Os 45 anos de Estúpido Cupido, última novela em preto e branco da TV brasileira

Os dois capítulos finais foram gravados em cores, marcando uma passagem na história

Publicado em 26/8/2021
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No dia 25 de agosto de 1976, há 45 anos, a TV Globo estreava às 19h a novela Estúpido Cupido, um grande sucesso escrito por Mário Prata e dirigido por Régis Cardoso. Foi a última novela gravada em preto e branco pela emissora – e na TV brasileira, já que na TV Tupi a última história a não ser feita em cores estreou alguns meses antes: Papai Coração, de José Castellar, da obra de Abel Santa Cruz.

Estúpido Cupido se passava no começo da década de 1960, e era ambientada numa fictícia cidade do interior de São Paulo, chamada Albuquerque. Ali, os jovens viviam a efervescência cultural da época, dançando os acordes do rock e do twist, e seguindo o modismo dos jeans e dos blusões de couro, passeando em suas lambretas pelas ruas.

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Neste cenário de anos dourados, a normalista Maria Tereza, a Tetê (Françoise Forton) sonha em deixar a cidade e ser eleita Miss Brasil. No entanto, seu namorado João (Ricardo Blat), extremamente ciumento, não concorda com suas pretensões. Enquanto isso, a família conservadora de Tetê, na qual se destacam sua mãe, a elegante Olga Oliveira (Maria Della Costa), e sua avó Zinha (Henriqueta Brieba), fazem de tudo para que Tetê mantenha a sua reputação de moça direita.

Já João, filho do viúvo Alcides Guimarães Filho, o Guima (Leonardo Villar), vive em conflito com seu pai. Guima projeta no filho um futuro promissor, e deseja que seu João se torne um bem-sucedido médico ou engenheiro. João não aceita os planos do pai, e é aspirante a jornalista.

Assim, centrada no romance gracioso entre Tetê e João, e dando destaque aos jovens da cidade de Albuquerque que viviam a vida ao som de Celly Campello, Estúpido Cupido agradou em cheio o público com seu tom de comédia romântica.

Destaque para as personagens Adelaide e Eulália, interpretadas por Célia Biar e Kleber Macedo, respectivamente. Nas cenas das personagens, o vídeo era dividido em dois, e o público se divertia com as caretas de quem contava e de quem ouvia a fofoca. O bordão da dupla, “Fala, danadinha, fala!”, se tornou popular.

Os dois últimos capítulos da novela foram gravados em cores, sob a direção de Walter Avancini e sem que o elenco soubesse, para que houvesse a surpresa. Eles mostram justamente como aqueles jovens de Albuquerque estão cerca de 15 anos depois – a atualidade da ação.

Estúpido Cupido foi reprisada pela TV Globo entre maio de 1979 e janeiro de 1980, às 14h, quando a faixa para reprises de novelas à tarde ainda não se chamava Vale a Pena Ver de Novo. Confira no vídeo das Curiosidades da TV mais alguns aspectos dessa novela que marcou época.

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