2019 acabou

Streaming, demissões, incertezas e quebra de paradigmas: o ano de 2019 na TV esportiva

O ano foi quente na TV esportiva do Brasil: veja retrô 2019

Publicado em 31/12/2019

O ano de 2019 na televisão esportiva brasileira foi bastante quente. Novas formas de assistir eventos ao vivo foram criadas e chegaram ao Brasil. Sem dúvida, novidades impactaram fãs de Esporte. Uma delas foi a chegada do DAZN, plataforma de streaming que adquiriu inúmeros direitos de transmissão. Demissões na Globo e na ESPN marcaram também este ano que se encerra.

Algumas novelas que deveriam se encerrar em 2019, continuam para 2020. É o caso da fusão entre Disney e Fox, que envolve diretamente Fox Sports e ESPN Brasil. A quebra de paradigmas fica por contas das mulheres, que ganham cada vez mais espaço. O futebol feminino teve sua Copa do Mundo coberta com grande destaque, e a Globo estreou sua primeira comentarista fixa feminina na TV aberta.

Veja alguns dos destaques do ano na Retrospectiva 2019 na TV esportiva pelas matérias do Observatório da Televisão:

1 – Streaming chegou com tudo no Brasil

Em 2019, o DAZN chegou oficialmente no Brasil. Anunciado no fim de 2018, a plataforma de streaming que é uma espécie de “Netflix do Esporte” adquiriu muitos eventos. Entre eles, estão a Copa Sul-Americana, o Campeonato Inglês e a Série C do Campeonato Brasileiro. O próximo a vir pode ser a Copa do Brasil.

Helena Calil comanda programa especial do DAZN sobre Libertadores Feminina Fotos Gutierre Filmes

Ainda falando de streaming, a Globo começou a focar bastante nesta plataforma. Começou a vender de forma mais sistemática o Premiere, o pay-per-view de futebol, através da internet, com promoções bem interessantes para o público. A tendência é dar mais importância ainda para esta mídia em 2020

2 – As demissões na TV esportiva

As maiores demissões do mercado foram realizadas na Globo e na ESPN, que seguiram um processo de reformulação. Na Globo, vários nomes conhecidos como Glenda Kozlowski, Ivan Moré, Mauro Naves (em uma demissão extremamente polêmica), Paulo Stein, Roby Porto, entre outros nomes.

Ao bem da verdade, outros nomes chegaram, como os repórteres Gabriela Moreira, José Renato Ambrósio, Débora Gares e Juliano Lima. Três desses eram da ESPN Brasil, que demitiu vários nomes para fazer uma grande reformulação em seu conteúdo. A mais chocante deles foi de João Palomino, então Vice-Presidente de Jornalismo e Produção.

João Palomino: executivo vai continuar na ESPN Brasil (Divulgação/ESPN Brasil)
João Palomino jornalista saiu da ESPN Brasil DivulgaçãoESPN Brasil

Outros nomes dispensados foram Juca Kfouri e João Carlos Albuquerque, o Canalha, além de Rafael Oliveira. Mas a emissora também contratou nomes e renovou contratos. O que mais chamou a atenção foi o de Gláucia Santiago, contratada após se destacar na reportagem da Globo.

3 – Fusão entre Fox Sports e ESPN fica para 2020

Em fevereiro, o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) disse que a Disney precisava vender o Fox Sports integralmente. O ano passou…. O DAZN e a Fox americana acabaram tentando, mas não conseguiram efetuar a compra. A última interessada foi a Mediapro, uma empresa espanhola.

Fox Sports Rádio, principal programa do Fox Sports: emissora investe antes de ser vendida (Divulgação/Fox Sports)
Fox Sports Rádio principal programa do Fox Sports Disney não consegue vender emissora e negócio será revisado pelo Cade DivulgaçãoFox Sports

Mas não teve jeito. O CADE decidiu rever o negócio e, internamente, o Fox Sports já admite que irá se fundir com a ESPN Brasil. Tudo agora está na mão do CADE, que deve definir isso ainda no início de 2020

4 – As mulheres no Esporte na TV

Em 2019, as mulheres quebraram paradigmas numa meio extremamente masculino. A Globo escalou Ana Thaís Matos e ela virou a primeira comentarista mulher a atuar numa transmissão de TV aberta. Mas o grande destaque foi a transmissão da Copa do Mundo feminina, entre junho e julho de 2019.

Ana Thais Matos se junta a Galvão Bueno e a Caio Ribeiro na transmissão do primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo Feminina
Ana Thais Matos junto com Galvão Bueno Foto Globo João Cotta

Com transmissão de Globo, Band e SporTV, o Mundial feminino bateu recordes de audiência em todos os níveis. Além disso, mulheres começaram a narrar e ocupar um espaço que nunca antes imaginava-se. E a perspectiva para 2020 é que isso seja mantido e melhorado.

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