Marcos Veras fala sobre o policial Domênico de Pega Pega: “Honesto ‘brasileiro'”

O personagem é apaixonado pela colega de trabalho

Publicado em 12/7/2021
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Em Pega Pega, Marcos Veras vive Domênico, policial honesto e apaixonado pela colega de trabalho Antônia (Vanessa Giácomo). Em entrevista feita na época do lançamento da novela, o astro falou do trabalho, que passa a ser reprisado na próxima segunda-feira (19).

Quem é o Domênico?

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O Domênico é um policial apaixonado pela Antônia, personagem da Vanessa Giácomo. Mas, ela acaba se apaixonado pelo Júlio (Thiago Martins), um dos ladrões, e o Domênico faz de tudo para provar que ele é ladrão, e assim conquistá-la.

Qual relação você tem com o universo da polícia?

Meu primeiro longa-metragem, o Copa de Elite, era uma paródia, e eu fiz um capitão do Bope, então, alguma intimidade com o universo da polícia e com as armas eu já tinha. Quando fomos fazer aula de treino, eu já tinha certa intimidade com armas, mas a policia civil é diferente do Bope, pois o comportamento do policial é diferente. Queremos mostrar o comportamento positivo da polícia. Queremos mostrar que as pessoas se apaixonam no trabalho, se implicam, se divertem, tem de tudo. A novela é inteira leve, não tem núcleo cômico. Todos os personagens passam por dramas e comédias.

Como é o personagem enquanto policial? Ele é honesto?

Domênico é um cara que está há muito tempo na polícia, e convive com as mazelas da profissão, ele por exemplo não se indigna como o Delegado Siqueira (Marcello Escorel), que é um cara vaidoso com seus atos. Ele é experiente e honesto, mas honesto brasileiro que não rouba 1 milhão, mas aceita os 2 reais- errados do troco do cafezinho. A novela fala de ética, e para ele, roubar um copo, não é roubar, mas roubar 40 milhões sim, é roubo. A gente faz isso na vida infelizmente, furamos fila, paramos na vaga do deficiente, então vamos falar disso na trama.

Você tem isso na sua vida? Desse jeitinho brasileiro?

Não! Principalmente por isso estar tão em evidência, eu tomo conta desse comportamento. Eu ando de carro pra cá e pra lá, e as vezes não consigo estacionar. Não estaciono em vaga de deficiente jamais! Prefiro estacionar longe, e passar 15 minutos andando a pé.

Como é a relação do Domênico com a Antônia?

Ele é respeitoso com ela porque além da paixão que ele sente por ela, ele é um bom parceiro de trabalho. Antes da paixão, eles têm uma relação de amizade, e ela sabe da paixão que ele sente. Ele não fica falando o tempo inteiro contra o outro para ela, por ser investigador, ele vai com calma em tudo. O investigador de polícia está sempre sútil, ele não entrega tudo de uma vez não, quando ele diz que vai encontrar o culpado, ele não revela quem ele acredita que seja.

Ele desconfia do Júlio (Thiago Martins) desde o começo?

Não! Quando ele percebe que a Antônia e o Júlio estão começando a se relacionar, ele tenta encontrar algo contra o cara, nem que seja sobre ele não ter declarado imposto de renda (risos).

Você chegou onde você sempre sonhou?

Essa frase do “enfim cheguei onde eu queria”, é difícil porque estamos sempre buscando coisas novas, lugares mais altos, mas me orgulho muito da carreira que tenho, porque tudo que fiz foi degrau por degrau. Nada aconteceu de forma meteórica, tudo foi construído através do teatro, depois televisão, depois cinema, e todos eles continuam aí. Tenho muito orgulho de ter o pé no chão.

O que podemos esperar da novela?

A novela é muito atual e fala muito do comportamento do brasileiro, tanto o positivo, como o negativo. Não tem ódio, pelo contrário, tem muita ação, comédia e aventura policial. É isso.

Você sente falta da época em que participava do Encontro com Fátima Bernardes?

Muita falta! Hoje mesmo me perguntaram quando eu vou voltar para o programa da Fátima. Eu acho que marcou bastante por ser um programa diário, na TV Globo. Aprendi muito, e hoje tenho uma relação de amizade com a Fátima [Bernardes] e no programa fiz de tudo: escrevi, apresentei, dei minha opinião, fiz matérias na rua. Enfim.

A Julia Rabello confessou para nossa reportagem de sua importância na vida dela. Como você recebe esses elogios?

Eu acho lindo! Minha relação com a Julia é para vida inteira, independente de estarmos juntos ou não. Foi uma relação de 12 anos; e se fosse diferente disso, seria muito ruim. Se fosse uma relação que não continuasse de alguma forma, eu ficaria bem triste, então continuamos amigos, nos respeitando e respeitando a história que tivemos.

*Entrevista realizada pelo jornalista André Romano.

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