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SÁBADO

Por que o Altas Horas mudou de horário? Entenda

Programa liderado por Serginho Groisman sofreu alteração

Publicado em 29/04/2022
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Você sabia que o Altas Horas mudou de horário? O programa deste sábado (30) será a estreia na nova faixa da programação da Globo.

Apresentado por Serginho Groisman, o Altas Horas migrou para um horário mais cedo do que o de costume. O público estava acostumado a ver a atração nas madrugadas de sábado para domingo.

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Contudo, a emissora anunciou a mudança na última edição do Fantástico. Com a alteração, o Altas Horas começará a ser exibido logo após o capítulo da novela Pantanal. Sendo assim, o programa vai entrar ao ar por volta das 22h30.

Serginho Groisman no Altas Horas (Divulgação / Globo)

Uma hora mais cedo

Desde 2013, o Altas Horas estava começando a partir das 23h20, entrando no ar logo após o Big Brother Brasil ou algum outro humorístico incluído na grade pela emissora, como ocorria com o Zorra.

Mesmo entrando antes de meia noite, o programa varava a madrugada, sempre terminando perto das 2h. Nos anos 2000, vale lembrar, a atração se estendia ainda mais, pois era exibido após do Supercine.

Agora, com a alteração na programação, o Altas Horas deve findar todos os sábados por volta de 23h45, isto é, até mesmo antes da meia noite, algo bem diferente de antes.

Tudo indica que a mudança foi realizada pela Globo para estudar uma forma de alavancar a audiência da faixa.

Convidados do programa em novo horário

E, no palco, revelam suas iniciações na música, além, claro, de cantar canções de sua preferência. Claudia Ohana, Emanuelle Araújo, Erico Brás, Gabriel Leone, Letícia Colin, Manu Gavassi, Marcelo Melo Jr., Samantha Schmütz, Sergio Guizé, Silvero Pereira e Zezé Motta compartilham com Serginho Groisman, plateia e público suas histórias de início de carreira e comentam projetos que já fizeram juntos.

Letícia Colin nos bastidores da TV Globo (Divulgação/Globo)

Claudia Ohana conta que a música entrou em sua vida por meio de sua mãe: “Ela tocava violão e começou a me ensinar. Todo mundo na minha família achava que eu seria cantora. Com 15 anos, eu já estava no cinema”, diz a atriz, que canta “Ex Mai Love”, sucesso interpretado por Gaby Amarantos.

Emanuelle Araújo, que apresenta a música “Não Deixe o Samba Morrer”, famosa na voz de Alcione, também foi influenciada pela família para a música: “Meu pai gostava muito de música. Tocava violão em rodinhas em casa. Mas, com 10 anos, meu primeiro trabalho foi como atriz. O teatro foi a coisa mais forte, e com uns 14, 15 anos comecei a cantar profissionalmente e a conciliar as duas carreiras”.

Emanuelle Araujo (Divulgação/ TV Globo)

O mesmo aconteceu com Silvero Pereira, que está na novela Pantanal: “Meu pai, lá no Ceará, levou uma vitrola para dentro de casa antes da TV. Cresci ouvindo os clássicos de Nelson Gonçalves, Belchior, e depois fui para o teatro”, e, emocionado, interpreta “Sujeito de Sorte”, de Belchior; e com Zezé Motta, que canta “Tigresa”, de Caetano Veloso: “Meu pai era professor de violão, e ele era bem estudioso mesmo. Acordava e já pegava no violão”.

Zaqueu (Silvero Pereira) de Pantanal

Outros artistas marcam presença

O baiano Érico Brás garante que o lugar onde nasceu foi a sua maior influência para a música: “Na Bahia, a gente não nasce, a gente estreia […]. Engraçado que Salvador preserva muito a cultura afro-brasileira, e os terreiros de candomblé acabam sendo um dos primeiros contatos com a música” e, entre outras histórias, completa sua participação cantando “Toda Menina Baiana”, de Gilberto Gil.

Já Letícia Colin foi levada para a música através de musicais: “Comecei com oito anos a trabalhar como atriz, fazendo publicidade e testes. Sempre amei cantar, flerto com a música há muitos anos, já fiz muito musical […]. Eu assistia muitos filmes musicais. ‘Cantando na Chuva’ era o meu favorito, mas eu era muito pequena”, e canta “Até Quando Esperar”, da banda Plebe Rube.

Manu Gavassi, que é cantora, expõe um movimento contrário dos demais convidados: “Surpreendentemente, a vontade de atuação veio antes porque acho que quando eu era criança não sabia que era capaz de fazer música, embora meu pai fosse musical”. Como fã declarada de Rita Lee, Manu apresenta “Mutante”.

Manu Gavassi. Reprodução Istoé

Marcello Melo Jr., por sua vez, também conta que a atuação veio antes da música: “Lembro que eu tinha mais contato com composição do que com canto. Lembro de escrever muito mais do que de cantar. Acho que a atuação veio primeiro e a música está chegando”, ri. O ator canta “Ana Julia”, do Los Hermanos, em homenagem à Ana Melo, sua filha.

Samanta Schmütz, Sérgio Guizé e Gabriel Leone

Samantha Schmütz, popular pela atuação em comédia, se lançou recentemente como cantora, e explica que, antagônico aos últimos convidados, a música veio primeiro: “Veio através da dança, cantei em bar muito tempo, paralelamente às aulas de teatro”, e anima o palco ao som de “Fullgás”, de Marina Lima.

Sérgio Guizé, que também mantém carreira musical – durante a pandemia lançou o álbum À Deriva -, defende que “a música é um estado de espírito”, e canta “Sangue Latino”, de Secos e Molhados.

E Gabriel Leone falou dos projetos recentes e apresentou “Mil e Uma Noites de Amor”, de Pepeu Gomes.

O Altas Horas tem apresentação e direção geral de Serginho Groisman, direção de Adriana Ferreira e vai ao ar aos sábados, depois de Pantanal.

Samantha Schmütz (AGNews)

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