No The Noite, Luisa Marilac recorda agressão com facadas que sofreu em São Paulo: “Cheguei a ficar em coma”

Publicado há 2 anos
Por Greicehelen Santana
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Nesta terça-feira (16), Luisa Marilac é a entrevistada de Danilo Gentili no programa The Noite, do SBT. Lançando o livro Eu, Travesti, a convidada comenta sobre sua história de vida, o atentado que sofreu em São Paulo e o período de prostituição na Europa.

As pessoas acham que toda travesti se vitimiza. Eu queria dar voz a quem não pode falar. Falo de amor, tráfico internacional, filme pornô...”, afirma a moça. Luisa ficou famosa após um vídeo seu viralizar na internet. Nas imagens, ela aparece tomando um drink na piscina e falando o inesquecível bordão: ‘E teve boatos que eu ainda estava na pior’.

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Coloquei em 2010, ficou um
ano parado, depois me ligaram falando que bombou. Entrei em depressão, tentei
tirar do ar. A história era para dizer para um ex-marido – que me roubou – que
eu estava bem. Foi o que me deu força, porque sou tímida
”, explica,
completando em seguida: “Deus, aquele dia, olhou para mim dentro daquela
piscina
”.

Ela também conta que o ex chegou a entrar em contato após o episódio e revela: “perdoei. Sou apaixonada por ele até hoje”. Sobre sua identificação, Marilac declara: “desde que me entendo por gente. Minha mãe saía para trabalhar e eu já começava a vestir a roupa dela e dançar ‘A Rainha da Sucata’”.

Momentos difíceis

Ainda na conversa com Gentili, Luisa
relembra um episódio terrível de sua história, quando era adolescente recém-chegada
a São Paulo e foi golpeada com facadas. “Cheguei a ficar em coma. Tinha
acabado de chegar do interior de Minas, estava sentada em um bar com amigos. Só
senti minhas costas queimarem
”.

Luisa ainda continua: “a
travesti no nosso país, infelizmente, não tem o direito de ir e vir. A
expectativa de vida para mulheres como eu é de 35 anos
”. A respeito de ter ido
para a Europa e se prostituído, conta: “nunca gostei da prostituição. É
diferente você se prostituir e gostar de sexo. Nunca tive a oportunidade de ter
carteira assinada
”.

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