“Novas gerações se sujeitam cada vez menos às injustiças de gênero”, diz Joana Borges

Publicado há 3 anos
Por Cris Veronez
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O drama da personagem Verena (Joana Borges) em Malhação – Vidas Brasileiras, não poderia ser mais atual. Em meio às fervorosas discussões sobre igualdade de gênero, a personagem da novela teen surge para fortalecê-las ainda mais.

Na novela teen, Verena consegue vaga como bolsista na Escola Sapiência, através da parceria com a ONG Percurso. A jovem é atleta de ginástica rítmica, sonha em integrar a seleção brasileira e um dia chegar aos Jogos Olímpicos. É irreverente, corajosa e tem personalidade forte. Mas, ao longo da trama, ela se vê envolvida em situações complicadas, que envolvem machismo e violência de gênero.

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Em entrevista ao Observatório da Televisão, ela falou sobre os desafios enfrentados para a construção da personagem, sobre igualdade de gênero e relembrou a época de sua adolescência.

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Confira:

Você já tinha tido algum contato com o universo da ginástica rítmica? Como foi sua preparação para a personagem?

Não, a ginástica rítmica foi uma descoberta para mim. Quando criança fiz aulas de ginástica olímpica, mas são muito diferentes. Fiquei feliz de poder dar visibilidade para um esporte tão delicado e complexo mas, infelizmente, pouco difundido midiaticamente no Brasil.

Os penteados da Verena são criativos. Você gosta do estilo do cabelo dela?

Sim. Eles me ajudam a trazer um pouco dessa energia leve e solar da Verena para a cena. Os coquinhos dela são muito femininos e modernos. Já cansei de ver a Maisa usando o mesmo penteado. A caracterizadora Manu Monteiro pensou neles com muito carinho e são muito bem vindos.

Que lembranças você tem dos seus 15 anos? Quando interpreta a Verena, sente saudade dessa fase da sua vida?

Lembro muito da minha rotina escolar, da minha turma e das minhas frustrações com o sistema educacional. Nunca tive facilidade com as matérias de exatas e me incomodava ter que dominar assuntos que eu sabia que eu não usaria na vida. Quando entrei na faculdade de jornalismo, foi um alívio não ter que lidar com química, física e matemática. Então, pensando por esse lado, sair da escola e entrar na faculdade foi uma alegria. Mas, sinto falta dos amigos dessa época e das aulas de história e inglês. Diferente da Verena, eu era muito estudiosa, embora fosse muito insegura nesta idade.

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Você sente que as discussões sobre igualdade de gênero têm tido resultado na vida das mulheres atualmente?

Acredito que sim. Tento ser bastante positiva em relação à luta pela igualdade de gênero. Sei que não é fácil e ainda temos muitas batalhas para vencer. Mas, as novas gerações estão se sujeitando cada vez menos às injustiças de gênero. A garota não aceita que ela tenha que fazer serviços domésticos e o irmão não, por exemplo, ou que ele ganhe eletrônicos de presente e ela não. E cada vez mais as mulheres têm ocupado espaços de poder. A nossa equipe de Malhação é um exemplo disso. Temos três diretoras mulheres e a autora também é mulher, fora as chefes de caracterização, figurino, entre outras nas demais áreas. Sei que temos muito caminho pra percorrer, mas o mundo está mais atento e se mobilizando para discutir essas questões. Isso já é um grande passo.

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