Gabz, de Malhação, comenta o racismo que já viveu: “É bizarro o quanto a gente só naturalizou esse sofrimento”

Publicado há 9 meses
Por João Paulo Reis
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Em Malhação: Toda Forma de Amar, a atriz e cantora Gabz dá vida à Jaqueline, uma jovem da periferia de Caxias, cidade fictícia que na trama faz parte da região metropolitana do Rio de Janeiro. Empoderada, e militante, a jovem luta pelos seus ideais, sobretudo no que diz respeito à questão dos negros no país. Numa sequência levada ao ar há alguns dias, ela discutia com Thiago, seu namorado sobre a situação.

Depois de defender um rapaz
negro da truculência policial num ônibus, ela contou ao namorado que se
posicionou contrário a ela. “Quando você
é jovem, negro e pobre, você já sai de casa com crachá de bandido”
, disse
Jaqueline, e Thiago rebateu: “Eu não
vejo racismo, e intolerância da polícia com esses jovens negros de periferia,
eu não vejo, mas vejo muita intolerância de movimentos que ficam de mimimi
defendendo bandido”
, disse ele.

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O namoro dos personagens acabou, e atriz comentou a situação do jovem negro no país a pedido do site Gshow: “Eu tenho um irmão, sabe? Já aconteceu muitas vezes de a gente ficar em casa querendo morrer porque a gente não sabia onde o meu irmão tava. (…) Ele já foi confundido com uma pessoa e quase morto! Isso acontece, assim, diariamente. É uma parada que é cotidiana e é bizarro o quanto a gente só naturalizou esse sofrimento”, contou.

Ela ainda falou sobre o
papel da mulher negra, sempre sexualidade, e preterida: “Eu, na idade da Jaqueline, aquilo que ela vivia, de ter um garoto
assim atrás dela, não acontecia comigo com nenhum garoto, seja ele amarelo,
azul… não acontecia […] Ela foi preterida várias vezes. É bom lembrar que o
primeiro relacionamento dela ali com o Daniel (Hugo Moura), o menino não
assumia ela, não, queridos. Ele não assumia ela!”

A atriz ainda criticou as
pessoas brancas que tentam minimizar a negritude, como se chamar alguém de ‘moreno’,
ou dizer que a pessoa tem traços brancos fosse um tipo de elogio. “As pessoas sempre querem falar assim:
‘nossa, você é negra, mas o seu nariz é fino’. Elas acham o ápice, a coisa
maravilhosa, tentam sempre buscar qualquer ponto que seja mais parecido com uma
coisa branca ali em você para ser um elogio. E isso é muito pesado”
,
explica a jovem de apenas 20 anos.

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