Juliana Paiva conta detalhes da cena de um furacão em Salve-se Quem Puder: “Eu nunca tinha visto uma estrutura tão grande”

Publicado há 9 meses
Por Henrique Carlos
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Juliana Paiva está de volta às novelas em Salve-se Quem Puder, trama de Daniel Ortiz, que chega para substituir Bom Sucesso. Ela dará vida a personagem Luna, uma jovem que passa por grandes traumas desde os quatro anos de idade, quando foi abandonada pela mãe. Mas a garota acaba passando por um grande sufoco durante um furacão e acaba tendo a vida completamente revirada.

Em entrevista ao Observatório da Televisão, Juliana revelou detalhes da história de sua personagem e também contou como foi gravar a cena de um furacão. Confira:

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Nos conte sobre a Luna?

“Ela é muito batalhadora, trabalha como camareira em um hotel em Cancún para sustentar a faculdade dela de fisioterapia. Mas acontece uma situação extrema que a vida dela dá um 360. Ela é testemunha de um assassinato, no olho de um furacão e aí o programa de testemunhas trás ela para o Brasil.”

Trama

Como está fazendo fazer essa novela?

“Está sendo muito legal, é uma comédia dramática super bem contada do Daniel, é a primeira vez que eu trabalho com ele. Faz a gente refletir, eu acho que cada um já teve o seu furacão na vida. Eu agora mesmo perdi meu pai recentemente e tive que encarar, esse foi o meu furacão. A novela fala sobre isso, é um momento extremo que você não tem outra opção a não ser seguir em frente.

Ela segue por amor a família, segue por amor a esse pai e ao mesmo tempo ela tem a oportunidade de vir para o Brasil no programa de proteção, que é onde está a mãe que a abandonou no passado. Tem muita confusão no meio disso tudo, a gente brinca que somos as três panteras, as três patetas ou as três mosqueteiras, porque é uma pela outra o tempo inteiro.

Faz refletir bastante, tem uma mensagem e isso que me atrai muito, não só o entretenimento, mas a mensagem que a gente está levando.”

Você tem medo de ficar marcada por emendar papéis em uma novela das 19h?

“Eu busco boas histórias. Se ela está no horário das seis, das sete ou das oito, sendo uma boa história me ganha. Quando eu recebi o convite, eu pedi os capítulos para ler e tal, eu falei: ‘Cara… tem um molho aí diferente, uma coisa que dá para brincar muito mais’. E me atrai muito, a história é muito divertida.”

Drama

Você não escolhe pelo drama?

“Mas a carga dramática que essa personagem carrega é demais. Imagina você ser abandonado com quatro anos de idade? Você poder reencontrar essa pessoa… No caso a Helena não reconhece a própria filha. Das três, a maior carga dramática é a da minha personagem.”

Mas ela vai atrás da mãe, né?

“Sim. Na verdade, sabe aquela coisa adormecida que quando toca magoa? Quando ela vê que está ali no próprio país da mãe, na cidade… É mais forte do que ela, ela quase não pensa e acho que nem ela sabe as possíveis atitudes que ela pode tomar. É um misto de carência afetiva, de rancor ao mesmo tempo e querer entender o que uma criança de quatro anos pode ter feito. Porque uma coisa é você abrir mão de um casamento, mas de uma filha é muito forte.”

Elas vão se reencontrar, certo?

“Sim, tem cenas bem bacanas. A gente não recebeu ainda esse momento de reconexão das duas, porque até então a Helena não entendeu quem é a Luna. Por outro lado, a Luna está aproveitando isso para entender quem é a mãe, quem é essa mulher e no que ela se transformou.

Ela tem um empório, enquanto isso a filha estava lá trabalhando de camareira para sustentar o pai cadeirante. Ao mesmo tempo ela é sonhadora, doida por novelas mexicanas e se diverte com isso, tem cenas hilárias. Ela com as outras duas, vão se colocar em situações de tirar o folego.”

Furacão

Teve um furacão na novela, como foram as gravações?

“A minha personagem é a que mais fica no olho do furacão. É importante para gente também passar por isso fisicamente, porque nossa história é nosso corpo, então ajuda a gente a construir fisicamente essa personagem. Foi bacana, foi bom ter gravado com a Vitória e com a Débora.”

Foi em uma piscina?

“Eu nunca tinha visto uma estrutura tão grande. Uma piscina ali no Rio Water Planet, foi montado com um fundo de chroma, aí tinha a correnteza, colocavam o vento e foi uma loucura. A gente falava: ‘Caramba! Isso parece um estúdio de Hollywood’.”

O Murilo [Rosa] elogiou muito você como pessoa e como atriz. É o primeiro trabalho de vocês juntos, né?

“Sim, é o primeiro trabalho. O Murilo é um querido, veio para somar mesmo e é uma história de muita união, de um pai e uma filha que só tem um ao outro. A Flávia [Alessandra] eu estou repetindo a dobradinha com ela como mãe e filha, a gente brinca que mais uma a gente pede música no fantástico.”

Luna

O que tem de você na Luna?

“Muita coisa! Acho que a garra da Luna, ela tem uma coisa romântica, sonhadora, mas ela é muito pé no chão. Quando acontece uma situação difícil, eu já fico buscando como é que eu vou sair dessa e a Luna tem isso, ela é meio que o fio condutor das três.”

Como é que foi gravar no México?

“Foi super bacana. Foram poucos dias, a gente ficou lá uma semana e deu para conciliar, porque a gente não tinha gravações noturnas. Quando a gente terminava mais cedo, a gente sugeria fazer um passeio histórico ou coisa assim. É lindo.”

Inspirações

Você teve alguma inspiração para essa personagem?

“A gente fez muita coisa sobre o texto mesmo, leitura de mesa. Lógico que tem algumas coisas que inspiram o tom da novela, uma comédia meio Jennifer Aniston, um pouco de Jennifer Lopez naquela coisa dela camareira. Tem também um pouco dessas pitadas do méxico, de observar muito o comportamento de rua para trazer um pouco desse molho mexicano para a minha personagem e um pouco dessa Juliana também.”

O Zé [José Condessa] disse que você mostrou a cidade para ele, porque ele não conhecia ninguém… Como foi isso?

“O Zé é um ator muito talentoso, ele é um ator português e essa é a primeira experiência dele no Brasil. Luna e Juan é um casal que eu adoro, que vocês vão conhecer logo de cara no primeiro capítulo. Ela está dando uma segunda chance para esse casal, mas é um namoro de muitos anos.

Eu não tenho torcida para Juan ou Téo, eu quero que o público embarque e se divida mesmo, eu adoro triângulo amoroso. Mas o Zé é uma grata surpresa para todo mundo.”

O personagem do Felipe Simas [Téo] não vai se lembrar de você, né?

“Não. Eu acho que rola uma coisa de empatia, para a Luna é muito interessante que ele não lembre dela, porque depois ela descobre que ele é o enteado da mãe. Então se ele lembra que ela é do México e for juntando as peças, até na cena do primeiro encontro a gente não se vê direito. No meio de um furacão, tem chuva e vento, a cena vai ser bem bonita e bem marcada para que eles não se vejam bem.”

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano.

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