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In Memoriam

Que atores da novela Pão-pão, Beijo-beijo já morreram?

Mais de 10 integrantes do elenco já faleceram, nesses 39 anos que nos separam da exibição inédita

Publicado em 20/05/2022
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Escrita por Walther Negrão, a novela Pão-pão, Beijo-beijo foi exibida em 1983 pela TV Globo e está de volta desde a última segunda-feira (16) no Canal Viva. Em 39 anos, a produção foi reapresentada apenas uma vez – em 1990, no Vale a Pena Ver de Novo.

Infelizmente nesse meio tempo diversos integrantes do elenco de Pão-pão, Beijo-beijo já nos deixaram. Saiba quem e relembre esses artistas aqui no Observatório da TV.

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Cláudio Marzo

Bruna (Elizabeth Savala) e Ciro (Cláudio Marzo) em Pão-pão, Beijo-beijo

Protagonista de Pão-pão, Beijo-beijo como o misterioso Ciro, Cláudio Marzo foi um dos maiores atores da nossa teledramaturgia. O astro nos deixou em 2015, aos 74 anos, em decorrência de problemas pulmonares.

Entre os muitos trabalhos marcantes da carreira de Cláudio Marzo, estão as versões originais de Irmãos Coragem e Pantanal, além de Carinhoso, Senhora, Cambalacho, Bambolê, Fera Ferida e Era Uma Vez…

Lélia Abramo

Mamma Vitória (Lélia Abramo) em Pão-pão, Beijo-beijo

Falecida aos 93 anos em 2004, vítima de uma embolia pulmonar, Lélia Abramo iniciou a carreira de atriz já madura, com quase 50.

Integrante de uma família ligada profundamente às artes e à militância política – Lélia era irmã dos jornalistas Cláudio, Fúlvio e Athos Abramo e do artista plástico Lívio Abramo -, a atriz esteve no elenco de produções das TVs Record, Excelsior, Tupi, Globo e Manchete.

Entre seus momentos marcantes na TV, estão Bianca em Os Ossos do Barão, Dona Januária em Pai Herói, Bibiana em O Tempo e o Vento e o papel que viveu em Pão-pão, Beijo-beijo: a matriarca Mamma Vitória.

Monique Alves

Intérprete de Maria Helena, a moça com quem Ciro (Cláudio Marzo) tem uma misteriosa ligação – o desenrolar do enredo revela que os dois são irmãos -, Monique Alves faleceu precocemente em 1994, aos 32 anos.

Além de Pão-pão, Beijo-beijo, Monique também esteve em novelas como Sétimo Sentido, Partido Alto e Meu Bem, Meu Mal, sua última. A causa de seu falecimento foi a leucemia, que não conseguiu vencer apesar de ter se submetido a dois transplantes de medula.

Henrique Martins

Ator e diretor Henrique Martins (Reprodução)

Um dos maiores e mais produtivos diretores da teledramaturgia brasileira, Henrique Martins nos deixou em 2018, aos 84 anos. A causa da morte foi falência múltipla de órgãos, após alguns dias hospitalizado em decorrência de uma queda em casa e da quebra de duas costelas.

Galã da telinha nos anos 1950 e 1960, aos poucos Henrique Martins passou a espaçar os trabalhos como ator e dedicar-se cada vez mais à direção.

O Sheik de Agadir, na TV Globo, possivelmente é o mais emblemático papel de sua carreira de ator, além de duas versões de O Direito de Nascer, na TV Tupi. Dirigiu novelas nas TVs Excelsior, Tupi, Bandeirantes, Manchete, Record, SBT e Globo, inclusive a própria Pão-pão, Beijo-beijo, na qual acumulou as duas funções.

Seu papel era o de Mauro Bueno, padrasto do protagonista Ciro (Cláudio Marzo) e pai da jovem Maria Helena (Monique Alves). Devido a desavenças familiares, Mauro impede a aproximação dos dois irmãos, e Ciro se sente culpado por um acidente que levou a jovem a ter que usar cadeira de rodas.

Arnaud Rodrigues

Arnaud Rodrigues e Cláudio Marzo em Pão-Pão, Beijo-beijo

Alegre, simpático, humilde, despachado e um pouco ingênuo, quase como uma criança num corpo de adulto. Assim era Soró, o migrante nordestino vivido por Arnaud Rodrigues em Pão-pão, Beijo-beijo. Um dos mais marcantes personagens da história.

Com Soró, o roteirista, comediante e compositor fez sua estreia em novelas, e na sequência viriam o Mister Soul de Partido Alto e o Cego Jeremias de Roque Santeiro. Arnaud também ficou muito conhecido por sua participação em humorísticos como Chico City e A Praça É Nossa.

Seu falecimento ocorreu em 2010, aos 67 anos, quando o artista foi vítima de um naufrágio no Tocantins, para onde havia se mudado alguns anos antes.

Regina Dourado

A atriz Regina Dourado em Tropicaliente (Reprodução/Globo)

A atriz baiana faleceu aos 60 anos, em 2012, vítima de câncer de mama, que acabou se alastrando por outros órgãos de seu corpo.

Regina Dourado deu vida em Pão-pão, Beijo-beijo a Lala Sereno, tia de Soró (Arnaud Rodrigues). Abandonada pelo noivo no altar, Lala desenvolveu problemas psíquicos em decorrência do trauma, mas aos poucos recuperou-se e acabou apaixonada por Giggio (Laerte Morrone).

Ela esteve ainda no elenco de produções como Pai Herói, Cavalo Amarelo, Lampião e Maria Bonita, Roque Santeiro, Renascer, Tropicaliente, Anjo Mau, América e Caminhos do Coração.

Mário Benvenutti

Em Pão-pão, Beijo-beijo, o ator foi Guido, filho de Mamma Vitória (Lélia Abramo) que se muda de São Paulo para o Rio de Janeiro após ir à falência. Antes disso, ele viveu o Rei da Abóbora, pai do príncipe Cid Balu (Ronnie Von), em Cinderela 77, na TV Tupi, também de Walther Negrão – com Chico de Assis.

Mário Benvenutti sofreu um acidente de automóvel em 1993, aos 67 anos, o que causou seu falecimento. Se na TV atuou relativamente pouco, no cinema figurou com frequência entre as décadas de 1950 e 1980.

Renata Fronzi

A esposa de Guido em Pão-pão, Beijo-beijo era a compreensiva e conciliadora Loreta, papel de Renata Fronzi.

A atriz faleceu em 2008, aos 82 anos, em decorrência de diabetes e falência múltipla de órgãos. Vedete do teatro de revista, Renata marcou o cinema nacional e também a TV, como Helena, a mãe da Família Trapo, na TV Record, nos anos 1960.

Além das diversas novelas, como O Rei dos Ciganos, Minha Doce Namorada, Corrida do Ouro, Pecado Rasgado, Chega Mais, Corpo a Corpo, A História de Ana Raio e Zé Trovão e A Idade da Loba.

Laerte Morrone

Aprígio (Laerte Morrone) e Aparício (Paulo Autran) em Sassaricando (Reprodução/Canal Viva)

Giggio é típico vagabundo que vive encostado na irmã, Loreta (Renata Fronzi), e no cunhado, Guido (Mário Benvenutti), em Pão-pão, Beijo-beijo. Curioso notar a referência à função cumprida pela mesma atriz no humorístico Família Trapo, ao lado de Ronald Golias e Otelo Zeloni.

Seu intérprete era Laerte Morrone, que marcou a TV como o Garibaldo de Vila Sésamo e também em novelas nas TVs Tupi, Globo, SBT e Record, como Vila do Arco, Marron Glacé, Sassaricando e Os Ossos do Barão.

Em 2005, após uma cirurgia de vesícula, Laerte Morrone passou por problemas pulmonares e sofreu um mal súbito que o levou à morte. O artista tinha 72 anos.

Flora Geni

Flora Geni foi mais um dos muitos talentos que começaram a carreira no rádio e foram absorvidos pela televisão nos anos 1950. Trabalhou nas TVs Tupi, Excelsior, Record, Globo, Cultura, Bandeirantes e Manchete.

Aos 62 anos, no final de 1991 Flora Geni faleceu em decorrência de câncer no estômago. A atriz era casada com o ator e diretor Dionísio Azevedo, com quem teve os filhos Dionísio Jacob (ator, escritor e roteirista) e Noel Marcos Jacob (falecido precocemente aos 15 anos, em 1969).

Flora esteve em novelas como A Outra Face de Anita, A Grande Viagem, Redenção, Os Fantoches, Os Gigantes e Os Imigrantes – nesta, repetiu o casamento da vida real, no papel de Rosita, esposa de Taufik (Dionísio).

Seu papel em Pão-pão, Beijo-beijo era o da viúva Gemma, filha de Mamma Vitória (Lélia Abramo) e mãe das irmãs Bruna (Elizabeth Savala) e Luiza (Maria Cláudia), rivais no amor por Ciro (Cláudio Marzo).

Dionísio Azevedo

Dionísio Azevedo como Salomão Hayalla em O Astro (Divulgação)

Diretor muito atuante entre os anos 1950 e 1970, além de ator muito requisitado, Dionísio Azevedo é um dos pioneiros aos quais a TV brasileira deve muito.

Atuando e dirigindo, o artista esteve em espetáculos do TV de Vanguarda, na TV Tupi, e entre as novelas que contaram com sua participação estão As Pupilas do Senhor Reitor, O Astro, Pai Herói, Pé-de-vento e Champagne, entre outras.

Em Pão-pão, Beijo-beijo ele viveu Altino Camargo, casado com Mizi (Norma Geraldy) e pai de Júlio (Edwin Luisi). Sua esposa Flora Geni estava no elenco no papel de Gemma, mãe de Bruna (Elizabeth Savala), noiva de Júlio no início da história.

Em 1994, aos 72 anos, pouco depois de receber o título de Cidadão Paulistano, conferido pela Câmara de Vereadores da capital paulista, Dionísio Azevedo faleceu em decorrência de câncer no cérebro.

Norma Geraldy

Depois de décadas de dedicação ao teatro, Norma Geraldy ingressou na televisão nos anos 1970. Sua primeira novela foi Te Contei?, de Cassiano Gabus Mendes, em 1978.

Na sequência vieram Jogo da Vida, Quem Ama Não Mata, Transas e Caretas, Vereda Tropical, A Gata Comeu, O Salvador da Pátria, Vamp, Quem É Você, Por Amor e muitos outros trabalhos. Em Pão-pão, Beijo-beijo, a atriz viveu Dona Mizi, mãe de Júlio (Edwin Luisi).

Aos 95 anos, em 2003, Norma Geraldy faleceu em decorrência de problemas cardíacos. No início do mesmo ano fez seu último trabalho: a protagonista de A Casa das Sete Mulheres, Manuela (Camila Morgado), quando idosa.

Paulo Gonçalves

Em Pão-pão, Beijo-beijo, Paulo Gonçalves viveu Gaspar, zelador do condomínio onde moram alguns dos personagens da história e pai de Daniel (Paulo Guarnieri).

O ator faleceu em 1986, aos 61 anos, em decorrência de câncer de pâncreas. Paulo Gonçalves participou de novelas como A Ponte dos Suspiros, Assim na Terra Como no Céu, Bandeira 2, O Bofe, Os Ossos do Barão, Gabriela, O Casarão, Nina, Pai Herói e Amor Com Amor se Paga.

Felipe Donovan

Entre as décadas de 1960 e 2000, Felipe Donovan integrou o elenco de diversos filmes nacionais e novelas nas TVs Tupi, Bandeirantes, Cultura, Globo, SBT e CNT.

Na novela Pão-pão, Beijo-beijo, seu papel foi o de Bira, porteiro do condomínio cujo zelador é Gaspar (Paulo Gonçalves) e onde moram Gemma (Flora Geni) com os filhos e Júlio (Edwin Luisi) com os pais.

O artista faleceu em 2020, aos 88 anos, na cidade paulista de Atibaia, onde vivia desde o final dos anos 1980.

Roberto Faissal

Falecido em 1988, aos 59 anos, vítima de um acidente vascular cerebral, Roberto Faissal era irmão de Floriano Faissal e, assim como ele, foi nome de destaque da Rádio Nacional.

Na televisão, o artista se fez presente apenas em atrações da TV Globo, como Feijão Maravilha e Marron Glacé, além do humorístico Balança, Mas Não Cai.

Em Pão-pão, Beijo-beijo, Roberto Faissal viveu Geraldo, o marido que abandonara Joana (Cleyde Blota), pai de Nina (Tássia Camargo).

Waldir Amâncio

Na novela, Waldir Amâncio interpretou Régis, dono do salão de beleza no qual Milica (Cinira Camargo) trabalha como manicure.

Falecido em 2009, aos 75 anos, o ator esteve também em novelas como Locomotivas e Pai Herói.

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