Record TV é condenada a pagar indenização por noticiar que mulher forjou carta de suicídio

Publicado há um ano
Por Gabriel Vaquer
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A Record TV foi condenada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, através da Comarca de Dois Irmãos (RS), a pagar uma indenização de R$ 30 mil para a ex-secretária do médico Leandro Boldrine, Andressa Wagner, por dano moral. A emissora propagou uma notícia falsa e atribuiu a Andressa a carta deixada por Odilaine Uglione, mãe do menino Bernardo Boldrini, morto em 2014 pelo pai.

O caso teve grande repercussão pelo Brasil e motivou uma reportagem da emissora sobre a morte da mãe, que cometeu suicídio em 2010. Odilaine deixou uma carta póstuma antes de cometer o ato. Segundo os autos, aos quais o Observatório da Televisão teve acesso, a emissora paulista contactou o grafocopista Marco Baptista para analisar a carta deixada pela mãe de Bernardo.

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No seu laudo, Baptista disse que Andressa Wagner foi quem escreveu a carta e não Odilaine. Tal laudo foi noticiado a exaustão por vários noticiários da emissora, como Balanço Geral e Jornal da Record. Com a repercussão feita pela emissora, o tal laudo também virou notícia em vários veículos do Brasil.

O fato fez Andressa entrar com um processo contra a emissora, porque uma prova técnica pedida pela polícia confirmou a veracidade da carta escrita pela mãe de Bernardo. Andressa argumentou que a notícia falsa lhe trouxe muitos transtornos na vida. Ela teve de mudar de casa e cidade para não sofrer com retaliações das pessoas na rua.

O juiz Miguel Carpi Nejar, da Comarca de Dois Irmãos (RS), que julgou o caso, aceitou o argumento. Na decisão, o magistrado disse que “a requerente teve seu nome divulgado em programa de grande circulação, e, após, reproduzido na imprensa de todo o país”.

Com isso, fixou indenização em R$ 30 mil. No entanto, a decisão é em primeira instância. A Record TV pode recorrer da sentença em esferas maiores da Justiça Brasileira.

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