Gugu é condenado a indenizar ator da extinta TV Manchete

Publicado há 2 anos
Por Clara Ribeiro
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A Justiça do Rio de Janeiro condenou Gugu Liberato a indenizar o ator Vicente Telles por danos morais.

De acordo com a sentença, o apresentador deverá pagar a quantia de 20 mil reais ao artista, que ficou conhecido por seu papel da novela “Mandacaru“, da TV Manchete, exibida em 1997.

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Na trama, ele contracenava com Roberta Close, uma das primeiras transsexuais do meio artístico brasileiro. E à época surgiu a polêmica de que Telles teria se recusado a beijar a atriz em uma das cenas.

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E esse foi o gancho utilizado por Gugu em um de seus programas na Record TV, em 2015. Tratava-se de uma entrevista com a atriz veterana, na qual Vicente foi anunciado como “o ator que não quis beijar Roberta Close”.

A princípio, Vicente Telles entrou com o pedido de R$ 1 milhão de indenização na Justiça.

Entenda o processo

A saber, nas chamadas em vídeo no meio da atração, o nome do profissional não foi proferido nenhuma vez. Porém, a defesa do ator alega que as imagens relacionavam a pessoa dele imediatamente.

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A sentença dada pela juíza Marcia Correia Hollanda, da 47ª Vara Cível do Rio reitera que houve erro por parte do programa de Gugu.

“Durante a exibição do programa pelos réus, em momento algum houve referência ao nome do autor. Todavia, é incontroverso que sua imagem enquanto contracenava na novela Mandacaru foi exibida por diversas vezes, envolta no mistério sobre qual o autor que teria se recusado a beijar Roberta Close”, colocou a magistrada.

Defesa de Gugu tentou reverter decisão

A saber, a defesa de Gugu, declarou que não havia intuito de atingir o acusador com a veiculação das imagens.

(…) “não se tratou de indevido uso da imagem do ator ou exibição ofensiva, que pudesse ter causado abalo à honra ou à imagem, até porque a cena em questão era parte integrante de obra coletiva (novela), que se encontra disponibilizada gratuitamente no YouTube e que também pode se adquirida através de DVD”.

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Contudo, o documento oficial da decisão da Justiça alega que deveria então ter havido um pedido de autorização para o ator, que esteve relacionado ao fato de não ter beijado Roberta Close.

“O fato de se tratar de obra coletiva e de fácil reprodução, por si só, não afasta o dever dos réus de obterem as necessárias autorizações para sua exibição fora do contexto jornalístico e informativo… E para criar expectativas por conta de tal revelação, por várias vezes, a chamada do programa dos réus exibiu exatamente o trecho da novela em que aparece o ator contracenando com Roberta”, revela um trecho da decisão.

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