Após Bolsonaro disparar contra a imprensa, âncora da CNN Brasil define: “Bom humor”

Daniela Lima faz análise mais crítica sobre a fala do presidente

Publicado há 6 meses
Por Renan Vieira
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O presidente da República Jair Bolsonaro conversou com a imprensa no início da noite desta quinta-feira (26). Foi uma coletiva informal, do lado de fora do Palácio do Alvorada, em Brasília (DF). A CNN Brasil mostrou a entrevista ao vivo, na íntegra. Durante a conversa, o mandatário soltou falas polêmicas e criticou muito a imprensa.

Um jornalista o questionou sobre o fato de pessoas com menos de 40 anos terem morrido depois de diagnosticadas com Covid-19, o novo coronavírus. “Quantos jovens? Qual o percentual? Se você não sabe, não faça a pergunta para mim! Se você não sabe, não faça a pergunta para mim”, disparou Bolsonaro, impedindo o repórter de argumentar.

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“Agora, o pânico é uma doença! Isso foi massificado no mundo todo. No Brasil, não foi diferente”, afirmou ele, confirmando que conversou com empresários e está preocupado com o aumento do desemprego, que seria, de acordo com o presidente, uma onda pior do que o próprio vírus.

“Anteontem, foi uma desgraça, segundo a mídia, o meu pronunciamento. Apanhei, estava 70% contra a minha pessoa, nas mídias sociais, já mudou. O povo foi enganado, foi enganado, esse tempo todo sobre o vírus”, continuou o presidente, mencionando outra vez a palavra ‘histeria’, sobre a preocupação pública com a crise sanitária.

Bolsonaro em coletiva na CNN (Reprodução)

Na sequência, foi enfático com os repórteres: “Quando pararem com a palavra ‘recua’ para mim, eu começo a conversar com vocês”. Depois, um jornalista pergunta sobre o exame dele e o presidente reage: “Por que você quer saber? Você dorme comigo? Você dorme comigo? Ah, pelo amor de Deus! Poxa, eu estou bem, tranquilo, nunca tive problema, não. Já pensou que bonito? Que prato feito para imprensa se eu estivesse infectado? Não estou, é minha palavra. Minha palavra vale mais do que um pedaço de papel”.

“Quer ver uma coisa, de três, quatro anos para cá, eu já me submeti a medicamento de farmácia de manipulação. Eu falava com o médico: ‘Bota outro nome. Botar meu nome, Jair Bolsonaro, o cara vai manipular um negócio qualquer para mim. Olha o risco que estou correndo’. Eu poderia botar meu nome? Aqui é a mesma coisa. Quando faço um exame nosso aqui, tem um código que é feito e, depois, retorna”, disparou para explicar que não vai divulgar seu exame.

Questionado sobre o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que rompeu com ele depois do pronunciamento de terça-feira (24), Bolsonaro disse que não falaria a respeito. “O dia que eu conversar pessoalmente com ele, eu acho que tudo vai estar esquecido e a gente vai continuar namorando, ‘heteramente’ falando”, afirmou aos risos.

“Mais alguma coisa aí, pessoal? Vai dormir comigo ou não? É brincadeira, desculpe aí. Valeu, pessoal. Obrigado”, concluiu o mandatário. Na sequência, o jornal CNN 360 voltou para o estúdio e os âncoras Daniela Lima e Reinaldo Gottino passaram a avaliar a fala de Bolsonaro.

Bolsonaro em coletiva na CNN Brasil (Reprodução)

“Olha, Daniela Lima, entrevista coletiva do presidente da República, Jair Bolsonaro, demonstrando um bom humor, como há muito tempo a gente não via”, avaliou Reinaldo Gottino, mesmo com as críticas à imprensa.

E continuou: “Fez ali diversas brincadeiras, diz que quer retomar a atividade econômica, está antenado com a repercussão na internet. A hashtag #ChegaDeQuarentena é um dos assuntos mais comentados, as pessoas estão escrevendo sobre isso, diz que o isolamento vertical tem que começar dentro de casa com a família, poupou críticas ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado, está otimista com o uso da medicação hidroxicloroquina. Essas são minhas anotações principais”.

Bolsonaro em coletiva na CNN (Reprodução)

No final, Daniela Lima alertou sobre as derrapadas do presidente. “Ele voltou a fazer propaganda da cloroquina, mesmo depois de ontem. A gente acompanhou a equipe técnica, do Ministério da Saúde, fazendo diversas ressalvas ao uso dessa medicação. Ela está restrita a pacientes em estado grave e internados em hospitais. Não é para ninguém sair procurando cloroquina no mercado para tomar em casa”, avaliou a âncora.  

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