Drauzio Varella conta a Bial detalhes de Presidiárias nesta sexta-feira

Publicado há 4 anos
Por Endrigo Annyston
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O sistema carcerário brasileiro é o quarto maior do mundo, com mais de 600 mil presos. Apesar dessa magnitude, são poucas as pessoas que, de fato, conhecem essa realidade. Uma delas é Drauzio Varella, médico e escritor que realiza trabalho voluntário em penitenciárias há quase 30 anos. “Para entender a cadeia, é preciso passar um bom tempo junto com eles, os presos”, afirma no ‘Conversa com Bial’ desta sexta-feira, dia 12.

Conhecedor do tema, ele já escreveu os livros “Estação Carandiru” e “Carcereiros”, que inspirou a série homônima com estreia prevista para o dia 8 de junho pelo Globo Play. Agora, lança o último livro da trilogia: “Presidiárias”. Nele, conta suas experiências de mais de 10 anos atuando em penitenciárias femininas. “O primeiro sinal de que você está em um presídio feminino é o tamanho da fila em dia de visita. As detentas são abandonadas pelos namorados, maridos, pelas mães. Os homens visitam muito pouco as mulheres”, comenta Drauzio.

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Tanto a experiência de vida como a experiência profissional levam o médico a refletir sobre um aspecto crucial na vida das mulheres, presas ou não: a liberdade. “Toda mulher é aprisionada de alguma forma, desde sempre. Ela é limitada pela família, tem que se comportar de maneira diferente, não pode andar sozinha na rua quando for muito tarde. A cadeia é o único lugar em que a mulher tem liberdade sexual”, ressalta Drauzio.

Exibido após o ‘Jornal da Globo’, ‘Conversa com Bial’ tem direção artística de Monica Almeida e direção de conteúdo de Ingo Ostrovsky.

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