Família Bulhosa está de volta na tela da Globo

Publicado há um ano
Por Muka Oliveira
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Com estreia prevista para o segundo semestre na TV Globo, Filhos da Pátria, de Bruno Mazzeo, retorna à TV mantendo sua família principal. Contudo, a confusão agora ocorre em outra época.
O tempo passa e a família Bulhosa permanece a mesma. Ou quase. Na segunda temporada de Filhos da Pátria, o casal Geraldo (Alexandre Nero) e Maria Teresa (Fernanda Torres), e seus filhos, Geraldinho (Johnny Massaro) e Catarina (Lara Tremouroux), retornam às telas, dessa vez em plena década de 1930. Apesar da mudança de período histórico, o sentimento de esperança, de que agora vai, continua dando o tom à série — sem perder o humor.

Novo século

Um
dos diferenciais da nova temporada de Filhos
da Pátria
é transportar o mesmo núcleo de personagens para outro período,
começando uma nova história, com figuras que o público já conhece. “A mesma
família da primeira temporada, que em um Brasil independente também achava que
sua vida ia para frente, volta agora: transportamos os Bulhosa para outro
momento e contamos a história dessa família. Nossos personagens não convivem
com o poder nem com figuras históricas. Eles são pessoas comuns, de classe
média, moradores da Tijuca, que vivem naquele momento do país”, conta o autor
da série, Bruno Mazzeo. 

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Geraldo é o patriarca dos Bulhosa. Pai amoroso e preocupado com o bem-estar da família, é um pacato – e apagado – funcionário público do Palácio do Catete. Sem desenvoltura ou ideais, se vê levado a abandonar seus poucos princípios éticos para sobreviver às pressões que o ambiente de trabalho lhe impõe. De oprimido passa, com o tempo, a opressor e até começa a se sentir merecedor de um “por fora”, para alegria de Maria Teresa, sua mulher. Obcecada por fazer parte da alta sociedade, ela acredita que as mudanças trazidas pela Revolução podem lhe dar a oportunidade de ascender socialmente. Deslumbrada com os recém-chegados militares gaúchos, Maria Teresa torna-se admiradora fanática e defensora ferrenha de valores que nem sabe bem o que significam. Elitista, deslumbrada e sem-noção, abusa da hipocrisia para parecer uma boa pessoa.

Família que todos reconhecem

Para Alexandre Nero, um dos grandes encantamentos da família Bulhosa é que eles são pessoas normais. “No caso do Geraldo, ele não é um tipo maquiavélico. Ele é um homem simples que vai sendo levado pelas circunstâncias, como qualquer um poderia fazer e, algumas vezes, faz. Geraldo é um sujeito vaidoso, que se enfeitiça pelo pequeno poder. É o cara que cumpre ordens sem questioná-las. E as cumpre porque tem medo de tudo: de perder o emprego, dos militares, de morrer, da tortura, da mulher”, define o ator. Fernanda Torres complementa: “‘Filhos da Pátria’ apresenta um olhar cômico e terrível sobre nós mesmos, quase um estudo antropológico sobre as nossas mazelas eternas e sobre a nossa fundação. Minha personagem, a Maria Teresa, somos nós, uma tia, alguém que conhecemos. Todos temos algo dela. Algumas pessoas mais, outras menos”, diz. 

Confusões dos filhos

O
filho primogênito da família, Geraldinho, continua inconsequente na segunda
temporada da série. Tolo e ignorante, é amante da subversão ideológica. Tenta
dançar conforme a música, mas sempre em busca de conseguir as coisas mais
facilmente. “Matador de aulas” profissional tem, entre seus objetivos, ser um
rapaz galanteador e conquistar muitas garotas. Sem sucesso no quesito namoradas
e sem a menor ideia de como aproveitar a vida, vai se frustrando com suas
inaptidões. Já Catarina, a filha caçula dos Bulhosa, retorna de um período de
estudos em São Paulo modernista, mais liberta e feminista. De volta ao Rio de
Janeiro, vai se desdobrar para dar vazão à sua vocação literária, encarando os
preconceitos do dia a dia, em casa e no trabalho.

“Geraldinho é aquele tipo de pessoa
que não consegue se colocar no lugar do outro e, sequer, consegue ter
consciência disso. Isso acaba o deixando um pouco encantador, mas bastante
ignorante e perverso”,
adianta Johnny Massaro sobre seu
personagem. Para Lara Tremouroux, sua Catarina faz um contraste com a mãe,
Maria Teresa. “Catarina precisou ser uma
mulher bem empoderada, que conhece seu lugar e seus direitos para poder se
colocar, fazendo um grande contraponto com a mãe. Ela faz coisas consideradas
como desonra para a época, percebe uma série de relações desiguais e tenta não
se calar diante delas”,
revela.

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