Selena chega à Netflix com a segunda temporada já filmada

Série sobre a cantora norte-americana assassinada aos 23 anos pela presidente de seu fã-clube tem equipe de produção e direção formada por latinos

Publicado há um mês
Por Edianez Parente
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Marcada para estrear nesta sexta-feira (4) na Netflix, Selena – A Série já está com a segunda temporada filmada – acabou de ser rodada em novembro.

O drama biográfico sobre a ascensão e tragédia da cantora Selena Quintanilla estreia simultaneamente em 190 países, trazendo uma história repleta de emoção latina, com toda sua explosão. “Tomara que Selena abra as portas para os latinos, loucos, apaixonados e com muita garra“, diz a diretora e produtora executiva da série, a mexicana Hiromi Kamata.

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Ela falou sobre o trabalho, juntamente com Francisco Ramos, vice-presidente de produções originais da Netflix para a América Latina, o roteirista Moises Zamora e o produtor Jaime Dávila.

Todos os profissionais são latinos, dois vivendo no México (Ramos e Kamata) e dois vivendo nos EUA (Jaime e Moises). Todos participaram de uma live no Mip Cancun, evento de programação de TV que aconteceu em novembro de forma virtual. 

Mais do que falar da vida e do sucesso da cantora texana, a atração conta a história de uma artista que transcendeu fronteiras emocionais, artísticas e geográficas.

Selena nasceu nos Estados Unidos e era filha de pai mexicano e mãe indígena. Seu sucesso foi retumbante, e ela se tornou a cantora latina mais importante dos anos 1990 dentro e fora dos EUA, célebre por difundir o gênero musical conhecido por Tex-Mex. O trailer da série pode ser visto abaixo:

Cantora, compositora e produtora, Selena foi assassinada a tiros em 1995, aos 23 anos. O crime foi cometido pela presidente de seu fã-clube, que foi presa e condenada à prisão perpétua.

A diretora Kamata diz que o projeto mudou sua vida. “Eu cresci escutando Selena. Ela era muito popular no México. Foi um privilégio poder contar a história da artista latina das mais lembradas“, afirmou.

Imigrante criado nos EUA, o roteirista Moises Zamora também partilha das lembranças da mesma maneira, já que no país estranho tinha poucas referências para se espelhar. “Eu a considerava a figura latina mais importante pra mim, pois representava uma luta, um feixe de luz no país. Significava muita força para atingir os sonhos. Foi uma rendição“, ele define.

Zamora conta que, como os acontecimentos se passaram nos anos 1980 e 1990, a busca no roteiro foi por algo autêntico, e ele mergulhou numa ampla pesquisa, onde foi importante ver tudo o que os Quintanilla contaram nas entrevistas da época. Como tudo se passou antes da era da internet, a própria família ajudou muito com os detalhes.

Muitos filmes já foram feitos sobre a vida e história da cantora – um deles estrelado por Jennifer Lopez (Selena, 1997, de Gregory Nava). Nesta série, uma preocupação foi ter o elenco todo formado por mulheres latino-americanas e a escolha por uma diretora mulher foi feita para se ter maior representatividade: “Não há nada mais adequado do que uma mulher para contar a história de outra mulher”, afirma Ramos, VP da Netflix.

O papel principal é vivido pela atriz Christian Serratos (de The Walking Dead) e a produtora é a Campanario Entertainment, que vem se dedicando a contar histórias latinas nos Estados Unidos: “Em Hollywood, o importante é como contar nossas histórias, mostrando a igualdade entre todos“, afirma o produtor Jaime Dávila.  

Ele pontua que já se abordou bastante o tema narcotráfico em produções latinas, mas também há que se dar espaço para levar outros enredos mundo afora.

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