Band faz bonito com time feminino no bi da Ferroviária na Libertadores

Transmissão da partida decisiva foi comandada por uma narradora e duas comentaristas

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Foi bola dentro da Band. Na conquista da Ferroviária do bicampeonato da Taça Libertadores de Futebol Feminino diante do América de Cali, pelo placar de 2×1, a emissora acertou em cheio na escalação de um time de mulheres para narrar e comentar. A transmissão foi ao vivo na noite deste domingo (21 de março).

Com narração precisa de Isabelly Morais, o jogo decisivo foi realizado no estádio do Vélez, em Buenos Aires/Argentina, e teve comentários de Alline Calandrini e de Milene Domingues. Um trio bem afinado e muito bem colocado, com emoção e tom na medida para a locução e trazendo a todo o momento informações importantes para o público de todos os gêneros.

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Destaque para a narradora Isabelly, bastante precisa na condução descritiva da partida, no conhecimento sobre as jogadoras, no acerto sobre os lances, na correção de seu texto, sempre pontuando com informações importantes.

As emissoras de TV aberta não são de abrir espaço em horário nobre para transmissão de futebol feminino de clubes, tampouco costumam dar espaço para mulheres na equipe de narração e comentários.

Experiência similar houve na TV por assinatura, em canal alternativo da Fox Sports na última Copa do Mundo de futebol masculino de 2018, na Rússia – a narradora Isabelly Morais esteve no grupo e também foi destaque naquela transmissão.

O time da Ferroviária, da cidade de Araraquara/SP, agora se iguala aos times femininos do Santos e Corinthians, ambos já bicampeões da Libertadores, renovando o domínio brasileiro sobre esta competição. Também do Brasil, o time do São José, de São José dos Campos/SP, é tricampeão da Libertadores.

Em 12 edições da Taça Libertadores de Futebol Feminino, os clubes daqui já ficaram com nove títulos. Todos os anos, clubes de dez países da América do Sul participam do campeonato, num total de 16 times participantes – o Brasil tem direito a duas vagas.

É sempre benvinda a abertura de espaço para o futebol feminino, tanto de clubes quanto de seleções — a própria Band já exibiu decisões da Libertadores Feminina em anos anteriores e foi pioneira no rádio ao criar programas de comentaristas mulheres para falarem sobre futebol.

A torcida é que mais esta conquista ajude a estimular o mercado e as emissoras a prestigiarem a modalidade, atraindo anunciantes e audiência para as competições. E, sim, é preciso ter mais narradoras e comentaristas para o futebol feminino, e também para futebol masculino e demais esportes coletivos como vôlei, basquete, handebol.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de sua autora e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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