Dia da Televisão: Veja 10 programas que se tornaram icônicos na TV brasileira

Publicado há 3 anos
Por João Paulo Reis
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Nesta sexta-feira (11) é comemorado o Dia da Televisão, data escolhida devido ao Dia de Santa Clara de Assis, considerada a padroeira da TV. Inaugurada em 1950, a TV brasileira contou com uma infinidade de programas, dentre os quais alguns se tornaram icônicos. Veja:

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Repórter Esso (Reprodução)

Repórter Esso

O clássico programa jornalístico que já era sucesso no rádio desde 1941, passou a ser apresentado na TV Tupi a partir de 1952 rebatizado de O Seu Repórter Esso, mantendo sua chamada: “E atenção, muita atenção! Aqui fala o seu ‘Repórter Esso’, testemunha ocular da História”, até o ano de 1970, quando saiu do ar. Apresentado em diversas praças, o jornal tinha diferentes versões em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre. Lembrado até hoje como um dos mais populares telejornais do Brasil, ele fez história nos meios de comunicação.

Cid Moreira e Silvio Santos no Programa Silvio Santos na Globo (Divulação/ TV Globo)

Programa Silvio Santos

Quem assiste ao Programa Silvio Santos todos os domingos às vezes nem imagina que se trata de um clássico nascido na década de 60. Inicialmente exibido pela TV Paulista com o nome de Vamos Brincar de Forca, a atração passou a se chamar Programa Silvio Santos em 1963. Em 1965, após a compra da TV Paulista por Roberto Marinho, o programa continuou sendo apresentado na Rede Globo, chegando a alcançar 89 pontos de audiência no ano de 1969, quando passou também a ser transmitido no Rio de Janeiro. O formato do programa era basicamente o mesmo, com brincadeiras, gincanas no palco, e distribuição de prêmios, e foi transmitido posteriormente pela Rede Tupi, TV Record, e TVS, migrando então para o SBT após sua criação em 1980.

Jornal Nacional (Reprodução/TV Globo)

Jornal Nacional

O Jornal Nacional foi o primeiro programa a ser transmitido em rede nacional, criado em 1969 para competir com o Repórter Esso, era exibido às 19h45m apresentado por Hilton Gomes e Cid Moreira. Diferente de seu concorrente, o JN abria o programa com as notícias mais quentes, para assim segurar o telespectador no início. Em 1972, o telejornal passou a ser apresentador por Cid Moreira e Sérgio Chapelin até 1983. Depois desta data aconteceu um revezamento entre apresentadores, até a entrada de William Bonner em 1996.

César Filho e Isabela Garcia comandavam o Globo de Ouro no final dos anos 80 (Divulgação/ TV Globo)

Globo de Ouro

O programa musical estrou em 1972 com o título Globo de Ouro – A Super Parada Mensal, e reunia os 10 artistas donos das músicas mais tocadas nas estações de rádio a cada mês. Em 1976, com a saída de Silvio Santos da Globo, o Globo de Ouro deixou de ser exibido às quartas-feiras e passou a ser exibido aos domingos. Em 1988, após 3 meses fora do ar, o programa que era sucesso de audiência passou a ser semanal, ganhando paradas com ranking nacional e regional. A última exibição do programa aconteceu em 1990.

Abelardo Barbosa, o Chacrinha (arquivo)

Cassino do Chacrinha

Chacrinha é ainda considerado um dos maiores apresentadores da televisão brasileira. Seus programas foram sucesso, e seu bordões permanecem na memória dos mais antigos até hoje. José Abelardo Barbosa iniciou sua carreira na TV em 1956 na TV Tupi, e em 1967 migrou para a Globo onde comandava dois programas semanais: Buzina do Chacrinha, uma espécie de show de calouros, e Discoteca do Chacrinha, onde ele recebia artistas para apresentações musicais. Após nova passagem pela TV Tupi e TV Bandeirantes, o apresentador voltou à Globo em 1982 onde uniu seus dois programas anteriores em um só criando o Cassino do Chacrinha, que fez enorme sucesso nas tardes de sábado.

Os Trapalhões (Divulgação)

Os Trapalhões

Sucesso na TV Tupi, o quarteto Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, desembarcaram na TV Globo em 1977, com um programa fixo aos domingos, sempre antes do Fantástico. Com esquetes de humor pastelão, e de apelo visual, os quatro rapazes se tornaram sucesso de público, ficando no ar por cerca de 18 anos. Ao longo do programa foram acrescentadas além de esquetes, paródias musicais de grandes sucessos radiofônicos do momento, apresentações musicais gravadas num estúdio com plateia. Em 1983 o quarteto chegou a se separar (período em que Renato Aragão apresentou o programa sozinho), voltando em 1984.

Porcina e Sinhozinho Malta (Divulgação)

Roque Santeiro

A novela Roque Santeiro foi considerada um marco na televisão brasileira ao alcançar quase 100 pontos de audiência. A história sobre o falso santo seria exibida inicialmente em 1975 e estava com cerca de 30 capítulos gravados quando foi censurada e impedida de ir ao ar. 10 anos depois, Regina Duarte, José Wilker e Lima Duarte estrelaram a nova versão que caiu no gosto do público, sendo a primeira novela escrita por Dias Gomes para o horário das 20h. A novela ganhou duas reprises na Globo, em 1991 e 2000, e foi ainda reapresentada no Canal Viva em 2011, apenas 1 ano depois de ter sua versão em DVD lançada pela Globo Marcas.

Xuxa no Xou da Xuxa (Divulgação/ TV Globo)

Xou da Xuxa

Programa infantil de maior sucesso da Rede Globo de todos os tempos, o Xou da Xuxa elevou o status de Xuxa Meneghel a Rainha dos Baixinhos. Gravado num estúdio com cerca de 200 crianças, a atração exibida de segunda a sexta contava com números musicais, brincadeiras, quadros especiais, números circenses e exibição de desenhos animados. O programa foi exibido de 1986 até 1992. Durante o ano de 1993, a Globo exibiu especiais com os melhores momentos do programa.

Elenco do Castelo Rá-Tim-Bum (divulgação)

Castelo Rá Tim Bum

Tendo marcado diversas gerações de crianças, o Castelo Rá Tim Bum foi o programa infantil sucessor do Rá Tim Bum, de 1990. Em formato de seriado, conquistou as crianças com seus personagens diversos em 90 episódios exibidos de 1994 a 1997, se tornando o programa infantil com o orçamento mais caro já produzido pela TV Cultura. O caráter lúdico do programa agradou crianças e seus pais, e é exibido até hoje. Uma exposição com os cenários do programa foi montada no Museu da Imagem e do Som em São Paulo em 2015, e uma exposição maior tendo inclusive o formato do castelo, continua aberta no Museu da América Latina em São Paulo até o dia 30 de setembro.

Carminha e Nina em Avenida Brasil (Divulgação)

Avenida Brasil

Em 2012, quando o público começou a acreditar que o formato novela estava fadado ao fracasso surgiu Avenida Brasil, escrita por João Emanuel Carneiro, a novela tirou o foco de cima do casal romântico típico de folhetim, e colocou uma vingança em sua espinha dorsal. Além do núcleo principal, a novela se tornou febre nas redes sociais tanto por sua linguagem, como por personagens comuns a Classe C, aproximando a trama do público que se via representado por ela. Com uma infinidade de memes extraídos da novela, o público elegeu Adriana Esteves como sua nova queridinha devido a seu desempenho como a vilã humanizada, Carminha. Avenida Brasil também se tornou referência para o autor João Emanuel Carneiro, que viu sua novela seguinte, A Regra do Jogo ser vendida pela Globo como “do mesmo autor de Avenida Brasil”. Sucesso em outros países, o final da trama na Argentina pôde ser acompanhado por um telão num estádio de futebol.

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