Ex-diretor da TV Globo, Boni afirma que não afastaria William Waack

Publicado há 3 anos
Por João Paulo Reis
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O diretor de televisão, Boni durante o lançamento do livro Biografia da Televisão Brasileira no Rio de Janeiro, comentou sobre o afastamento do jornalista William Waack, que deixou a bancada do Jornal da Globo após o vazamento de um vídeo de 2016, em que aparece fazendo comentários racistas.

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“O tom infantil da brincadeira dele merecia um pedido de desculpas, uma coisa desse tipo. O peso dele como jornalista, como intelectual não poderia ser ignorado por uma coisa que não é correta”, disse o pai de Boninho se colocando contra a medida tomada pela atual direção da TV Globo.

“Temos que entender que não podemos praticar, nem de brincadeira, um ato de racismo. Mas, certamente, ele não tem nada de racista. O conheço e ele é uma pessoa extremamente preocupada com o social e com todas as classes. Uma pessoa excepcional. Eu não o tiraria do ar. O obrigaria a fazer um pedido de desculpas bastante intenso, no ar. E como emissora faria um perfil mostrando quem ele é, para não ser confundido com um idiota racista qualquer”, opinou o veterano defendendo o jornalista.”

Boni ainda tratou de criticar o posicionamento adotado pelos internautas, afirmando que nem todas as opiniões são positivas: “Não gosto de nada radical e sou contrário ao politicamente correto. Todo mundo é sujeito a deslizes e é importante dimensionar a gravidade deles e a pessoa que o cometeu. Por uma infelicidade ocorre uma coisa que nem por brincadeira deveria ter ocorrido. Acho que quatro, cinco mil pessoas não representam uma posição desse tópico. E nem todas as opiniões nas redes sociais são boas. Têm coisas excelentes, mas um rastilho de pólvora explode por nada. Não sou racista, mas eu não puniria uma pessoa que a história eu conheço por uma infantilidade. É uma coisa tão contraditória (o tirar do ar) que daria mais força a luta contra o racismo ele se desculpar”.

Quando questionado sobre o futuro da relação entre emissoras e televisão e redes sociais, o diretor acredita que num caso como este, a Globo deveria se posicionar sem se deixar levar pela influência dos internautas: “A aplicação do controle de conduta será cada vez mais forte. Mas a empresa tem que tomar as suas próprias decisões, não pressionada pelas redes sociais ou opinião pública. Ela tem que ter coragem de assumir a sua posição. Quando preciso ficar ao lado da opinião pública e quando não for, se manter”, disse ele ao site Pure People.

Vale lembrar que Boni também foi contra o posicionamento adotado pela Globo em relação ao ator José Mayer, afirmando que tudo deveria ser tratado internamente, sem dar esclarecimentos públicos como foi feito na ocasião.

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