Giovanna Lancelloti fala sobre sua personagem malvada em Segundo Sol: “As pessoas vão repreendê-la, mas vão também se divertir com ela”

Publicado há 3 anos
Por Henrique Carlos
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Giovanna Lancelloti viverá a patricinha, Rochelle, em Segundo Sol, a nova novela das 21h da Globo. Segundo a atriz, sua personagem terá um pouco de vilania, não terá um bom relacionamento com a família e será uma influenciadora digital. Giovanna que estreou na televisão em 2011 na novela Insensato Coração, conta que adora o estilo que sua personagem terá na trama e inclusive usaria algumas roupas dela, mas que no dia a dia prefere uma produção mais despojada. Confira o bate-papo completo com a atriz.

Veja também: Conheça Rochelle, personagem de Giovanna Lancelloti em Segundo Sol

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Fala um pouco sobre a sua personagem. Você já começou a gravar?

“Já comecei a gravar. Gravei na Bahia, gravei no Rio, mas no estúdio começo na semana que vem. Estou muito ansiosa, a Rochelle é uma personagem bem complexa, bem profunda, porque ela é uma garota mimada, egoísta, egocêntrica, e não mede esforços para conseguir o que ela quer. Ela não tem sensibilidade principalmente com a família, até coisas que ela poderia dar um toque, por exemplo para a mãe que ela critica bastante, ela já humilha na frente das pessoas. Ela tem um grande conflito com a Manuela, personagem da Luisa Arraes, que é irmã de criação. A maior parte das nossas cenas são brigando. Rochelle vai fazer umas maldades que eu não posso adiantar, porque como estou apenas na segunda fase, só entro no nono capítulo e isso começa a acontecer mesmo lá pelo capítulo quinze, então não dá para adiantar muita coisa.”

Você considera Rochelle a sua primeira vilã?

“Não. Acho que a diferença das duas é primeiro a idade, porque a Bélgica (novela Alto Astral) era bem mais nova, ela não tinha noção das coisas que estavam fazendo, acho que era uma garota que estava meio perdida, tentando acertar e meio que em formação de caráter ainda. A Rochelle já tem o caráter formado e ele não é legal, mas não é que ela está ainda se testando, ela já é uma mulher, ela sabe o que está fazendo, sabe as maldades que está fazendo. Ela faz as coisas estando certa do que está fazendo e provoca, não tem sensibilidade nenhuma, só pensa nela, é uma pessoa bem narcisista. Para as pessoas não se assustarem, ela tem um lado bem engraçado, é um pouco cômica. Ela fala absurdos, mas tem uma leveza porque fala como se fosse a coisa mais natural do mundo. Eu acho que as pessoas vão sim repreende-la, mas vão também se divertir com ela.”

Fazer essa personagem é um desafio?

“Sim, muito. Tem o sotaque que já é um elemento a mais. Eu já fiz uma personagem baiana em Gabriela, mas era de Ilhéus e a novela se passava em 1920, então a gente não tinha muita liberdade de improviso porque os termos eram muito diferentes, aqui a gente tem uma liberdade muito grande. É muito bom, a Rochelle é blogueira, influenciadora digital e eu pego muita referência, é super atual e por mais que eu já tenha visto personagens influenciadores, eu nunca vi uma personagem na televisão com tanto foco nisso, nas redes sociais. A Rochelle é bem dessas viciadas, dessas que vive de aparência, então não deixa de ser uma critica também.”

Veja também: João Emanuel Carneiro, autor de Segundo Sol, fala das diferenças entre Laureta e Carminha

Você também está bem dentro desse mundo, né?

“Estou, mas é diferente. O Dennis até zoa me chamando de rainha do Instagram, mas comigo aconteceu de uma forma muito natural, é difícil vocês verem eu fazer um diário de bordo do meu dia, muito difícil. Eu posto que estou indo para a coletiva da novela, hoje estreia não sei o que, eu dou recados, eu não compartilho a minha vida e a Rochelle já é de compartilhar a vida toda, tudo e dar apelido para os seguidores.”

O que você acha dessa geração, que se preocupa muito com likes?

“Eu acho que tudo que é feito com equilíbrio é saudável, eu entendo que é uma coisa que está super em alta. No meu caso, redes sociais facilitam para me comunicar com o telespectador, saber a opinião dele, então isso é muito bom, mas ao mesmo tempo eu acho que tudo que é em excesso é demais e viver só a vida virtual, sem viver a vida real, é aí onde entra o problema, quando a pessoa deixa de sair para estar na internet ou deixa de prestar a atenção em um almoço com os amigos, deixa de curtir o momento para estar na rede social ou tirando fotos, que seja. Tirando isso, é uma coisa atual que está rolando, as pessoas têm se divertido. A internet é um canal amplo, não só disso, mas de tudo.”

Se ela é influenciadora, ela vai ter um super visual, né?

“Vai ter, bem patricinha, bem blogueirinha.”

Você fez alguma coisa no cabelo?

“Fiz. Pintei, cortei a franja, estou com uma cor chocolate e a franja foi para mim o que me deu mais diferença, nunca tinha usado franja, foi bem louco.”

Você gosta do estilo dela?

“Da Rochelle? Adoro! Usaria várias roupas dela.”

Veja também: “Todo mundo merece uma segunda chance”: conheça a história de Segundo Sol

Alguma peça você “roubaria” no final da novela?

“Várias.”

Mas como é esse look? Ela gosta de roupas curtinhas?

“É tipo cintinho, saltinho, bem patricinha mesmo.”

E você é assim na vida real?

“Não. Não me representa. Eu adoro, mas acho que só para eventos, para ocasiões especiais. Na vida adoro andar de chinelos, adoro andar com camisetão, adoro me sentir confortável, mas adoro também à noite estar me sentindo poderosa. Eu sou geminiana, então às vezes mudo muito de opinião.”

O que é se sentir poderosa para você?

“Um salto alto, uma make, uma produção, mas também adoro sair sem maquiagem de dia, sem sutiã, despojada.”

Você está bem magrinha, você está fazendo alguma coisa, malhando?

“Sempre, né? Eu procuro malhar pelo menos três vezes na semana, mas quando dá malho cinco vezes na semana. Adoro correr, musculação é o que eu menos gosto, adoro Muay Thai, adoro circuitos, eu gosto de coisas dinâmicas.”

E a alimentação, como está?

“A alimentação eu me permito bastante, se eu estou com vontade de comer um doce, eu vou comer, no dia seguinte eu fecho a boca, eu não sou daquelas fica falando que não pode.”

Você está querendo que sua personagem seja odiada, está com medo, como é que está isso?

“Claro que quando a gente está sendo odiada é porque o personagem está fazendo efeito, mas eu não queria também que as pessoas confundissem o personagem com a pessoa física, isso não é legal. Eu fiz uma novela que o Thiago Martins agredia minha personagem e ela perdia o bebê. O Thiago foi pegar um voo no dia seguinte e apanhou. Então por um lado é legal quando as pessoas acabam confundindo, porque significa que seu trabalho está bom, mas quando passa dos limites, de chegar a agressão, aí não dá.”

Ela vai ter uma relação complicada com a irmã de criação. Conta um pouco para a gente como vai ser esse relacionamento?

“A Rochelle nunca aceitou essa irmã adotiva que os pais pegaram para criar pequena e eu acho que a Manuela e o Edgar (Caco Ciocler) têm uma relação forte, por mais que eles não sejam pai e filha biológicos, então a Rochelle tem um ciúme. Criando essa personagem eu acho que pode ser um possível ciúme dela desde pequena, porque ela via que a Manuela se dava bem com a avó que ela nem conheceu e a avó adorava ela, com o pai que a trata como filha. Então partiu de um ciúme e daquela coisa de “isso não é de direito dela, é de direito meu”. Elas foram crescendo, isso foi aumentando, indo para outros lugares, para o lado pessoal, para o lado de mulher, de dar em cima do namorado da outra, de todas as formas de infernizar a vida dela e eu acho que ela faz isso por prazer, ela não quer nada com isso, ela faz porque ela se diverte fazendo isso, é louco.”

Veja também: Conheça Karen, personagem de Maria Luisa Mendonça em Segundo Sol

Com a mãe dela, a Karen, ela também não tem uma relação muito boa…

“Também não. Ela tem uma relação de humilhação com a mãe, de se sentir superior à mãe. Ela só se dá bem com o namorado, que não vale nada também. A Rochelle é uma pessoa fria. Às vezes a mãe tenta abraçá-la e ela repulsa. Se eu fosse amiga dela, eu iria orientá-la a fazer uma análise porque se for buscar isso a fundo deve ter algum motivo, porque ela é realmente um ponto fora da curva, você vê que isso é coisa de passado, que isso foi crescendo nela e que nunca teve ninguém para falar: “olha você é má, está crescendo e construindo uma personalidade ruim”.”

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio