Rafael Miguel e outros atores que foram assassinados, tema do #TBTdaTelevisão desta semana

Publicado há um ano
Por Fábio Costa
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Ator Rafael Miguel em cena na novela Chiquititas (Foto: Reprodução/ SBT)

Na tarde do último domingo, 9 de junho, o jovem ator Rafael Miguel foi assassinado a tiros na Estrada do Alvarenga. A via fica no bairro da Pedreira, zona sul da capital paulista. Rafael tinha apenas 22 anos e, além dele, seus pais também foram assassinados pelo mesmo homem na ocasião. Três vítimas de um ato que, ao que consta, impensado ou não, foi obra do pai da namorada de Rafael. Ele era conhecido desde criança em virtude de ter feito um comercial de muito sucesso, no qual pedia à mãe que lhe comprasse brócolis. Rafael participou de novelas como Cristal (2006), Pé na Jaca (2006/07) e Chiquititas (2013/15). Além disso, participou da primeira fase da minissérie JK (2006), no papel de Antenor, assumido por Lucci Ferreira na segunda. O #TBTdaTelevisão desta semana relembra outros atores que, assim como Rafael Miguel, foram assassinados.

Older Cazarré, dono de voz inconfundível, no rol dos atores que foram assassinados

Older Cazarré em 1983, durante uma entrevista no programa TV Mulher, resgatada pelo quadro “Memória Nacional” do Vídeo Show (Reprodução/TV Globo)

Em dublagens de filmes e desenhos animados você seguramente já ouviu a voz de Older Cazarré. Um exemplo muito conhecido, só para ilustrar, é o carteiro Jaiminho da série Chaves. O ator interpretou Neném Minhoca em Feijão Maravilha (1979) e Robério em Fera Radical (1988), entre outros personagens. Além disso, Cazarré integrou o elenco de uma trilogia humorística da Tupi em suas novelas das 20h30, entre 1974 e 1975. As três histórias foram O Machão, O Sheik de Ipanema e Vila do Arco, a saber. Em fevereiro de 1992, Cazarré dormia em seu apartamento em Copacabana quando foi atingido por uma bala perdida, vinda da direção da Ladeira Saint Roman. Embora tenha sido socorrido por sua companheira, o ator já chegou sem vida ao hospital. Na ocasião, Cazarré tinha 57 anos.

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Daniela Perez e o sorriso de Yasmin: ícone dos atores que foram assassinados

Daniela Perez era Yasmin em De Corpo e Alma (reprodução)

Provavelmente, Daniela Perez é o primeiro nome que vem à mente da maioria das pessoas quando pensamos em atores que foram assassinados. Aos 22 anos, ela esbanjava talento e beleza como a Yasmin da novela De Corpo e Alma, escrita por sua mãe, Glória Perez. A atriz foi morta com quase 20 golpes desferidos com objetos perfurocortantes, em dezembro de 1992. Os assassinos foram Guilherme de Pádua, colega de elenco de Daniela na novela, e a então mulher dele, Paula Thomaz. Também em virtude da pressão popular por justiça, os dois foram presos, indiciados, julgados e condenados. Ambos hoje estão livres, após passarem alguns anos na cadeia. É possível que Daniela, à época em ascensão como jovem promessa, tivesse construído uma carreira de sucesso. E que atualmente, aos 49 anos, ela ocupasse lugar de destaque em nosso cenário televisivo.

Fernando Almeida, o eterno Gildo de Vale Tudo

A geração dos anos 1980 seguramente se recorda de Fernando Almeida. Dois personagens do ator marcaram os espectadores na época. Falamos do Gibi de Livre Para Voar (1984/85) e do Gildo de Vale Tudo (1988), reprisada pelo Canal Viva recentemente. O primeiro era amigo de Pardal (Tony Ramos) na história passada em Poços de Caldas (MG). Ao passo que o segundo vendia sanduíches na praia para Raquel (Regina Duarte). Aos 29 anos, em abril de 2004, Fernando foi assassinado com dois tiros na cabeça por homens que supostamente teriam se vingado dele devido à postura inadequada que teria apresentado para com uma jovem numa festa à qual compareceu, na zona oeste do Rio de Janeiro. Fernando deixou um filho, Samuel, fruto de seu relacionamento com a produtora cultural, atriz e hoje youtuber Antônia Fontenelle.

Yara Amaral, uma das mais de 50 vítimas da imprudência e da ganância

Yara Amaral como Joana em Fera Radical, sua última novela (Divulgação/TV Globo)

Com toda a certeza, podemos dizer que Yara Amaral integra o grupo dos atores que morreram assassinados. Ela foi uma das quase 60 vítimas do naufrágio do barco Bateau Mouche, na virada de 1988 para 1989, em plena Baía de Guanabara. Yara tinha 52 anos na ocasião. E havia acabado de terminar sua participação na novela Fera Radical, de Walther Negrão. Além disso, ao longo de mais de duas décadas a atriz desenvolveu um vitorioso trabalho nos palcos e no cinema. O Bateau Mouche não estava em condições de navegar e ainda por cima levava dezenas de pessoas além do recomendado para uma embarcação de seu porte. De tal forma que não é exagero dizer que as vítimas foram assassinadas por todos aqueles que poderiam ter cumprido com suas obrigações de manutenção e fiscalização e não o fizeram.

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