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Um dos maiores sucessos da Globo, Roque Santeiro terminava há 32 anos

Publicado em 21/02/2018
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No dia 21 de fevereiro de 1986, a Globo exibia, na faixa das 20 horas, o último capítulo de Roque Santeiro, considerada a novela de maior sucesso da história da emissora. A trama de Dias Gomes foi escrita por Aguinaldo Silva, Marcílio Moraes e Joaquim de Assis, sob supervisão de Daniel Filho, e foi dirigida por Paulo Ubiratan, Jayme Monjardim, Gonzaga Blota e Marcos Paulo, com direção-geral de Paulo Ubiratan.

Roque Santeiro contava a história dos habitantes da pequena cidade de Asa Branca, um lugar que vivia às custas do mito de Roque Santeiro, um antigo morador do local com fama de milagreiro. Segundo as histórias, Roque morreu defendendo Asa Branca de um bandido, tornando-se um mártir e sendo adorado pela população, que dedica a ele uma estátua no meio da cidade. Asa Branca, então, vive a explorar a imagem de Roque, sob as mais variadas formas.

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Uma das pessoas que vive em razão da história de Roque Santeiro é Porcina (Regina Duarte), que se diz a viúva de Roque. Ela vive uma relação de amor e ódio com Sinhozinho Malta (Lima Duarte), um poderoso fazendeiro e chefe político local. Mas o engraçado casal passará por maus bocados quando o improvável acontece: Roque Santeiro (José Wilker) está vivo e retorna à Asa Branca. O mito, portanto, não passa de uma farsa: Roque fugiu de Asa Branca e todas as histórias atribuídas a ele nunca aconteceram de fato.

O retorno de Roque divide os principais figurões de Asa Branca. De um lado, todos que vivem do mito querem manter a farsa, entre eles o Padre Hipólito (Paulo Gracindo), o prefeito Florindo Abelha (Ary Fontoura) e o comerciante Zé das Medalhas (Armando Bógus). Já o padre Albano (Cláudio Cavalcanti), que possui uma postura mais libertária, luta para que a farsa seja revelada. Roque também mexe com Dona Mocinha (Lucinha Lins), noiva dele que se manteve casta após seu desaparecimento. Já Porcina, que na verdade nunca o conheceu, se aproxima e se envolve com ele, formando um triângulo amoroso com Sinhozinho Malta.

Asa Branca também se agita com a chegada de uma equipe de filmagem liderada pelo cineasta Gérson do Valle (Ewerton de Castro), que pretende fazer um filme sobre a história de Roque Santeiro. Chegam com ele a atriz Linda Bastos (Patrícia Pillar) e o ator Roberto Mathias (Fabio Junior). Outra novidade é Matilde (Yoná Magalhães), dona da Pousada do Sossego, que traz duas dançarinas do Rio de Janeiro, Ninon (Claudia Raia) e Rosaly (Isis de Oliveira), para trabalharem em sua boate Sexus. O local se torna alvo das beatas de Asa Branca, lideradas por Dona Pombinha (Eloísa Mafalda), mulher do prefeito.

Roque Santeiro foi idealizada por Dias Gomes, baseada em sua peça O Berço do Herói. A proposta era fazer uma sátira à exploração política e comercial da fé popular, fazendo de Asa Branca uma representação do Brasil. A novela, inicialmente, foi produzida em 1975, trazendo Betty Faria como Viúva Porcina, Francisco Cuoco como Roque e Lima Duarte como Sinhozinho Malta. Mas a trama, que substituiria Escalada, foi impedida de ir ao ar pela censura no dia de sua estreia, obrigando a Globo a exibir um compacto de Selva de Pedra no horário, ganhando tempo para produzir uma nova trama às pressas. Janete Clair, então, foi convocada e escreveu Pecado Capital, protagonizada pelos mesmos Betty Faria, Francisco Cuoco e Lima Duarte.

Dez anos depois, já sem a Ditadura Militar, a trama foi finalmente liberada e foi novamente produzida. Francisco Cuoco e Betty Faria não aceitaram retomar seus personagens anteriores, enquanto Lima topou viver novamente Sinhozinho Malta. Assim, José Wilker foi escalado para viver o papel-título, enquanto, segundo o Memória Globo, Sônia Braga, Vera Fischer, Marília Pêra e Fernanda Montenegro chegaram a ser sondadas para o papel de Viúva Porcina. Mas o papel foi parar nas mãos de Regina Duarte, que imprimiu um tom mais cômico e estridente à viúva, o que deu muito certo. Regina, então, se livrava da imagem de mocinha que a acompanhava desde sua estreia na televisão.

Ainda segundo o Memória Globo, além de Lima Duarte, outros atores da versão original retomaram seus personagens na nova versão, como João Carlos Barroso (Jiló), Luiz Armando Queiroz (Tito) e Ilva Niño (a empregada Mina). Outros atores também retornaram, mas com novos personagens, como Milton Gonçalves, que viveria o Padre Hipólito, mas que retornou como um promotor público; ou Elizângela, que vivia a personagem Tânia em 1975 (papel que ficou com Lídia Brondi na nova versão), e que retornou como Marilda, esposa de Roberto Mathias. Maurício Mattar, Claudia Raia e Patrícia Pillar estrearam em novelas em Roque Santeiro.

Em entrevista ao Memória Globo, o autor Aguinaldo Silva contou que Dias Gomes escreveu Roque Santeiro até o capítulo 40, passando o bastão para ele logo depois. Silva, então, assumiu o texto com a colaboração dos autores Marcílio Morais e Joaquim de Assis, e da pesquisadora Lilian Garcia. Silva disse ainda que, quase no final da trama, no capítulo 163, Dias Gomes declarou que gostaria de finalizar a novela, e acabou escrevendo os capítulos finais.

Inspirado em Casablanca, o final de Roque Santeiro explorou a dúvida sobre o destino de Viúva Porcina, dividida entre Roque, que fora convencido a deixar a cidade novamente, e Sinhozinho Malta. Porcina, então, aparecia diante do avião que levaria Roque sem saber se embarcaria com ele, ou ficaria ali com Sinhozinho Malta. Para manter o suspense, foram gravados dois finais, com Porcina embarcando no avião ou não. No final exibido, ela permaneceu ao lado de Sinhozinho Malta, enquanto Roque Santeiro vai embora. Mas o final alternativo foi exibido pelo Fantástico depois do fim da novela.

Segundo matéria do portal Terra, publicada em 25 de abril de 2009, Roque Santeiro foi a novela mais vista da história da Globo, com média de 67 pontos no Ibope. A Globo reprisou a novela duas vezes: em 1991, na Sessão Aventura, e em 2000, no Vale a Pena Ver de Novo. Roque Santeiro também foi exibida no canal Viva no ano de 2011.

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Relembre a abertura de Roque Santeiro:

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