Destaque na Libertadores, Fernanda Arantes elege os seis melhores momentos de seu primeiro ano no SBT

À coluna, repórter celebra viagem inédita a Montevidéu e terceira cobertura internacional na emissora

Publicado em 27/11/2021 17:00
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A repórter Fernanda Arantes falou à coluna enquanto arrumava suas malas para a primeira viagem internacional de sua carreira. Neste sábado (27), ela realiza mais um sonho ao participar ao vivo da transmissão da final da Copa Libertadores da América, em Montevidéu, capital do Uruguai, entre Flamengo e Palmeiras. Há um ano no SBT, a jornalista viveu alguns dos momentos mais inesquecíveis de sua carreira. Nesta entrevista, ela elege os seis melhores.

“É meu terceiro evento internacional, porém o primeiro fora do Brasil, porque a Copa América e a Libertadores anterior foram aqui. É a minha primeira viagem internacional a trabalho. Estou indo menos ansiosa do que a última vez, porque estou mais madura, já vivi isso uma vez, e agora estou mais mulher, mais forte, as coisas se ajustaram, inclusive na vida pessoal. Estou com muita vontade de fazer essa final, com muita garra e muito desejo de estar lá e fazer acontecer. É um momento muito bonito de amadurecimento e de realização profissional. Acordo tão realizada, tão feliz, porque é muito mais do que pedi”, comemora Fernanda Arantes.

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A repórter mineira trocou o interior de São Paulo, onde trabalhava para o Grupo Globo, para brilhar em rede nacional no SBT. Agora moradora da capital paulista, Fernanda se sente “radiante”, em suas próprias palavra: concilia a rotina profissional com dois de seus hobbies favoritos (o ukulele e o futevôlei), além das companhias da cachorrinha Filomena e do namorado, um neurocirurgião um pouco “desligado” do futebol (perfeito para ela também se “desligar” do trabalho). “Coração está preenchido também! Só não divulgo nas redes sociais porque sou muito discreta quanto a isso”, conta ela.

À coluna, a jornalista lista seis acontecimentos marcantes de sua trajetória no SBT, incluindo a primeira Libertadores e o título argentino da Copa América. Ela também revela momentos de superação, como uma perda familiar em decorrência da covid-19 e o “surgimento” de uma Fernanda guerreira, com direito a mudança no visual.

Mauro Beting, Fernanda Arantes, Téo José e Jorginho na final da Libertadores 2020 (Reprodução/Instagram)

Primeira final da Libertadores: “Chorei muito”

Foi muito emocionante, chorei muito! Minha vida mudou tanto naquele momento. Foi a melhor transmissão da minha vida, até hoje. Muitas vezes duvidamos de nós mesmos, nos questionamos. Quando eu fiz e vi que tinha acontecido, estava tão orgulhosa da equipe, de mim, da minha trajetória, da emissora, do tamanho da transmissão que fez. Aquele momento foi muito emotivo para mim, de entender que sou capaz, fiz acontecer para estar aqui e que acreditaram em mim, por isso chorei tanto depois do jogo. Essa vai ser diferente porque estou mais firme, com muita vontade de estar lá e saborear o momento.

Fernanda Arantes bate bola com Cicinho no Arena SBT (Reprodução/SBT)

Arena SBT: “Pude ser a Fernanda da vida pessoal”

“Foi interessante porque eu estava vivendo um momento jornalístico sério nos estádios, e quando veio o convite pude mostrar um pouco do que eu sou também. Misturar a Fernanda da vida pessoal com a do trabalho foi muito gostoso, porque não tem nada mais bonito do que você ser você mesmo. Ali eu pude ser um pouco da Fernanda que toca ukulele, brinca e faz altinha com o Cicinho. Eu estava adorando, gosto muito da turma, eles são sensacionais, até hoje a gente conversa, eles são muito bacanas, uma galera muito boa. Na hora que o Benja [Benjamin Back] precisar, já estou pronta!”

A repórter Fernanda Arantes, do SBT, cobre a Libertadores no Mineirão (Reprodução/Instagram)

Promessa no Mineirão

Minha tia tinha falecido. Lembro dela todas as vezes em que há minuto de silêncio pelas vítimas da covid, em qualquer jogo. O que é mais… faltam até palavras quando falo disso, porque imagina só, estamos vivendo uma pandemia, tantas famílias passaram por perdas, e você nunca acha que vai acontecer com você. Fui umas das pessoas que não pude parar durante a pandemia, porque tínhamos uma missão de levar o entretenimento, o esporte, uma mensagem de esperança com a Libertadores para as pessoas. Continuamos os trabalhos com todas as medidas de segurança, seguindo os protocolos sanitários. Ela faleceu, logo em seguida eu tive covid e me recuperei a tempo de ir àquele jogo do Atlético-MG em Belo Horizonte. Quando você sente a mesma dor de várias pessoas é diferente, porque você passou na pele. Sempre tive muito respeito pelas pessoas que perderam entes queridos. Foi um momento muito sentimental, muito emocionante.”

A repórter Fernanda Arantes, do SBT, na Copa América 2021 (Montagem/Reprodução/Instagram)

Copa América: “A taça não me sai da cabeça!”

“Ainda tenho muitos flashes da Copa América, de estudar o jeito do Messi de olhar para a bola, quando ele olhava para o horizonte e a gente achava que estava vendo a nossa equipe (risos), mas ele foi muito concentrado. O SBT deu muita estrutura para a gente viver a Copa América, porque ficamos 30 dias fora de casa. E eu vivi a seleção argentina! Engraçado que a taça não me sai da cabeça! Consigo desenhar na memória o momento em que a pessoa da comissão técnica com a taça do meu lado me perguntou: ‘Você quer segurar ela?’, e eu falei: ‘Claro!’. Eu lembro desse diálogo. Aquele momento foi muito gostoso.

Fernanda Arantes loira e morena (Montagem/Reprodução/Instagram)

De fada a guerreira: “Eu me transformei em fortaleza”

“Quando voltei ao Mineirão, para a semifinal da Libertadores entre Palmeiras e Atlético-MG, percebi que a saudade você não supera, óbvio que não, mas com ela você se fortalece. Você entende por que tem que se seguir e tem que ser forte. E me veio uma força, um crescimento emocional, me veio mais sabedoria. Eu me transformei muito em fortaleza para poder fazer um trabalho melhor, com mais qualidade, mais segura. Até fiquei morena! (risos) Mudei o visual porque me sentia mais forte, mais firme. Foi o momento de parecer mais guerreira, daquelas mitológicas que a gente vê nos filmes. Quando estava loira, foi um momento muito doce da minha vida, um conto de fadas. Meu lado feminino mais ajuda do que atrapalha no trabalho, porque eu não o inibo, deixo que ele apareça. Agora me sinto mais guerreira, mais forte, mais preparada para aguentar qualquer dificuldade.”

As jornalistas Mari Rojas e Fernanda Arantes na final da Libertadores 2020 (Reprodução/Instagram)

“Girl power”

“Percebi mais mulheres jornalistas nos estádios este ano. Se não conheço alguma, eu me apresento e falo o quanto estou orgulhosa de ter mais mulheres. Quero conhecê-las e quero que a gente se apoie. Na sociedade em si, existe uma cultura de incentivar a nossa rivalidade feminina, e ela não é saudável, não tem que existir. A gente tem que se apoiar, a gente tem que se incentivar para que o nosso movimento de mulheres no esporte aumente, que as mulheres se sintam mais à vontade para chegar à nossa área. No SBT, vivo algo que nunca vivi em nenhuma outra emissora. Eu cheguei, logo em seguida veio a Nadine Basttos [comentarista de arbitragem], depois a Domi [Domitila Becker, apresentadora], e temos a nossa repórter nas redes sociais, Mari Rojas, minha amiga, que chegou junto comigo. Agora aumentou bastante, temos muito mais mulheres no nosso núcleo. No início, quando chegamos, pensamos: ‘Vamos nos incentivar, tentar ser uma o pilar da outra, para que seja um ambiente gostoso para a gente’. Essa cultura de nos deixar à vontade veio dos nossos próprios colegas. O clima no SBT é muito legal, até mesmo nas chefias. Esse ano veio a oportunidade de fazer as Eliminatórias da Copa de 2022, nunca tinha feito seleção brasileira na vida, foi muito legal. As coisas estão mudando, e a gente está fazendo por onde para que elas mudem também.”

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