“O Ivan conseguiu dialogar com o público”, afirma Carol Duarte, ganhadora do prêmio de atriz revelação no Melhores do Ano

Publicado há 3 anos
Por João Paulo Reis
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Carol Duarte brilhou na novela A Força do Querer como o transgênero Ivan, e chamou a atenção do público, que a elegeu atriz revelação no Troféu Domingão – Melhores do Ano, do Domingão do Faustão. Em conversa com o Observatório da Televisão, ela falou sobre as conquistas do personagem, bem como sua importância social, e pessoal. Carol que já estrelou 22 peças de teatro, contou ainda que tem novos projetos para os palcos em 2018. Confira:

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O que muda para você a partir desse prêmio e dessa novela que foi a sua primeira?

Eu estou muito feliz. É uma conquista não só como atriz, mas pelo que a personagem representa. Foi minha primeira novela, foi tudo muito novo, então saio transformada dessa experiência. Aprendi muito, e fico feliz principalmente pela repercussão que o Ivan teve no Brasil. Me dá esperança que as coisas podem ser diferentes.

Você ralou muito para chegar até aqui. Dá uma sensação de dever cumprido?

Dá, mas no teatro já dava. Minha profissão tem dessas coisas, uma hora estamos aqui, outra hora estamos lá, e não acho que seja melhor nem pior do que estar ganhando este prêmio, talvez porque minha formação seja de teatro, e talvez porque alguns mestres tenham me ensinado isso. É uma alegria ganhar esse prêmio, mas sempre sabendo que sou uma atriz e a vida às vezes pode ser diferente fazendo teatro.

Televisão é muito diferente de teatro. Teve toda essa exposição. Como foi para você enfrentar isso?

No começo assusta um pouco. Eu não me dava conta do motivo das pessoas me olharem tanto, mas eu não tinha entendido que era porque a novela já estava no ar. A gente vai acostumando. Foi lindo, porque sempre foram muitos carinhosos comigo. Ter o reconhecimento do público é o que todo ator deseja, dialogar com o público, e o Ivan conseguiu fazer isso. E não fiz sozinha, fiz com a ajuda da Gloria Perez, do Rogério Gomes, de toda a equipe de direção, equipe de produção, equipe técnica, pessoas que fizeram a caracterização da personagem, enfim, meu trabalho é coletivo e só estou aqui falando com vocês poque teve muita gente trabalhando, o que acho importante dizer.

Como foi sua parceria com o Dan Stulbach?

O Dan me ajudou com a personagem no set, e fora dele, por entender o que estava acontecendo, assim como a Juliana Paiva, o Fiuk, a Maria Fernanda Cândido, o Gabriel Stauffer. Quando uma novela faz sucesso do jeito que foi, é porque de fato lá dentro estávamos juntos. Tenho que agradecer à compreensão de todos, tenho que agradecer à compreensão do câmera do estúdio A, porque eu me posicionava errado e ele me corrigia dizendo: ‘Vai pra lá’, no meio da cena (risos). É uma linguagem muito diferente do que eu já havia feito. São 170 capítulos. Se formos calcular quantas cenas gravamos é muita coisa, e ficar inteira em todas é muito difícil.

O sucesso é algo efêmero e logo em sua primeira personagem na televisão já veio algo tão impactante. Bate uma insegurança?

Tem essa minha ideia de atriz, que é meu trabalho, meu ofício, o que amo fazer. Outros personagens vão vir, e vão ser abraçados do mesmo jeito com a mesma dedicação, então, a verdade é que estou muito feliz e louca para outras coisas, me aventurar em outros lugares.

Já tem algum projeto para o ano que vem?

Tenho dois filmes para o ano que vem, uma peça, chamada Siamesas, mas ainda estou me planejando.

Você imaginava que esse personagem iria ajudar tanta gente?

Esperava que o Ivan fosse um personagem que abrisse portas, mas claro que eu esperava isso na minha casa estudando o texto e isso aconteceu de alguma forma. As pessoas passaram a olhar para a questão do gênero de forma diferente, sabendo separar identidade sexual e orientação, então, o ator é um pouco um provocador social, em algum lugar levantamos uma faísca que daqui um tempo iremos ver.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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