Hylka Maria relembra crítica mais dura no Dancing Brasil: “Fui para casa mal, com vontade de desistir”

Publicado há 3 anos
Por Leandro Lel Lima
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Depois de conquistar um papel de destaque em A Força do Querer, a atriz Hylka Maria recebeu da Record TV outro convite que certamente marcou a sua carreira. No programa comandado por Xuxa Meneguel, Dancing Brasil, a atriz aflorou ainda mais o seu lado atriz ao apresentar números de dança embalados por clássicos da música mundial.

Na edição levada ao ar na última quarta, 14/03, Hylka se despediu da atração que conta com Jaime Arôxa, Fernanda Chamma e Paulo Goulart Filho como jurados. Na ocasião a veterana dançou jive ao som da trilha sonora de Friends, uma das séries de maior sucesso da TV.

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Veja também: “A Record acreditou em mim”, afirma Xuxa sobre o Dancing Brasil

Em entrevista ao Observatório da Televisão, Hylka relembra uma das críticas mais duras que recebeu: “Fui para casa mal, com vontade de desistir, já que a minha verdade não estava sendo enxergada”. Mas Hylka ressalta o quanto a dança agregou à sua carreira: “Saio me sentindo uma artista mais lapidada, consciente e mais inteligente”.

Quais foram as suas maiores dificuldades ao longo da temporada?

Trabalhar o cérebro de uma maneira diferente em relação a memorização. Decorar texto é completamente diferente de decorar uma coreografia em apenas três dias. E ainda havia o esforço físico juntamente às frequentes lesões musculares.

O que o programa agregou à sua carreira como atriz?

Saio dele me sentindo uma artista mais lapidada, mais consciente fisicamente e mais inteligente cenicamente.

Sair de uma novela de enorme sucesso e ir parar em um programa elogiado pela crítica, focado em arte, foi uma surpresa pra você? Como foi o convite?

Foi tudo novo para mim. Fazer uma novela de sucesso estando num núcleo polêmico e muito querido foi uma experiência de repercussão midiática e com o próprio público nas ruas, que nunca tinha vivido antes. E no Dancing foi uma aventura, mesmo. Não só pelo fato de entrar numa competição de algo que não domino, mas, principalmente, por estar num programa que é um reality, ou seja, a exposição da Hylka sem a proteção de nenhuma personagem. Pouco tempo depois do fim da novela fui convidada e não hesitei: de cara mostrei interesse em participar.

Como eram os ensaios e a sua relação com o seu par? 

Tínhamos ensaios três vezes por semana e tive a grande sorte de estar com o Fernando Perrotti que, fora do programa, além de ser bailarino profissional é também professor. Ou seja, já tinha sua forma didática de passar seu conhecimento a iniciantes como eu. Nossa relação profissional foi ótima porque temos muito bom humor, fazíamos piada no convívio, o que tornou tudo mais leve.

Como analisa o programa como um todo?

Acho de verdade que é o melhor programa de dança da TV brasileira. O nível técnico e estético não deixa nada a desejar à sua versão original estrangeira, o Dancing With the Stars. O bacana é que quem nos julga são de fato profissionais da dança que opinam e criticam com embasamento – e não por achismo.

Já conhecia a Xuxa? Como foi o primeiro contato?

Não a conhecia pessoalmente e o primeiro contato foi tímido, já que ela é um ícone de admiração de quem cresceu assistindo-a pela TV.

Como foi o retorno do público? 

Está sendo surpreendente…  A enxurrada de afeto que venho recebendo por uma legião de espectadores indignados com a minha saída. Realmente não tinha noção do quanto se pode influenciar e cativar o outro apenas pelo seu processo individual de superação.

Uma edição que te marcou?

A da Jade Barbosa. Assim como eu, foi notória a ascendente evolução de um competidor quando este se disponibiliza por inteiro, como foi o caso dela.

Um conselho dos jurados que mais te marcou?

No dia em que a Fernanda Chamma disse que eu tinha feito a minha apresentação de Foxtrote sem coração. Fui para casa mal nessa noite, com vontade de desistir do programa, já que a minha verdade não estava sendo enxergada.

Uma canção que gostaria de ter apresentado no programa?

Qualquer reggaeton.

Pretende seguir com a dança? E o que a dança, o programa mudou em sua vida pessoal?

Pretendo seguir com a dança, sim, e agora vai ser ainda mais prazeroso, já que o meu corpo ganhou o registro de vários ritmos e não estarei sendo avaliada ferrenhamente como no programa. Como qualquer tipo de arte, a dança é transformadora, canalizadora de sentimentos. Foi muito interessante contar histórias através de coreografias e movimentos corporais sem a “bengala” de um texto. O ritmo do programa nos exigiu uma rotina muito puxada, e em consequência disso acabei emagrecendo de maneira muito saudável. Meu corpo hoje tem um tom diferente de quem pega peso numa musculação de academia. Meu músculos estão dispersos e acho até que saio com o corpo mais bonito e atraente do que com o qual comecei a competição.

Novos projetos? 

Férias!! Emendei a novela com o programa, preciso fazer um detox mental para poder me disponibilizar por inteiro e de coração a qualquer outro novo projeto que esteja por vir. Mas, ainda esse ano, estarei na nova temporada de “Os Suburbanos”, no Multishow, que já gravei, e ainda na série argentina “Tras las puertas”, que foi rodada entre o Rio de Janeiro e Buenos Aires e está sendo negociada com canais de TV.

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio