SBT: algumas novelas marcantes dos 39 anos da emissora

Trajetória da emissora de Silvio Santos na teledramaturgia ficou marcada pelas histórias mexicanas

Publicado há 3 meses
Por Fábio Costa
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Nos 39 anos do SBT, hoje é dia de relembrar algumas novelas marcantes da trajetória da emissora. Já foram exibidas cerca de 150 novelas pelo canal, entre produções nacionais e estrangeiras.

Histórias latinas, especialmente mexicanas, além das voltadas para o público infantojuvenil, fazem a glória do público do SBT desde 1982, quando foram ao ar as primeiras novelas da casa.

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Original de Marisa Garrido adaptado por Raimundo Lopes e Crayton Sarzy, Destino estreou em 5 de abril daquele ano. No mesmo dia estreou a primeira mexicana dublada: Os Ricos Também Choram, de Inés Rodena.

Abaixo, algumas novelas marcantes na história do SBT, sucessos da casa que estão no imaginário do seu público. Desconsideradas aqui as infantis da safra recente, justamente porque recentes e reprisadas ainda frescas.

Por fim, o mesmo para Éramos Seis (1994), hors concours em termos de novelas do canal de Silvio Santos. E para as versões mexicanas originais das infantis refeitas por aqui.

Chispita

Lucero na época de Chispita e, adulta, como a estrela de A Dona (Divulgação/SBT)

Ao longo dos anos 1980 e 1990, essa novela foi exibida pelo SBT algumas vezes, tendo a primeira sido em 1984. A protagonista Isabel (vivida pela então criança Lucero) era uma órfã, que vai morar na casa de um milionário e tem de conviver com a mimada filha biológica dele, uma menina triste. Isabel desejava encontrar sua mãe, que após sofrer um grave acidente perdera a memória e não se lembrava de que tinha uma filha.

Vida Roubada

Após quase dois anos produzindo apenas novelas curtas, focadas numa trama única, o SBT investiu numa história mais longa no final de 1983. Vida Roubada também era baseada num original de Marisa Garrido como a maioria das outras novelas da casa até então – A Força do Amor, A Leoa, Acorrentada etc.

A protagonista era Alice (Suzy Camacho), jovem obrigada pela falsa amiga Hilda (Eliane Giardini), sua colega de colégio interno, a assumir seu lugar perante a família numa propriedade rural. As marcas deixadas por Hilda no local não são nada positivas, e Alice paga pelos malfeitos dela.

No entanto, acaba conquistando o respeito de todos e o amor do administrador, Carlos (Fausto Rocha). Só que a verdadeira Hilda surge para reassumir sua posição e desmoralizá-la. O tema de abertura foi uma das últimas gravações do cantor Altemar Dutra, que faleceu na época da estreia.

As Pupilas do Senhor Reitor

No final de 1994, dando prosseguimento à retomada do núcleo de dramaturgia sob o comando de Nilton Travesso, o SBT estreou essa novela. Baseada na obra de Júlio Dinis, partia de uma adaptação feita por Lauro César Muniz para a Record em 1970.

Numa aldeia de Portugal do século 19, as órfãs Guida (Débora Bloch) e Clara (Luciana Braga) se envolvem amorosamente com dois irmãos. Daniel (Eduardo Moscovis) é médico, ao passo que Pedro (Tuca Andrada) ficou no campo ajudando o pai, José das Dornas (Elias Gleizer).

A bela reconstituição de época e a linda abertura, com o olhar do Padre Antônio (Juca de Oliveira) – o tal “Senhor Reitor” – pela aldeia, marcaram o público.

Trilogia das Marias

Maria Mercedes, Marimar e Maria do Bairro são novelas diferentes, mas que guardam muitas semelhanças entre si. Foram exibidas no México entre 1992 e 1996, e o SBT as transmitiu no Brasil entre 1996 e 1998.

Todas trouxeram Thalía interpretando moças de origem pobre, que ascendem socialmente por herança ou casamento. Elas enfrentam preconceitos e intrigas das vilãs, apaixonadas por seus pares românticos – Arturo Peniche, Eduardo Capetillo e Fernando Colunga, respectivamente.

Maria Mercedes foi exibida três vezes pelo SBT: em 1996, 1997 e 2012. Marimar foi ao ar na emissora em 1996/97 e reprisada em 1998 (apenas por duas semanas), 2004, 2011/12 e 2013. Ao passo que Maria do Bairro, desde a primeira vez em 1997, já deu as caras outras seis (!) vezes no SBT. A saber, as reprises ocorreram em 1997/98, 2004, 2007/08, 2012, 2013 e 2015/16. 

Posto que a reprise mais recente foi ao ar apenas nas praças que não apresentavam programas locais e seguiam a cabeça de rede, a novela foi ao ar seis vezes em rede nacional ao longo de 16 anos. Até agora.

E não só as produções da Televisa foram exibidas várias vezes, como Maria Mercedes ganhou uma versão brasileira em 2007. Maria Esperança, com Bárbara Paz, foi a tentativa de emplacar remakes de toda a trilogia. Mas que ficou só na primeira.

Pérola Negra

Original argentino de Enrique Torres adaptado em 1997 por Henrique Zambelli, Pérola Negra se tornou um símbolo das tardes do SBT. Exibida pela primeira vez já depois de totalmente gravada, em 1998/99, fez muito sucesso nas reapresentações vespertinas. Até agora já foram três: em 2004/05, em 2010/11 e em 2015. As duas primeiras reprises tiveram mais capítulos que a versão inédita, inclusive.

Trata-se de outra história de troca de lugar entre duas mulheres. Pérola (Patrícia de Sabrit) supõe-se órfã e acaba assumindo o posto de Eva (Vanusa Spindler), sua amiga de internato. Eva é neta da irascível Rosália Pacheco Oliveira (Maximira Figueiredo), milionária cega e amarga.

Pérola vai morar com a família de Eva em nome do pequeno Carlinhos (Giovane Paravela), filho de sua amiga com o conquistador Tomás (Dalton Vigh), pelo qual, aliás, Pérola também se apaixona.

A Usurpadora

Outra novela mexicana histórica, das várias que alcançaram êxito na tela do SBT. E também exaustivamente reprisada. As sósias Paola e Paulina (Gabriela Spanic) se conhecem e a primeira paga a segunda para assumir seu lugar junto à sua família, os Bracho, durante um ano.

Seu objetivo é seguir pelo mundo de caso em caso. Mas é claro que Paola acaba voltando para o convívio de todos quando Paulina já os conquistou. Especialmente ao marido Carlos Daniel (Fernando Colunga).

A primeira exibição ocorreu em 1999 e desde então houve retornos em 2000, 2005, 2007, 2013, 2015 e 2016. Esta última reprise não obteve resultados muito bons, então a julgar por ela talvez dessa vez demore um pouco para que A Usurpadora seja novamente apresentada.

Canavial de Paixões

“Incêndio no canaaavial…” Em outubro de 2003 o SBT estreou esta novela de grande sucesso, baseada em original de Caridad Bravo Adams. Débora Duarte deu vida à amargurada Teresa, que não admitia o romance do filho Paulo (Gustavo Haddad) com Clara (Bianca Castanho).

Ela acreditava que a mãe de Clara, Débora (Cláudia Ohana), anteriormente tivera um caso com seu marido Amador (Victor Fasano). Também já ganhou três reprises até aqui: em 2005/06, em 2010 (quando teve 87 capítulos ao invés dos 60 prometidos na estreia) e 2012.

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