“Achei um esporte pra minha vida”, diz Érika Januza sobre viver tenista em Amor de Mãe

Publicado há 10 meses
Por Felipe Brandão
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Érika Januza tem a garra de sua personagem, Marina, em Amor de Mãe. Ela, que há menos de 8 anos decidiu trocar a profissão de modelo pela de atriz, hoje colhe os frutos dessa sábia escolha e brilha como a tenista do folhetim de Manuela Dias.

Achei um esporte pra minha vida, porque eu não praticava nenhum tipo de esporte. Faço musculação, mas esporte eu não tinha nenhum. Agora, sem dúvida eu vou levar o tênis pra minha vida“, revela a beldade.

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Confira nossa entrevista completa com a estrela das 21h.

OBSERVATÓRIO DA TELEVISÃO – Como foi sua passagem de ano? O que você planeja para 2020 na sua vida?

ÉRIKA JANUZA – Foi maravilhosa! Passei em paz, aqui pertinho, porque, se precisasse de mim pro trabalho, eu estaria por perto. Mas foi muito bom. Eu sempre peço paz. A gente está vivendo num mundo tão estranho… Acho que, tendo paz e saúde, o resto a gente corre atrás.

Amor de Mãe está tendo uma repercussão muito boa, hein?

Sim, a novela no geral está incrível! Tem muita fotografia, história, as tramas que se cruzam de uma forma incrível… Estou muito feliz. Minha personagem está entrando em um momento crítico, tanto na carreira como na vida. [risos] Ryan vai aprontar com ela um pouquinho. Não posso dar muito spoiler, mas a Marina vai passar por um momento de baixos. A vida sempre tem altos e baixos, e agora é a hora dos baixos pra Marina. Mas eu acho ótimo! Fazer um personagem e ele ter baixos, porque aí é o povo torcendo, esperando a reviravolta…

A Marina abandonou a carreira dela por causa do Ryan. Você acha que ela agiu bem?

É engraçado, gente… Eu encontro pessoas em todos os lugares. Os homens acham que ela fez bem. [risos] Juro! E as mulheres acham que ela não fez bem. Mas é assim mesmo, muito dividido. Homens acham uma coisa, as mulheres outra. Os homens estão com os homens, as mulheres com os homens. Eu, particularmente, não sei… Confesso que já fiz as duas coisas. Já fiz de, por amor, não ir atrás do sonho e já fiz de ‘tchau pra você, estou indo’. Acho que depende do momento de vida da pessoa. Nesse caso aqui é ficção, mas a vida às vezes imita a arte. Quantas pessoas por aí deixam de fazer alguma coisa por causa do outro? Mas acho que, quando é assim, lá na frente vai dar problema. Porque qualquer coisinha que acontecer, você vai ficar pensando: ‘devia ter ido’… Então não adianta. Se o cara está com você, ele tem que apoiar suas decisões.

Apesar que a Marina já ia dar uma pausa na carreira de qualquer forma…

Mas, se ela tivesse ido, ela ia ter todo o tratamento pra poder voar. O amor ali falou muito mais alto.

E, pelo andar da carruagem, a decisão dela está valendo a pena?

Ih… Tá valendo não! [risos] Mas agora já era, agora ela já não foi… Vamos ver como é que isso vai desenrolar, que eu também ainda não sei e também quero saber.

Qual tem sido o feedback dos atletas que se veem retratados na personagem?

No fim do ano, me parou um atleta de jiu jitsu – que nem é a mesma área, mas também é esporte -, dizendo que ele tem que trabalhar o dia inteiro, depois, quando sai do trabalho, ainda tem que treinar, e aí ele se machuca e não tem tempo pra cuidar, nem condições, porque não tem patrocínio. Ele falou assim: ‘apesar de sermos de esportes diferentes, me senti representado no perrengue’.

Como foi pra você a rotina de treinos na preparação para a novela?

Foi muito bom! Achei um esporte pra minha vida, porque eu não praticava nenhum tipo de esporte. Faço musculação, mas esporte eu não tinha nenhum. Agora, sem dúvida eu vou levar o tênis pra minha vida.

Adianta um pouco do que vai acontecer entre o Ryan e a Marina na novela? Porque a personagem da Anitta vai entrar na história e…

Menino, se fosse só a Anitta estava ótimo! [risos] Porque uma só a gente resolve.

Mas o Ryan vai ficar famoso, não vai?

Vai sim, vai ficar muito famoso, vai no Caldeirão [do Huck]… Mas não posso contar além disso. Só que vai dar muito rolo pra Marina.

E no final? Será que ela vai perdoá-lo?

O final eu também não sei…

O que você imagina pro desfecho da Marina?

Eu acho que ela vai ser campeã de tênis. Aí vai vir a Serena [Williams, campeã internacional de tênis] pro Brasil, a gente vai gravar uma cena e eu vou embora pro exterior… A Marina vai ficar muito famosa. Gostou dessa proposta? [risos]

O seu corte de cabelo tem inspirado muita gente a adotar um estilo igual. Você tem recebido mensagens de pessoas que se inspiraram em você nesse sentido.

Sim. Recebo muitas fotos e reposto todas elas. Na verdade, não tenho repostado todas, porque são muitas, senão o meu Instagram ia ficar só nisso. Mas eu posto pelo menos umas cinco por dia. É muita gente, desde senhoras a meninas mais jovens, com cabelos mais lisos…

A cena do aeroporto deixou todo mundo revoltado com a Marina nas redes sociais. Você chegou a acompanhar essa repercussão?

O Villamarim [José Luiz Villamarim, diretor artístico da novela] já tinha dito: ‘vamos ver como a gente vai fazer isso, porque é provável que fiquem com raiva do Ryan. Vamos fazer ele ficar bonitinho no início, porque isso aí vai ser complicado.’ Pra mostrar que ele não fazia isso por machismo, porém por amor – entre aspas, naturalmente. Não conseguia entender como ele ia namorar à distância uma namorada de tantos anos. É algo que não fazia parte dos planos dele. E aí acho que o medo de perder falou mais alto e fez com que a Marina desistisse. Mas me surpreendeu muito essa coisa da divisão especificamente, de mulheres a favor de ter ido e os homens, ‘ai, que legal que não foi’.

Você acha que isso vai transformar a Marina numa mulher mais possessiva e mais ciumenta?

Pois é… É aquilo que eu falei: quando você deixa de fazer alguma coisa pelo outro, em algum momento você vai jogar na cara dele. Quando está indo tudo bem, até que não; mas aí, quando a coisa começa a ir ladeira abaixo, é o momento de começar a jogar na cara, né? Tomar uma decisão dessa é complicado. Eu não a estou fazendo exatamente possessiva a partir disso, estou fazendo ciumenta demais.

Você afirmou já ter passado pelos dois lados da questão que a Marina enfrentou – o de escolher ir e o de escolher ficar. O que você trouxe dessas experiências pessoais para colocar na Marina?

Eu trouxe mais o lado da Érika que não foi, que realmente é o que eu estou vivendo. Porque a Érika que foi, que falou ‘beijo e tchau’, é uma Érika que estava mais segura e que talvez não estivesse diante do amor da vida dela. O cara por quem eu deixei de ir era alguém que eu considerava o amor da minha vida, então tinha muito de medo de contrariá-lo e de perdê-lo. Ao mesmo tempo, porém, eu ficava: ‘se eu tivesse ido, eu teria feito muitas outras coisas’. Não tive tempo de jogar na cara, mas dentro de mim… [risos] Eu ficava muito naquilo do ‘e se?’. Só que Marina já está vendo que deu errado ela não ter ido. Pra ela vieram mais rápido as respostas do ‘devia ter ido’.

Parece que, no Caldeirão do Huck, virá à tona que a Lurdes (Regina Casé), sogra da Marina, matou o próprio marido. Como a sua personagem vai reagir a isso?

Na realidade, dessa revelação ainda não chegou pra nós, do elenco. Não tive ainda esse momento da Marina descobrindo esse lado da Lurdes. Vai ser um choque pra todo mundo quando acontecer, mas a Lurdes, sendo a mulher que é, eu acho que tem uma explicação ali. Se ela contar como foi e tudo o mais… Quem assistiu sabe que ela não teve culpa, que foi errado fugir. É complexo, né?

E o Carnaval, Érika? Como você pretende passar neste ano? Vai fazer alguma coisa?

Eu não sei ainda. Eu falo que não vou me envolver, mas sempre surge um convite irrecusável. Eu já falei que não vou me envolver, mas tudo pode acontecer. Até porque eu amo muito Carnaval. Gosto da festa em si – tirando uma coisa ou outra, não vamos entrar em pormenores… Mas é uma festa que emprega muita gente, é uma festa bonita, é uma festa que representa o Rio de Janeiro lá fora de uma forma bonita. Vamos falar da parte bonita! Eu gosto de assistir. Quando eu vou pra camarote, inclusive, eu fico na grade. A minha diversão é, realmente, assistir ao espetáculo.

Você posta fotos lindas nas redes sociais! Quais são os tipos de comentários que você recebe? São comentários sempre respeitosos ou alguns mais ‘apelativos’?

99,9% são positivos, graças a Deus. De comentários negativos, pouquíssimas coisas, muito pontuais. Raramente eu vejo. Meus seguidores, graças a Deus, são muito amorosos.

É você mesma que abastece suas redes?

Sim, eu mesma. Eu mesma cuido, eu respondo, eu curto, eu compartilho coisas das pessoas, respondo alguns directs de madrugada, porque tenho dificuldade pra dormir. A pessoa muitas vezes pensa que não sou eu, mas tudo bem… [risos]

O que a Érika de 2020 tem da Érika de Subúrbia?

Tudo! É uma Érika mais madura, mas tem tudo da Érika que nem era atriz ainda. Eu costumo dizer que só mudei de profissão – e aprendi coisas novas, conheci coisas novas, posso proporcionar coisas novas pros meus, pra minha família, pra mim. Mas continuo sendo a mesma. Isso meio que foi ontem, né? 2012, foram quase oito anos.

Você já está em sua terceira novela das 21h. Antigamente, as pessoas te desmotivavam, duvidavam que você ia chegar aonde chegou?

Todo mundo achou que eu era louca! Na verdade, eu nunca me imaginei atriz, eu queria ser modelo. E foi o fato de querer ser modelo que me trouxe à carreira de atriz. E hoje, como atriz, eu trabalho muito como modelo, olha que ironia! Todo dia eu tenho que vestir isso, vestir aquilo, fazer uma foto, uma capa… E eu fico muito feliz, porque o que eu queria fazer não deu certo.

Qual o seu segredo para não se deslumbrar com o mundo dos holofote?

Então… Eu estive conversando sobre isso com algumas pessoas. Eu não consigo nem ver sentido em maltratar o outro, ou se achar superior. Não consigo nem entender o sentido disso. E às vezes eu me coloco no lugar do maltratado quando vejo alguém famoso maltratando outro, porque… É como se eu não fizesse parte daquilo. Então eu não consigo compactuar nem achar explicação.

Uma das partes mais polêmicas de Amor de Mãe está no reencontro da Vitória (Taís Araújo) com o Sandro (Humberto Carrão), o filho que ela abandonou. Na sua opinião, o que ela fez tem perdão?

Ah, pra mim… Difícil, viu? Ia levar um tempinho pra perdoar. Talvez todo esse desejo que ela tem hoje de ser mãe venha do remorso do que fez lá atrás. Mas é difícil, né? Para um cara que ficou com a vida toda atrapalhada por falta de uma criação da mãe, aí de repente vem a mãe e diz ‘desculpa, tá?’ Leva um tempo pra assimilar as coisas.

Você perdoa fácil?

Perdoo, eu sou uma trouxa. [risos] Mas eu sou vingativa também! Quando eu cismo que vou me vingar de algum negócio, ah, eu me vingo! Eu tenho uns trocos ainda pra dar por aí. Tem troco de quando eu nem era atriz ainda que tá guardado, eu não esqueci não! [risos]

(entrevista realizada pelo jornalista André Romano)

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Carregar mais