TV 2021: um ano de grandes mudanças na telinha

O ano foi marcado por intensas movimentações nos canais abertos e streaming

Publicado em 31/12/2021 14:53
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O ano de 2021 na televisão brasileira foi um período de “juntar os cacos”, se reinventar e buscar sair do limbo causado pela pandemia em 2020. O que se viu foi uma tentativa de retomada, com cada emissora utilizando as armas que têm. Neste contexto, chamou a atenção a grande movimentação de estrelas, com muitas transferências, trocas e novidades. A presença marcante do streaming na produção nacional também ficou mais evidente em 2021.

Após mais um de ano ocupando seu espaço de novelas com reprises, a Globo acertou o passo no fim de 2021, ao lançar Nos Tempos do Imperador, Um Lugar ao Sol e Quanto Mais Vida, Melhor!. No entanto, os folhetins inéditos não apresentam bons índices de audiência para os padrões do canal. A emissora também deslizou com apostas equivocadas, como No Limite e Zig Zag Arena.

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Ao mesmo tempo em que lutou para retomar sua produção de novelas em meio ao protocolo de segurança, a Globo se despediu de vários nomes importantes de seu cast. Alguns saíram por vontade própria, como Tiago Leifert, Lázaro Ramos e Ingrid Guimarães. Outros não tiveram seus compromissos renovados, como Miguel Falabella e Fausto Silva. E este último causou uma verdadeira “revolução” na grade da Globo, pois, com o fim do Domingão do Faustão, houve uma intensa “dança das cadeiras”.

Neste contexto, Marcos Mion, que foi dispensado da Record TV após ótima performance à frente de A Fazenda, foi quem saiu ganhando. O apresentador foi contratado para assumir o Caldeirão, enquanto Luciano Huck ficou com o Domingão e ainda pena para implantar sua nova atração. Mion é uma cara nova e trouxe mais alegria ao entretenimento da emissora.

Sem Mion, a Record TV recorreu a Adriane Galisteu, que acabou entrando no hall das artistas que foram indiretamente beneficiadas pela saída de Faustão da Globo. Há anos sem programa na TV aberta, a apresentadora mostrou traquejo à frente do Power Couple Brasil e A Fazenda. E a emissora também colheu os bons frutos do sucesso de Gênesis.

Outra beneficiada do “efeito Faustão” foi a Band, que arrematou o passe do comunicador. Ao anunciar que Fausto Silva faria parte do seu cast em 2022, a emissora ganhou uma injeção de ânimo e partiu para novos investimentos, destacando-se, sobretudo, nas transmissões esportivas. A transmissão da Fórmula 1, aliás, foi muito elogiada e obteve ótimos resultados de audiência.

Falando em esporte, o segmento também foi a “tábua de salvação” do SBT. Com uma programação fraca e a ausência de Silvio Santos, a emissora reforçou sua grade esportiva com as transmissões da Libertadores e Copa da Uefa, angariando novos anunciantes. No entanto, o entretenimento, que está no DNA do SBT, vive uma crise sem precedentes, com pouca produção e programas de baixa audiência. O triste Vem pra Cá representa bem o momento desolador. Apenas o revival do Show do Milhão funcionou em meio à pouca produção.

Mas nada se compara à RedeTV!, que ficou estagnada em 2021. A emissora promoveu algumas estreias, mas os novos programas em nada acrescentaram à grade em termos de audiência. Além disso, o TV Fama, grife do canal desde seus primórdios, encarou duas reformulações que se revelaram cosméticas, e a atração deixou de ser um dos carros-chefe da emissora.

Até o jornalismo, que já foi um dos poucos acertos do canal, se viu afetado com a estreia de programas como Opinião no Ar e Agora com Lacombe, caracterizados por disseminar ideias negacionistas e notícias falsas. Alerta Nacional também segue no ar, com a mesma postura conservadora e irresponsável.

Streaming

Enquanto a TV aberta lutou para manter sua relevância, o streaming se mostrou uma potência produtora que vem movimentando o mercado audiovisual nacional. Plataformas como Netflix, Prime Video, HBO Max e Disney+ ampliaram suas produções no país, atraindo várias estrelas da TV aberta.

A Netflix, por exemplo, arrematou Camila Queiroz e Klebber Toledo, que apresentaram Casamento às Cegas Brasil. Já a Prime Video lançou, recentemente, o LOL – Se Rir Já Era, com Tom Cavalcante, e anuncia as chegadas de Lázaro Ramos, Ingrid Guimarães e Xuxa Meneghel. Enquanto isso, Disney+ se prepara para estrear uma série musical escrita e estrelada por Miguel Falabella.

Mais nova entre as principais plataformas, a HBO Max chegou por aqui no início do segundo semestre prometendo fomentar ainda mais as produções nacionais. A primeira estrela anunciada foi Angélica, que estreou recentemente o Jornada Astral. Sandy também já deu as caras na plataforma, que atualmente monta um núcleo de dramaturgia que tem entre seus quadros nomes como Silvio de Abreu, Joana Jabace, Raphael Montes e Camila Pitanga.

Até o Globoplay, streaming do Grupo Globo, intensificou seus esforços em conteúdos, rendendo-se a documentários originais, e até programas de entretenimento, como o sofrível Casa Kalimann. A plataforma também foi a primeira a lançar uma novela exclusiva, Verdades Secretas 2, que foi um sucesso, apesar das críticas e do imbróglio envolvendo Camila Queiroz.

Ou seja, o streaming veio para intensificar a produção nacional, atraindo talentos com um novo espaço para experimentação e novas possibilidades. Esta abertura de mercado deve afetar, cada vez mais, a produção da TV aberta, num intercâmbio de talentos e produções que deve ditar os próximos rumos da produção audiovisual brasileira.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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