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OPINIÃO

Lotada de estrelas, Impeachment é a pior temporada de American Crime Story

A nova leva de episódios da série premiada estreia na quarta (22), no streaming Star+

Publicado em 21/06/2022
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Com três atrizes vencedoras do Emmy e uma do Oscar, American Crime Story: Impeachment é uma decepção. A terceira temporada da série aclamada, que estreia quarta-feira (22) no Star+, não chega aos pés das levas anteriores. A tentadora trama sobre o caso sexual de Bill Clinton (Clive Owen), ex-presidente dos Estados Unidos, com a jovem Monica Lewinsky (Beanie Feldstein) foi mal explorada pela atração.

É inevitável a comparação de Impeachment com O Povo Contra O.J. Simpson (primeira temporada) e O Assassinato de Gianni Versace (segunda). American Crime Story se tornou uma franquia de peso ao reunir astros de Hollywood atuando em ótimas narrativas de histórias baseadas em fatos reais. Na terceira temporada, só valeu a reunião de estrelas.

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Sarah Paulson, presente em O Povo Contra O.J. Simpson (pela qual ganhou o Emmy), retorna à franquia ACS impecável como sempre. Ela aparece irreconhecível na pele de Linda Tripp, ex-servidora da Casa Branca que foi figura central no caso Clinton-Lewinsky por ter se aproximado de Monica e ter gravado conversas telefônicas com a jovem, nas quais a estagiária detalhou encontros lascivos com o então presidente americano.

Outro nome que sempre entrega performances arrebatadoras é Margo Martindale. Em ACS: Impeachment, a atriz veterana vive Lucianne Goldberg, que motivou Linda a gravar de forma ilegal as tais conversas. Como era empresária do mundo literário, Lucianne estava interessada em um livro bombástico para virar best-seller.

Clive Owen mostra-se convincente no papel de Bill Clinton. Mesmo sem a mínima semelhança com Hillary, mulher de Clinton, Edie Falco dá um show nas poucas vezes que surge em cena.

Beanie Feldstein em American Crime Story: Impeachment

Ninguém notou

Fora essas atuações e alguns momentos de rara felicidade, American Crime Story: Impeachment passou sem ninguém perceber, seja nos Estados Unidos, de setembro a novembro do ano passado, e até mesmo no Brasil, exibida em primeira mão em março pelo canal FX, com episódios à meia-noite e reprises em horários nada convidativos.

O resultado foi desastroso em três níveis. No quesito audiência, Impeachment teve média de 632 mil telespectadores, nos EUA, metade do registrado pela segunda temporada (O Assassinato de Gianni Versace) e anos-luz atrás do ano de estreia (O Povo Contra O.J. Simpson), que obteve média de 3,2 milhões de telespectadores.

A audiência medíocre não colocou a narrativa na boca do povo e nem gerou engajamento, ao contrário das duas levas anteriores. Impeachment passou como uma série qualquer, longe de provocar o impacto e incitar debates intensos, igual a franquia produziu anteriormente.

E a soma do desastre se completa com a quase total ausência no circuito de premiações da temporada, sem presença forte nos principais prêmios hollywoodianos; só recebeu uma indicação ao Globo de Ouro na categoria melhor minissérie ou telefilme. No Emmy deste ano, deve passar zerada.

Tanto Simpson quanto Versace ganharam as categorias de melhor minissérie no Globo de Ouro e Emmy. No Oscar da TV, Versace conquistou sete estatuetas e Simpson, nove. ⬩

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