zezinho (Leonardo Miggiorin), um tímido jovem que vive na cidade.

Anita carregava consigo a pequena boneca Conchita, uma bailarina espanhola. Segundo Anita, ela guardava a alma da ex-moradora do sobrado, Cíntia, que morrera assassinada pelo amante. A presença de Anita na vida de Nando faz com que, aos poucos, o escritor perca a sanidade. Completamente envolvido com a jovem, Nando destrói de vez seu casamento, fazendo sua família sofrer. Ao mesmo tempo, alimenta um sentimento de posse sobre Anita, que, por sua vez, o provoca cada vez mais.

Um grande sucesso da Globo no ano de 2001, Presença de Anita chamava a atenção pela ousadia do texto e pelas intensas cenas de sexo e nudez. Como se tratava de uma série cuja protagonista teria destaque absoluto, o autor Manoel Carlos e o diretor Ricardo Waddington definiram que Anita deveria ser vivida por um novo rosto. Assim, a equipe da trama analisou mais de 100 candidatas para a função, até chegar ao nome de Mel Lisboa.

Em entrevista ao programa Donos da História, do canal Viva, Manoel Carlos afirmou que recebeu um VHS com vários testes de candidatas à vaga para analisar. E que, nesta fita, havia um “rabicho” com uma propaganda estrelada por Mel Lisboa, ou seja, a atriz não aparecia entre as finalistas para a vaga. Mas o autor, ao ver a propaganda, não teve dúvidas de que o papel deveria ser entregue à jovem. A aposta foi certeira, já que a atriz teve todos os holofotes voltados para si e se tornou uma das grandes revelações na telinha naquele ano.

Curiosamente, Mel Lisboa nunca mais conseguiu se desvencilhar da marcante personagem. A atriz não conseguiu repetir o mesmo sucesso em seus trabalhos posteriores. Seu papel seguinte, uma das personagens principais da novela Desejos de Mulher, não aconteceu e perdeu espaço. Depois vieram a antagonista de Como Uma Onda e uma vilã secundária em Sete Pecados, também sem muita expressão. Migrou para a Record em 2011, onde estrelou a minissérie Sansão e Dalila ao lado de Fernando Pavão. Depois, foi escalada para um importante papel em Pecado Mortal, de 2013, mas pediu para deixar a trama em razão do espetáculo teatral sobre Rita Lee, no qual viveu a cantora. O autor Carlos Lombardi, a contragosto, precisou matar a personagem Marcinha antes de conseguir desenvolvê-la.

Presença de Anita foi reexibida na íntegra pela Rede Globo no ano seguinte, entre 17 de setembro e 11 de outubro, às 23 horas, em razão do cancelamento da segunda linha de shows por causa do período eleitoral. Também foi reprisada pelo canal Multishow, em comemoração aos 40 anos da Globo, e duas vezes pelo Viva, em 2012 e 2015. Além disso, foi exibida em formato de telefilme no especial Luz, Câmera, 50 Anos, em janeiro de 2015.

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Na Dança dos Famosos, Adriane Galisteu tem nova chance de emplacar na TV aberta

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Não se pode negar que Adriane Galisteu é uma pessoa persistente. Há anos sem espaço na TV aberta brasileira, a apresentadora nunca escondeu que sonha em voltar a ter um programa numa emissora mais vista. Atualmente no comando do Face a Face, na BandNews, e do Papo de Almoço, na Rádio Globo, Adriane agora poderá ser vista na grande vitrine do Domingão do Faustão, participando da Dança dos Famosos, tendo a chance de ser novamente lembrada pelos canais abertos e pelo público.

Tendo no currículo alguns programas que não deram muito certo, como o Charme, do SBT, e o Toda Sexta, da Band, Adriane Galisteu acabou ficando com o rótulo de “ruim de Ibope” e, consequentemente, de “pé frio”. Com isso, perdeu força na TV aberta, o que sempre pareceu uma injustiça. Afinal, é inegável que Adriane é, sim, uma ótima apresentadora de televisão. Tem presença de palco, se comunica bem com a câmera, é inteligente e articulada. Sempre tocou muito bem os programas que comandou desde que estreou como apresentadora, na CNT.

Com excelentes passagens pela MTV Brasil, RedeTV! e Record, Adriane acabou pagando por um mau passo na carreira. Sonhando ser líder de audiência, a apresentadora resolveu aceitar o convite do SBT e deixar a Record, onde comandava o bom programa noturno É Show. Na TV de Silvio Santos, acabou ficando com um horário “menos nobre”, às tardes, e tendo nas mãos o comando de um programa que nada tinha a ver com ela. Se no É Show ela se dava bem no comando de entrevistas, debates e apresentações musicais, no Charme ela se viu obrigada a comandar jogos por telefone do naipe de “quantos feijões têm na panela?”. A partir daí, nunca mais foi vista numa boa atração.

Nos anos em que ficou no SBT, Adriane se desgastou num embate com Silvio Santos, que a queria num formato semelhante ao Alô Christina, enquanto ela pretendia reeditar o É Show. Quando deixou o canal, se acertou com a Band e lançou o Toda Sexta, outro programa equivocado no qual comandava games sem expressão. Na emissora, esteve ainda à frente do Projeto Fashion, este sim um ótimo formato, mas escondido nas noites de sábado, e o programa de fofocas Muito +. Deixou a Band após outro reality show equivocado, Quem Quer Casar com Meu Filho?.

No ano passado, a imprensa chegou a noticiar que Adriane Galisteu teria se encontrado com Boninho, na Globo, e especulou-se que ela poderia emplacar no canal, no Vídeo Show ou no É de Casa. Não aconteceu, mas eram muitos os comentários de que ela estava cotada para o Dança dos Famosos. Não rolou no ano passado, mas neste ano aconteceu. E seria bem interessante se fosse apenas o primeiro de muitos trabalhos de Adriane na nova emissora. Afinal, o canal tem tanto espaço para apresentadoras sem lá muita expressão (como várias que passaram pelo Vídeo Show nos últimos anos), enquanto Adriane, que é talentosa, segue sem espaço.

O Vídeo Show, por exemplo, carece de uma apresentadora de verdade desde a saída de Mônica Iozzi. De lá para cá, a emissora testou humoristas e atrizes na bancada, em vez de colocar uma apresentadora de carreira. Adriane, sem dúvidas, faria um bom trabalho ali. Fora que ela já dividiu a cena com Otaviano Costa, no especial Bahia 50 Graus, na Record, e a parceria funcionou.

Aliás, outra apresentadora talentosa que pode ser vista num talent show do canal é Sabrina Parlatore, musa da MTV Brasil, e com boas passagens pela Band e TV Cultura. Sabrina é outro talento que poderia ser aproveitado no canal após o término do Popstar.

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Há 27 anos, Escolinha do Professor Raimundo se tornava um programa solo

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No dia 4 de agosto de 1990, a Globo estreava o humorístico Escolinha do Professor Raimundo, de Chico Anysio. A atração tornava-se um programa independente na televisão, depois de ter feito sucesso no rádio e se tornado um quadro em diversos programas da TV brasileira.

A Escolinha do Professor Raimundo, na verdade, surgiu em 1952 na Rádio Mayrink Veiga. O programa se passava numa sala de aula onde o Professor Raimundo Nonato (Chico Anysio) servia como escada para as piadas de três alunos, vividos por Afrânio Rodrigues, João Fernandes e Zé Trindade. Com o sucesso do programa no rádio, ele ganhou sua versão televisiva em 1957, sendo exibido no programa Noites Cariocas, da TV Rio. A Escolinha passou ainda pelas TVs Excelsior e Tupi, até chegar à Rede Globo, onde foi exibida como parte dos programas Chico City (1973), em seu formato de três alunos e professor, e Chico Anysio Show (1988), com uma sala de aula maior, com 20 alunos.

Com o sucesso e longevidade do quadro, Chico Anysio teve a ideia de torná-lo uma atração à parte. Inicialmente semanal, nas noites de sábado, o programa trazia personagens já clássicos da atração, como Joselino Barbacena (Antônio Carlos Pires), Seu Mazarito (Costinha) e Rolando Lero (Rogério Cardoso). Além destes, trouxe alguns novos alunos, como Sérgio Mallandro, que vivia ele mesmo, e Dona Cacilda (Claudia Jimenez).

Pouco tempo após a estreia, Escolinha do Professor Raimundo se tornou um programa diário, exibido nos finais de tarde, além de manter sua edição semanal, que passou das noites de sábado para as quartas-feiras. Assim, mais novos alunos chegaram, como Paulo Cintura, João Canabrava (Tom Cavalcante) e Nerso da Capitinga (Pedro Bismarck). Esta é a fase mais lembrada pelos fãs, com muitos personagens marcantes: Bicalho (Antonio Pedro), Geraldo (Castrinho), Dona Capitu (Claudia Mauro), Batista (Eliezer Motta), Zé Bonitinho (Jorge Loredo), Patropi (Orival Pessini), Eustáquio (Grande Otelo), Suppapou Uaci (Jaime Filho), Aldemar Vigário (Lucio Mauro), Seu Boneco (Lug de Paula), Samuel Blaustein (Marcos Plonka), Bertoldo Brecha (Mário Tupinambá), Seu Ptolomeu (Nizo Neto), João Bacurinho (Olney Cazarré), Seu Peru (Orlando Drummond), Galeão Cumbica (Rony Cócegas), Dona Cândida (Stella Freitas), Marina da Glória (Tássia Camargo), Baltazar da Rocha (Walter D’Ávila) e Dona Bela (Zezé Macedo).

Escolinha do Professor Raimundo ocupou a faixa das 17h30 da Globo até 1995, quando acabou cancelada em razão do desgaste da fórmula. O horário passaria a ser ocupado pela trama juvenil Malhação, no ar até hoje, enquanto Chico Anysio, no ano seguinte, se dedicaria a um novo humorístico, Chico Total. No entanto, em 1999, o diretor Homero Salles e as produtoras Câmera 5 e GPM, resolvem resgatar a ideia e lançam a Escolinha do Barulho, atração que reuniu boa parte dos ex-alunos de Chico Anysio, como Geraldo, Samuel Blaustein, Bertoldo Brecha, Galeão Cumbica e Seu Eugênio (César Macedo), por exemplo. Exibido no horário nobre da Record, o programa fez sucesso, mas Chico Anysio não gostou da novidade e, na época, criticou os atores que optaram por reviver seus personagens na nova atração.

Com o sucesso da Escolinha do Barulho, a Globo “ressuscita” Escolinha do Professor Raimundo ainda em 1999, como um quadro do Zorra Total, humorístico que acabara de estrear. Dois anos depois, em 2001, a emissora volta a apostar novamente na Escolinha como um programa solo, nos fins de tarde, trazendo vários novos personagens. Nesta leva se destacaram Seu Fininho (André Mattos), Dona Tesinha (Daniele Valente), Tati (Heloisa Périssé) e Paulinho Gogó (Maurício Manfrini), além dos veteranos Sara Rebeca (Berta Loran), Dona Lusa do Canindé (Fafy Siqueira), Seu Peru e Aldemar Vigário, entre outros. Apesar dos bons momentos, a audiência desta nova temporada não agradou a direção da emissora, que cancelava a Escolinha definitivamente no final do mesmo ano.

Depois disso, a Escolinha reapareceu diferente no especial de fim de ano Chico e Amigos, em 2009. No programa, o humorista retomava seu mais famoso personagem diante de uma sala de aula formada por vários outros de seus personagens, como Alberto Roberto, Neide Taubaté e Bento Carneiro. Já em 2008, uma outra “cópia” do programa surge, desta vez na Band, com o nome Uma Escolinha Muito Louca. Com Sidney Magal como professor, o programa trazia Seu Eugênio das escolas anteriores, além de ter no elenco Orival Pessini, que vivia um personagem novo, Ranulpho Pereira. Já os demais personagens eram diferentes. Em 2011, foi a vez de Gugu Liberato assumir o guarda-pó de mestre na Escolinha do Gugu, em seu dominical na Record, e tratou de também resgatar alguns personagens, como Seu Eugênio, Cândido Manso (Iram Lima) e Salim Muxiba (João Elias).

Em 2015, a Globo, em parceria com o Viva, passou a produzir um remake da Escolinha do Professor Raimundo. Na nova atração, um novo elenco revive personagens clássicos, como Zé Bonitinho (Mateus Solano), Catifunda (Dani Calabresa), Dona Cacilda (Fabiana Karla) e Seu Peru (Marcos Caruso). Já o professor Raimundo é vivido por Bruno Mazzeo, filho de Chico Anysio.

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Com Carinha de Anjo, SBT aprimora sua teledramaturgia infantil

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Desde que voltou a investir no filão de novelas infantis, o SBT só colheu bons resultados. Carrossel, Chiquititas e Cúmplices de um Resgate renderam boa audiência, faturaram bastante com licenciamento e se tornaram hits dentro de seu público-alvo. E, a cada nova produção, percebe-se uma evolução, tanto técnica quanto criativa. Por isso mesmo, não é nenhum exagero afirmar que Carinha de Anjo, o atual cartaz, é a melhor novela dentre todas já exibidas desde que a faixa foi criada.

A saga de Dulce Maria (Lorena Queiroz) é absolutamente encantadora. As peripécias da menina realmente divertem, e todos os personagens que orbitam em torno dela têm história para contar. O amor envolvendo seu pai, Gustavo (Carlo Porto), e a agora ex-freira Cecília (Bia Arantes), é do mais básico folhetim e, por isso, atrai tanto as crianças quanto os pais delas. Carinha de Anjo, assim, é um produto mais familiar, diferentemente de Cúmplices de um Resgate, por exemplo, que tinha um apelo mais juvenil.

Além da trama em si, Carinha de Anjo também acerta a mão no elenco, trazendo atores carismáticos em personagens-chave. É impossível não querer ser amigo da engraçada Irmã Fabiana, vivida por uma simpática Karin Hills. Ou ainda ter uma tia tão exótica quanto a tia Perucas (Priscila Sol), sempre terna e divertida. Eliana Guttman como a Madre Superiora é um acerto, pois a atriz sabe o tom exato entre a afeição materna e a severidade. Isso sem falar em Angela Dippe (a eterna Penélope do Castelo Rá-Tim-Bum, a “tia Perucas” da minha época!), ótima como a mãe modernosa Rosana. A atriz, aliás, repete a excelente parceria com Blota Filho (Silvestre), já vista em Pérola Negra, outro “clássico” da dramaturgia do SBT.

Nos últimos capítulos, Carinha de Anjo vem contando com outras importantes aquisições. A atriz Mylla Christie, sumida das novelas desde Amor e Intrigas, da Record, chegou para viver a psicóloga de Dulce. E a ótima Stella Miranda entrou em cena e vem fazendo ótimas sequências como Noêmia, namorada de Flavio (Eduardo Pelizzari). As brigas entre ela e Haydee (Clarice Niskier), sua sogra, estão impagáveis.

Por fim, Carinha de Anjo tem o mérito de lançar uma nova novelista nos quadros do SBT. Depois de escrever seis novelas praticamente seguidas, Iris Abravanel passou o bastão para Leonor Corrêa, responsável pela atual adaptação, e nos revelou uma ótima novelista. Já sabíamos do talento de Leonor como apresentadora e diretora de TV, mas seu talento para a ficção televisiva foi uma grata surpresa. A autora e sua equipe vêm fazendo uma adaptação inteligente do original de Abel Santa Cruz, mantendo a espinha dorsal da trama e trazendo algumas novidades contemporâneas, como o mundo rural versus o mundo urbano, representado pelos jovens Juju (Maisa Silva) e Zeca (Jean Paulo Campos), ou imprimindo mais comédias nas tramas paralelas adultas.

A boa audiência de Carinha de Anjo é apenas reflexo das inúmeras qualidades da produção. O SBT acertou em cheio.

Encrenca é fraco, mas se destaca em meio ao “chororô” dominical

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Há 25 anos estreava De Corpo e Alma, novela marcada por uma tragédia

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No dia 03 de agosto de 1992, entrava no ar na faixa das 20 horas da Globo a novela De Corpo e Alma. Escrita por Glória Perez, a trama ficaria marcada por uma tragédia: Daniella Perez, atriz e filha da autora, seria assassinada por um colega de elenco, o ator Guilherme de Pádua, e sua mulher, Paula Thomaz.

De Corpo e Alma era um novelão típico de Glória Perez, que mesclava um romance folhetinesco com assuntos contemporâneos. Desta vez, a autora abordou a doação de órgãos por meio de um romance envolvendo Diogo (Tarcísio Meira) e Paloma (Cristiana Oliveira). Diogo era um juiz bastante correto e com uma vida aparentemente perfeita com Antônia (Betty Faria), mas tudo vem abaixo quando ele se apaixona por Betina (Bruna Lombardi). Dividido, Diogo decide abandonar Betina, mas ela morre em seguida, num acidente de carro.

Enquanto isso, Paloma é uma jovem cheia de vida e casada com o stripper Juca (Victor Fasano), que trabalha no Clube das Mulheres. Com um sério problema no coração, ela é submetida a uma doação do órgão, e sua doadora é justamente Betina. Diogo, sentindo-se culpado pela morte de Betina, acaba se aproximando de Paloma, pois sabe que em seu corpo bate o coração de sua amada. Neste improvável envolvimento, Diogo se apaixona por Paloma, que corresponde sem saber que ele já havia tido um envolvimento com a doadora de seu coração. Já Juca se torna o protegido do misterioso Vidal (Carlos Vereza) e faz sucesso no Clube das Mulheres, acabando por se tornar amante de Stella (Beatriz Segall), uma rica senhora.

Ao abordar a doação de órgãos, De Corpo e Alma fez aumentar o número de doadores. Só na semana de estreia da novela, o Instituto do Coração (INCOR), em São Paulo recebeu nove órgãos para transplante. Antes da novela, o Instituto não recebia doações havia dois meses.

A novela também tratou da inversão de papéis entre homens e mulheres na sociedade, por meio da boate de striptease masculino. A profissão de Juca deu muita popularidade ao Clube das Mulheres. A autora falou ainda sobre a cultura gótica, por meio do personagem Reginaldo (Eri Johnson), que se vestia de preto e era adepto de visitas ao cemitério. E a novela marcou a estreia de Cristiana Oliveira na Globo, vinda de uma bem-sucedida carreira na extinta Manchete, onde participou de Kananga do Japão, em 1989, Pantanal, em 1990 e Amazônia, em 1991.

Mas De Corpo e Alma ficou marcada mesmo pela tragédia do assassinato da jovem atriz Daniella Perez. Intérprete da bailarina Yasmin, a atriz foi assassinada pelo seu colega de elenco Guilherme de Pádua, que vivia Bira, e pela mulher dele, Paula Nogueira Thomaz, na noite de 28 de dezembro de 1992. Durante a semana seguinte ao crime, Gilberto Braga e Leonor Bassères assumiram a responsabilidade de escrever os capítulos e dar uma solução para o desaparecimento dos personagens. Depois de uma semana, Glória Perez retomou seu trabalho e aproveitou para incluir mais dois assuntos polêmicos na trama: a morosidade da Justiça e a inadequação do Código Penal.

As últimas cenas de Daniella Perez como Yasmin na trama foram exibidas no capítulo 146, no ar em 19 de janeiro de 1993. Ao final deste capítulo, os atores do elenco e o diretor Fábio Sabag prestaram uma homenagem à atriz, com depoimentos gravados, e a história prosseguiu. A saída de Yasmin da novela foi explicada com uma viagem de estudos. Já o personagem Bira simplesmente deixou de existir. Guilherme de Pádua e a mulher, Paula Thomaz, foram julgados e condenados a 19 anos e seis meses de cadeia por homicídio duplamente qualificado e praticado por motivo torpe. Cumpriram sete.

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Relembre a abertura da novela De Corpo e Alma:

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Encrenca é fraco, mas se destaca em meio ao “chororô” dominical

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A direção da RedeTV! antecipou a renovação do contrato do elenco do Encrenca, humorístico exibido nas noites de domingo. Tatola Godas, Dennys Mota, Ricardinho Mendonça e Ângelo Campos seguirão na emissora até 2022. Num tempo de contratos curtos e “por obra”, uma segurança destas não é pouco. E a precaução se justifica, afinal, Encrenca é a maior audiência da RedeTV!, registrando médias em torno dos 5 pontos no Ibope.

O número é surpreendente, se levarmos em consideração que Encrenca é um programa bem fraquinho. Seu maior trunfo é mesmo o elenco, pois Tatola, Dennys, Ricardinho e Ângelo são divertidos e espirituosos, além de demonstrarem excepcional química. Não há um elo mais forte e nem mais fraco, e eles funcionam juntos, como equipe. E se o programa estreou à imagem e semelhança do antigo Pânico na TV, com reportagens “engraçadinhas” e grafismos semelhantes, hoje já é possível observar que a atração tomou um caminho próprio.

No entanto, por mais que a equipe seja boa, falta criatividade ao Encrenca, já que seu maior sucesso é o quadro Zap Zap, dedicado à exibição de vídeos curiosos e engraçados que circulam pelos aplicativos e redes sociais. Encrenca passa um longo tempo exibindo vídeos, que são comentados pelos apresentadores. Ou seja, é uma espécie de “renovação” das clássicas “Videocassetadas do Faustão”, misturado ao quadro de vídeos da internet que povoa boa parte dos programas de auditório.

Mais surpreendente ainda é o quadro fazer escola. Percebe-se que, após o sucesso do Encrenca, muitos programas vieram com proposta parecida. A Band lançou o Só Risos, com a mesma fórmula, enquanto Fausto Silva, em seu Domingão do Faustão finalmente renovou o seu estoque de “cassetadas”. Até Celso Portiolli reeditou o quadro em seu extinto Sabadão.

O sucesso do Encrenca, mesmo sendo um programa ruim, diz muito sobre a programação da televisão, sobretudo a dos domingos. Afinal, os programas dominicais já sofrem com a falta de criatividade há algum tempo, preferindo pescar o espectador pela “emoção”, abusando das histórias lacrimejantes. Neste cenário, o Encrenca pode não ser a opção mais criativa, mas, ao menos, é a opção mais leve diante de tanta carga dramática.

Grande apresentadora, Ana Maria Braga acerta mais uma vez ao se encontrar com a Cuca

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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Há 24 anos estreava Bom Dia & Cia, infantil que projetou Eliana

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No dia 02 de agosto de 1993, estreava no SBT o infantil Bom Dia & Cia. No ar até hoje, sendo o mais longevo programa infantil da televisão brasileira, a atração estreou sob o comando de Eliana, tornando-a conhecida nacionalmente e um ídolo infantil. Em sua trajetória, Bom Dia & Cia, título que hoje é grafado como Bom Dia & Companhia, já teve várias fases e contou com vários apresentadores, entre eles Jackeline Petkovic e a atual, Silvia Abravanel.

O Bom Dia & Cia original foi uma criação do diretor Nilton Travesso, então diretor artístico do SBT, que queria dar à Eliana uma nova atração. A apresentadora havia estreado na emissora dois anos antes, em 1991, com o infantil Festolândia, a partir de um convite do próprio Silvio Santos, que gostou da loira quando ela participou do Qual É a Música? com o Banana Split, grupo musical do qual fazia parte. Festolândia não vingou e saiu do ar três meses após a estreia, e à Eliana coube um “prêmio de consolação”: o comando da Sessão Desenho. Na faixa, ela aparecia sentada chamando desenhos. Como não tinha cenário e nem podia fazer muita coisa, passou a cantar a música dos “Dedinhos”, hit que a consagrou. Nilton, percebendo o talento da apresentadora, criou o Bom Dia & Cia para ela.

A atração se destacava pelo formato diferente dos infantis da época. Em 1993, os programas de auditório voltados ao público infantil ainda estavam em alta, como os comandados por Angélica e Mara Maravilha. Já o de Eliana não tinha auditório, e seu cenário tinha um formato de casa. Ali, ela interagia com o boneco Flitz, um computador, com o qual apresentava passatempos e curiosidades. Sentada diante de uma mesa, a apresentadora comandava quadros como “Aulinha de Inglês”, onde ensinava palavras do idioma para as crianças, e a “Experiência do Dia”, onde ensinava a fazer brinquedos com sucata. Bom Dia & Cia, assim, tinha cunho mais educativo e didático. Na atração, Eliana também chamava desenhos diversos.

Na “casa de Eliana” havia ainda uma mesa onde a apresentadora recebia convidados para tomar café da manhã. No programa de estreia, a apresentadora recebeu sua então colega de emissora Angélica, que estrearia seu infantil Casa da Angélica na semana seguinte. Curiosamente, anos depois, as duas protagonizariam uma “rivalidade profissional”, quando o infantil de Angélica, na Globo, disputava a tapa a atenção das crianças com o infantil de Eliana, na Record.

Bom Dia & Cia estreou curto, exibido antes do Show Maravilha. Com o fim do programa de Mara, passou a ocupar a manhã toda, mas voltou ao horário original pouco tempo depois, quando estreou o Programa Sérgio Mallandro. Com o fim deste último, em 1996, foi novamente ganhando tempo aos poucos. A atração também foi tendo o cenário ampliado e ganhando novos quadros e personagens. Além de Flitz, Eliana ganhou a companhia do monstrinho Melocoton, que se tornou um sucesso. Depois vieram ainda Recicleia e Bizuca. Eliana, ainda, passou a interpretar personagens como a Dona Aranha e a Dona Baratinha, que estrelavam quadros educativos, com noções de antônimos e cores, por exemplo. Com o sucesso de Eliana, o programa teve seu título alterado para Eliana & Cia em 1997.

No entanto, em 1998, quando Ratinho fazia sucesso na Record e foi contratado pelo SBT, a direção da Record deu o troco e tirou Eliana da emissora. Assim, o infantil voltou a se chamar Bom Dia & Cia e passou a ser apresentado por Jackeline Petkovic, ex-apresentadora do Fantasia. Inicialmente, Jacky manteve o formato do programa de Eliana, mas, aos poucos, o programa foi mudando. A atração ganhou novos personagens e cenários, além de reforçar o pacote de desenhos. Concorrendo com a própria Eliana e seu Eliana & Alegria, na Record, além do Angel Mix, da Globo, Bom Dia & Cia se destacava e, muitas vezes, era líder de audiência.

Em 2003, quando uma forte crise se abateu sobre o SBT, a direção do canal cogitou transformar o programa em uma faixa de desenhos, sem apresentadores, para reduzir custos. Mas o departamento comercial não aceitou, pois havia a necessidade de merchandising. Assim, a solução foi reduzir o programa ao mínimo. Jacky, então, passou a apresentar o programa sozinha, sem os personagens e praticamente sem roteiro. No final do ano, a apresentadora foi dispensada, sendo substituída pela dupla Jéssica Esteves e Kauê Santin, que apenas dançava e contava histórias. Em 2005, com os jovens crescidos, foram substituídos por Yudi Tamashiro, Priscila Alcântara e a professora de dança Ítala Matiuzzo, também com o mínimo de recurso possível.

Apenas em 2006 o SBT voltou a investir no infantil. No dia 10 de julho daquele ano, Ítala saía de cena e o programa ganhou um novo cenário. Nele, Yudi e Priscila passaram a apresentar outros quadros e atrações, em vez de apenas contarem histórias. Em 2007, nova mudança: o programa passava a ser apresentado ao vivo e a contar com jogos e distribuição de prêmios, nos quais a audiência participava por telefone, formato que segue até hoje. Yudi e Priscila fizeram sucesso e permaneceram no programa por um bom tempo. A partir de 2010, a dupla passou a revezar o comando da atração com Maisa Silva.

Começava a fase de troca-troca e revezamento de apresentadores. Maisa deixou o programa para integrar o elenco da novela Carrossel. Depois, foi a vez de Yudi deixar o Bom Dia, substituído pelo palhaço Bozo (!). Mais adiante, Bozo saiu para comandar seu programa-solo; depois, foi Priscila quem se despediu. Chegaram, então, Ana Vitória Zimmermann e Matheus Ueta, do elenco da novela Carrossel. Depois, a dupla passou a revezar com Maisa Silva e Jean Paulo Campos e, durante um tempo, até mesmo os palhaços Patati Patatá e a “família Bozo” passaram a participar do revezamento. Mais adiante, finalmente, Ana Vitória Zimmermann e Matheus Ueta se tornaram fixos no infantil. Mas Ana Vitória cresceu e foi substituída, depois, por Ana Júlia. Matheus e Ana Júlia ficaram por ali até serem impedidos de apresentar a atração temporariamente por conta de uma decisão judicial, em 2015. Então, foram substituídos por Silvia Abravanel, filha de Silvio Santos e diretora do programa.

Ana e Matheus chegaram a retornar, mas a direção da emissora acabou optando por manter Silvinha à frente do infantil, onde está até hoje. O programa, hoje, conta com o mesmo formato e vários desenhos reprisados à exaustão, mas sobrevive por ser praticamente o único infantil da TV aberta.

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Grande apresentadora, Ana Maria Braga acerta mais uma vez ao se encontrar com a Cuca

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A apresentadora Ana Maria Braga sempre teve como uma de suas marcas saber rir de si mesma. Desde os tempos de Note e Anote, ainda na Record, a então dona das tardes já demonstrava bom humor e disparava sua indefectível gargalhada a cada trapalhada realizada ao vivo, diante de uma plateia nacional. A característica tem sua razão, afinal, Ana comandava um programa que chegava a ficar seis horas no ar. Se divertir em cena foi sua grande arma para conseguir segurar uma atração ao vivo por tanto tempo.

Há quase 20 anos na Globo, Ana Maria Braga não precisa mais segurar seis horas ao vivo, mas manteve intacta tal característica. Não foram poucas as gafes da loira na condução do Mais Você, mas a apresentadora sempre soube sair por cima nas situações mais esdrúxulas. Vale lembrar que, em todo este tempo, Ana já teve salada invadida por lagarta, viu um cachorro fazer xixi nela e até já foi atropelada por um carro inteligente (!).

Com as redes sociais cada vez mais evidentes, Ana viu suas gafes tornarem-se sensação na rede. E foram muitas as peripécias de Ana que “quebraram a internet”. Na semana passada, por exemplo, ao apresentar o Mais Você com um abacaxi na cabeça (!), Ana foi o assunto das redes sociais. Mas nada preparou a internet para o que aconteceria ontem (01), quando Ana Maria e Cuca, do Sítio do Picapau Amarelo, se encontraram. A vilã da obra de Monteiro Lobato é um dos “memes” preferidos dos internautas, que virou tema até do noticiário internacional. O encontro de duas das personagens icônicas foi a sensação de ontem na rede. E isso pouco tempo depois de o Mais Você ter sua abertura apresentada por Supla, num outro encontro memorável.

Tudo bem que a aparição de Cuca no matinal foi apenas um “merchan” do GloboPlay, que disponibilizou a versão clássica do Sítio do Picapau Amarelo na rede. Poderia ter pegado mal, mas… quem se importa? O encontro foi divertido e apenas reforçou que Ana Maria Braga é uma de nossas melhores apresentadoras justamente por não ter medo do ridículo. Foi um encontro simpático e uma promoção do GloboPlay inteligente, no fim das contas.

Agora, Ana Maria Braga devia considerar, seriamente, convidar a atriz Renata Sorrah para reviver Nazaré, para um novo encontro que levaria a internet abaixo. Demorou para o meme da “Nazaré confusa” dar as caras no programa preferido da internet. Fica a dica.

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