Sucesso como o Clóvis em Segundo Sol, ator Luis Lobianco relembra fase difícil: “Já passei todas as dificuldades”

Publicado há 3 anos
Por Cadu Safner
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Por André Romano

Vivendo uma de suas melhores fases na carreira, o ator Luis Lobianco vem ganhando o coração do público dando vida ao personagem Clóvis, de Segundo Sol. O folhetim de João Emanuel Carneiro é a primeira novela que Lobianco trabalha. Em entrevista o ator contou um pouco de sua trajetória, falou da experiência que vem adquirindo com o personagem e muito mais.

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Como você avalia o Clóvis?

O Clóvis é muito familiar. Eu costumo dizer que toda a família tem um Clovis. É aquele típico cara que vai ficando na casa dos pais quando todo mundo foi se achando e construindo sua família, ele foi ficando. Ele é muito infantil, ingênuo e acredita neste talento dele. Muita gente diz que ele não tem talento, mas, talvez o talento dele seja pra outra coisa, talvez pro humor.

Tem uma cena que a Naná diz que ele é espontâneo. Alguma coisa ele tem, não que ele não seja artistas, ele apenas não se achou ainda. Ele é uma figura que causa muita empatia. Meu termômetro é sempre a feira, eu vou na feira toda a semana. As pessoas comentam e eu sinto que ele está sendo abraçado pelo povo.

Remy deu a entender que ele tem algum problema, que ele não batia bem. Você sente algo assim no Clóvis ou é só uma ingenuidade?

É só ingenuidade! tem uma coisa do Remy com o pai. O Clóvis sempre foi tratado como café com leite. Não está nem na sinopse, é coisa da minha cabeça. Talvez tenha sido um filho que não foi planejado.

Luis Lobianco é Clóvis em Segundo Sol (Divulgação: Rede Globo)

Ator confessa que sente pena de seu personagem por tanta ingenuidade

A chegada da Gorete causa uma viarada na história dele, oq eu você tem achado disso?

Sim, tem essa virada, ele se interessa pela Gorete e é amor a primeira vista. Além de linda ele encontra nela este lado musical também. De cara ele fica apaixonado e é uma oportunidade dele fazer sua família. E ela ainda vem com filho, né, então, pra ele está tudo legal. Ela é muito sozinha, ela veio do interior, existe uma afinidade artística e pessoal além da paixão e isso mexe muito com ele e o deixa muito feliz. Dá até pena!

É sua primeira novela. O que você está achando deste produto?

Eu estou adorando porque a novela é um sucesso. Mas o sucesso não é à toa, a gente começou a gravar em Janeiro, a gente sabe que o João gosta de uma equipe harmônica. Desde o início fui muito bem acolhido e recebido. Fiz muita coisa no teatro e na TV a cabo, mas nunca fiz novelas. Tive uma expectativa de como seria, pesquisei muito, fui muito a fundo nesta história que estamos contando.

Estou feliz, morro de rir junto com todos, Ensaiamos, nós do elenco marcamos de nos encontrar e bater textos, que é algo que o pessoal das antigas são quem faziam. O João é um cara incrível, o que ele escreve tem uma qualidade, ele mostra um personagem inteiro sem que o personagem fale sobre ele. Você entende cada relação com cada personagem. Cada capítulo tem duas ou três viradas. É incrível. Fico muito feliz de trabalhar deste jeito. Cheguei muito bem e do jeito que eu queria.

Luis Lobianco é Clóvis em Segundo Sol (Divulgação: Rede Globo)

O ator fala da relação do personagem com o pai após a chegada de Gorete e com a música

Como fica a relação dele com o pai depois que ele começa a se relacionar com a Gorete?

A princípio ele não entende a implicância que o pai tem com Gorete. Eu acho que pra ele vai ser um baque.

E sobre a relação dele com a música?

Eu não estou fazendo ele desafinando, estou fazendo ele exagerado. Ele sabe cantar, mas ele é exagerado. Peca muito pelo excesso. A música Para Pá Pá é sucesso. Já recebi vídeos de festa onde tocaram a música. Qualquer hora a Ivete Sangalo vai gravar e cantar no Carnaval.

Luis Lobianco abre seu coração e revela momentos difíceis em sua trajetória

Existiu algum momento em que você já teve medo de fracassar na carreira?

Praticamente a vida toda. Na adolescência foi algo legal, eu convivia com grupos de teatro, mas, na hora do vestibular quando eu escolhi essa profissão, a família ficou meio assim. Passei todas as dificuldades que vocês possam imaginar até porque eu não queria dar o braço a torcer. Já faltou comida, já faltou dinheiro de passagem pra ensaiar. Era o que eu acreditava.

Eu fiquei muito conhecido no Portas dos Fundos, com isso ganhei mais alcance. Desde então eu tenho feito trabalhos que tem me dado muito orgulho. Eu já estava muito cansado e imaginava que tinha que acontecer alguma coisa na minha vida porque eu não poderia ficar só naquilo. Do Porta eu comecei a receber convites pra fazer cinema, teatro. A novela vem dessa alegria de fazer trabalhos sempre com muita qualidade.

Você concilia trabalhos paralelos com as gravações da novela?

Parei com o monólogo porque entrar em temporada fica mais difícil. Mas, o Buraco da Lacraia, que é uma ocupação, ele vai acontecendo, a gente faz uma pesquisa há seis anos, virou meio que um point do Rio de Janeiro e sempre que vou assinar um contrato ele dizem que eu posso ficar tranquilo porque O Buraco está garantido.

Luis Lobianco é Clóvis em Segundo Sol (Divulgação: Rede Globo)

Como é sua rotina de trabalho?

Eu entre num ritmo de trabalho nesses últimos seis anos muito frenético. Eu emendava um no outro e o corpo sente. Eu engordei absurdamente e no ano passado eu tive um problema de coluna e o ator tem que estar com um corpo bom, disponível. Então passei a fazer ginastica funcional e uma reeducação alimentar que me tirou 20kg.

João Emanuel Carneiro revela em que se inspirou para escrever Segundo Sol

A novela Segundo Sol entra na sua terceira semana e continua agradando o público da Globo. Com texto ágil, a trama de Luzia (Giovanna Antonelli) sensibilizou o telespectador, que já torce para que ela, de fato, tenha a oportunidade de reconstruir sua família e ser feliz. Porém, como essa história toda começou?

Em entrevista exclusiva ao Observatório da Televisão, o escritor João Emanuel Carneiro revelou qual deve ser o caminho da protagonista até o final. “A ideia inicial é uma família que foi destruída, estilhaçada e aí essa mulher quer reconstruir essa família, pegar os caquinhos do que já foi uma família um dia. E quem é esse homem? Quem é essa mulher? Quem é esse cantor de axé? Ele vem com a história dele e aí você vai juntando. Essa novela é um novelo mesmo, você vai juntando vários pedaços”.

** Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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