Morre o dublador Mário Monjardim, voz brasileira do Pernalonga

Publicado em 31/7/2021
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Poucos dias após a morte de Orlando Drummond, outro grande dublador faleceu nesta sexta-feira (30). Trata-se de Mário Monjardim, famoso por dar voz a personagens icônicos como Pernalonga, em Looney Tunes, e Salsicha, em Scooby Doo.

Ele tinha 86 anos e era pai do diretor de dublagem Júlio Monjardim, além de primo do diretor de novelas Jayme Monjardim.

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Coincidentemente, Mário era o melhor amigo de Orlando Drummond, que foi um dos padrinhos de casamento de seu filho com Adriana de Abreu Rodrigues, irmã do jornalista Fabiano de Abreu. Eles já estavam separados e são os pais da dubladora e cantora Giulia Monjardim, voz em diversos desenhos famosos, como Os Padrinhos Mágicos

Mário também foi diretor do Orlando Drummond e dos desenhos dublados pela Herbert Richers. Ele também deu voz a personagens conhecidos por várias gerações, como Frangolino e Capitão Caverna.

Carreira de sucesso 

O capixaba Mário Monjardim Filho nasceu em 16 de janeiro de 1935, na cidade de Vitória (ES). Foi casado com Zoraida Barreto e atualmente estava com Branca Monjardim. Foi pai de cinco filhos: Marcus, André, Júlio, Leyla e Mário.

Começou a carreira em 1954 na Rádio Vitória, aprovado pelo diretor José Américo. Quatro anos depois, partiu para a então capital federal, quando trabalhou na Rádio Nacional a convite do mesmo diretor.

Em 1965, foi para a recém inaugurada TV Globo por intermédio do diretor Graça Melo. Lá fez parte do elenco de vários programas, dentre eles a primeira versão de Carga Pesada e os programas humorísticos Chico Anysio Show e Os Trapalhões, todos na década de 1980.

Na dublagem começa as atividades em 1958, na Herbert Richers, quando havia acabado de chegar no Rio de Janeiro. Nos anos seguintes trabalhou na ZIV, Rio Som, Cine Castro, TV Cine Som e Dublasom Guanabara.

Nos últimos anos, trabalhou na Delart, com alguns trabalhos na Audiocorp e na Áudio News, até se afastar completamente da dublagem, após ter sofrido um AVC (acidente vascular cerebral) no ano passado.

Mário nunca gostou de holofotes, ele amava dublar, ele respirava isso. Quando teve AVC, nada mais fazia sentido“, lamenta o neurocientista e jornalista Fabiano de Abreu.

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