“Se deu saudade é porque é bom” comenta Marcio Garcia sobre nova temporada do Tamanho Família

Publicado há 4 anos
Por João Paulo Reis
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A partir do dia 23 de abril o programa Tamanho Família está de volta na tela da Globo. A coletiva para o lançamento da segunda temporada aconteceu nesta terça-feira (11) e contou com a participação de Marcio Garcia, do vocalista Lucas Lima, do diretor Bernardo Portugal e do redator Elbio Valente. Marcio Garcia contou um pouco sobre o formato do programa, convidados e sobre sua própria família nesta entrevista. Confira:

Como foi pra você o resultado da primeira temporada?

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Tenho gratidão e fico feliz em saber que um projeto como esse deu certo porque eu tinha muito isso na minha cabeça: “Se esse projeto der errado, o mundo está errado”. Cheguei a ouvir dizer que o conceito de família estava em baixa, mas sempre acreditei na família, fosse do jeito que fosse. Fizemos um programa original, despretensioso e que não tinha nada de mais, e ficou bom. Tenho certeza que teve a missão de unir as pessoas. Precisamos dar valor a família esteja ela longe.

Teve alguma família que o programa queria muito e não conseguiu trazer?

Te juro que não houve ninguém que não tenhamos conseguido trazer. Tem muita gente inclusive que queria vir e não conseguiu.

Quais as famílias mais chamaram atenção?

Todas surpreendem. Por mais que eu conheça a pessoa como artista quando chega ali no palco ela se transforma em “apenas o filho da dona Maria”, e isso se desmitifica até pra mim, porque é apenas uma família, gente como a gente, sem glamour no dia a dia, e mostra mais uma vez que família é tudo igual. A Nathália Dill foi a mais tímida da família dela. Eles não estão acostumados com câmera, com luz, mas foram super bem, muito desenvoltos.

Como foi a reação do público com o seu retorno?

Eu recebia muitas mensagens de pessoas me perguntando quando o programa voltaria e por que acabou, e sempre respondia que era um programa de temporadas e fico feliz que as pessoas tenham ficado com saudade, porque se deu saudade é porque é bom.

Qual foi a família com a qual você mais se emocionou durante o show final?

Difícil responder porque cada show que vem é como se substituísse o anterior. Tento não chorar, mas me emociono com a emoção das pessoas.

Dificilmente vocês repetem as brincadeiras durante os episódios. Como são escolhidas as brincadeiras para cada família?

A brincadeira se torna consequência do tema que foi debatido. Fazemos uma pesquisa, que recebo pronta. De acordo com o estilo de vida da família tentamos criar algo que tenha a ver com o tema debatido. Não temos pré-determinação de qual brincadeira vai ser, elas nascem das pesquisas relacionadas a cada uma dessas famílias.

O formato do programa é exclusivo da TV Globo?

É um formato original da TV Globo.

Como é receber esse carinho tão grande do público?

Neste programa fizemos um primeiro piloto, mexemos em algumas coisas e tivemos o tempo que precisávamos para torna-lo um programa sobre a família, para que não precisássemos nos apoiar em dramas e problemas e que fizesse emocionar de outra forma. Nos emocionamos de alegria e não de tristeza ou pena. Detectamos em pesquisa que é o momento em que está todo mundo em casa naquele dia e horário. Eu tinha fé que o programa fosse ser sucesso porque desde vimos o primeiro o achamos incrível. Diante do feedback das pessoas nas redes sociais pedindo pro programa voltar, ou mesmo colegas artistas como a Susana Viera que me mandou um áudio enorme super emocionada eu percebo esse carinho e isso não tem preço.

Você contou em entrevista que na sua casa tem apenas uma TV pra todo mundo. Como você consegue isso?

É uma TV que tem tempo pra ficar ligada ainda por cima, dividimos o tempo. Tenho 4 filhos, se um não quer ver a mesma coisa que o outro, vai brincar e depois assiste outra coisa. Tínhamos computador no quarto das crianças e tiramos, mesmo tendo filtro na internet eu acho muito perigoso, então deixamos um computador só que as crianças usam apenas com acompanhamento de um adulto quando precisam fazer dever de casa. Ficou confuso no início mas nos organizamos e deu certo. Estamos tentando tirar os eletrônicos por exemplo. O Pedro só tem direito a 1 hora de telefone por dia, está revoltadíssimo porque os amigos têm telefone o tempo todo mas é uma briga que vale a pena comprar pelo bem deles.

Você é pai que sempre sonhou ser?

Eu acho que sim, tento ser o melhor pai possível. É muito difícil educar da forma certa porque você não tem a gratidão imediata do seu filho. Por exemplo quando meu filho de 13 anos vai para a casa dos amigos, ele percebe que os amigos vivem de outra forma mas explico pra ele que cada casa tem uma regra. Mas não tenho do que reclamar, meus filhos são bons alunos muito melhores do que eu fui. Eu ficava o tempo todo na praça, fui muito de ficar na rua, eles não podem afinal o mundo de hoje é muito menos seguro.

Tem algum filho seu já demonstra uma certa veia artística?

Você pergunta isso logo para um pai coruja? (risos). A Nina está tocando violão, canta e toca flauta. O Felipe faz aula de arte, e fez um quadro outro dia que mandamos emoldurar de tão lindo. Cada um na sua, não pressionamos ninguém e as atividades que eles fazem fora a escola são sempre as que eles demandam.

O Marcio ator está ficando cada vez mais longe?

Está mais quietinho. Não tenho pretensão de fazer mais novela mas para a vida que eu levo hoje não cabe mais. Recebi convite recentemente e recusei porque não queria me tornar um problema por ter muitos outros projetos e pouco tempo. Estou com um projeto para rodar um filme, e quem sabe participar de uma série da Globo.

Você tem cada vez menos tempo. Como administra a rotina com seus filhos?

O papo com eles é sempre individual porque é muito difícil gerenciar em grupo. Nosso jantar é quase um gerenciamento de crise porque todo mundo fala e é uma bagunça. Por exemplo, o caso da TV no quarto, pior que não ter foi tirar a TV, então chamei o Pedro separado porque se eu falo com eles juntos, a Nina advoga por ele e vira uma rebelião.

Entrevista realizada pelo jornalista André Romano

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