Há 19 anos, estreava a novela Suave Veneno

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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No dia 18 de janeiro de 1999, estreava a novela Suave Veneno. Escrita por Aguinaldo Silva, a trama não fez o sucesso esperado, mas é lembrada até hoje em razão de sua vilã, Maria Regina, vivida por Letícia Spiller. A megera segue apontada como uma das mais pérfidas (e caricatas) vilãs da teledramaturgia brasileira.

Suave Veneno girava em torno de Waldomiro Cerqueira (José Wilker), um poderoso empresário, conhecido como “imperador do mármore”. Proprietário da Marmoreal, ele foi casado com Eleonor (Irene Ravache) e tem três filhas: Maria Regina (Letícia Spiller), Maria Antônia (Vanessa Lóes) e Márcia Eduarda (Luana Piovani). A primogênita é, também, sua inimiga, já que os dois destoam dos planos envolvendo a Marmoreal, e Maria Regina vive a armar para prejudicar o pai e se dar bem.

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Quando Waldomiro se envolve num acidente no qual atropela Inês (Gloria Pires), uma mulher desmemoriada, se vê obrigado a cuidar dela. Assim, ele a leva para casa, o que gera um sério conflito, já que Eleonor e suas filhas não aceitam a protegida do pai. E Waldomiro e Inês realmente se envolvem, fazendo Maria Regina se enfurecer mais ainda, temendo que Inês ameace sua fortuna.

Entretanto, mais adiante, a verdade é revelada: Inês, na verdade, fazia parte de um plano de vingança orquestrado pela advogada Clarice Ribeiro (Patrícia França), sua filha bastarda da qual ele nem sabia da existência. Quando Inês desaparece, juntamente com valiosos diamantes, Waldomiro acaba perdendo a presidência da Marmoreal para Maria Regina, enquanto Clarice é misteriosamente assassinada. Já Waldomiro acaba reencontrando Inês, mas num contexto completamente diferente: ela se chama Lavínia, uma moça humilde que vive num bairro do Rio de Janeiro, e nega que seja Inês.

Acostumado com tramas interioranas e cheias de realismo fantástico, Aguinaldo Silva se aventurou numa trama urbana com Suave Veneno. Para isso, o novelista se inspirou em Rei Lear, de William Shakespeare, peça na qual o rei da Bretanha decide dividir o reino entre suas três filhas. A ideia do autor era fazer uma trama movimentada, com muitas viradas ao longo da obra que reconfigurariam toda a história. Mas a trama começou muito confusa e o público acabou não comprando a ideia, fazendo com que Suave Veneno se tornasse uma das menores audiências do horário até então.

Para salvar a novela, Aguinaldo Silva acabou fazendo algumas alterações na história. A principal mudança foi a história de Clarice. A princípio, Clarice não morreria e sua vingança iria mais adiante, com a personagem assumindo a Marmoreal e disputando a presidência com Maria Regina. Mas optou-se pela morte da personagem, instalando o mistério sobre seu assassinato.

A vilã Maria Regina fez muito sucesso em Suave Veneno. Atirando contra tudo e todos, a malvada tratava seus desafetos com apelidos criativos, desferindo as melhores frases da novela. E quem “surfou” no sucesso da vilã foi Maria Paula, do Casseta & Planeta, que a imitava na sátira Suado Moreno. A versão “casseta” da vilã fez tanto sucesso, que Letícia Spiller chegou a gravar uma participação no humorístico, contracenando com seu “clone”. Outros personagens de sucesso foram a fogosa e misteriosa Carlota Valdez (Betty Faria), a “maria chuteira” Marina (Deborah Secco), e o guru Uálber Cañedo (Diogo Vilela), que previa o futuro sempre acompanhado de seu amigo e assistente Edilberto (Luís Carlos Tourinho). Destaque também para o pintor Eliseu (Rodrigo Santoro), um protegido de Eleonor, que acaba se envolvendo com a filha dela, Márcia.

Com 209 capítulos, Suave Veneno foi escrita por Aguinaldo Silva com colaboração de Ângela Carneiro, Maria Helena Nascimento, Filipe Miguez, Fernando Rebello e Marília Garcia. Teve direção de Marcos Schechtman, Alexandre Avancini e Moacyr Góes, com direção-geral de Ricardo Waddington e Marcos Schechtman, e direção de núcleo de Ricardo Waddington e Daniel Filho.

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Relembre a abertura de Suave Veneno:

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