Allan de Souza Lima fala sobre parceria com Alice Wegmann em Órfãos da Terra: “Tive uma liberdade muito boa”

Publicado há 2 anos
Por Henrique Carlos
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Allan de Souza Lima de volta às novelas da TV Globo, o ator será Youssef em Órfãos da Terra, nova novela das seis da emissora. O personagem é uma espécie de capanga do sheik Aziz Abdallah, pai do grande amor de sua vida, Dalila (Alice Wegmann).

Em conversa com o Observatório da Televisão, Allan comentou detalhes de como foi sua preparação para o personagem e detalhes sobre a trama. Confira:

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O Youssef é um capanga?

“Olha, depende do ponto de vista do que significa ser um capanga. Mas na verdade, ele é o sobrinho direto do Aziz. Ele é o cara que o Aziz fala e ele tem que fazer.”

Ele faz isso só para conseguir a aprovação do tio para se casar com a Dalila ou o que motiva ele?

“Eu acho que tem uma série de circunstâncias, até para criar uma construção e as camadas do personagem. Acho que inicialmente tem uma relação de lealdade com o tio, ele cresceu junto com ele. Mas tem também o envolvimento e a paixão que ele tem pela Dalila, que eu acho que é o lado humano dele. Porém, ele tem esse lado vilão, na primeira fase eu vou dar uma girada para criar uma desestrutura emocional dos personagens principais da Laila e do Jamil.”

Recepção do público

Com certeza vai ter uma galera que vai ficar com muita raiva de você, né?

“Eu espero que sim. Eu tenho trabalhado para isso, eu acho que o personagem é um pouco misterioso e eu tive duas semanas de processo porque eu estive no Dancing Brasil.”

Você se entrega bastante a seus personagens como se entregou no Dancing?

“Eu brinco que eu morreria feliz por um personagem. Isso eu provei lá, desde o início do processo isso foi claro. Eu deixei muito claro que desde o início eu não estava lá para ganhar os 500 mil, meu foco era mostrar o meu processo, quem é o Allan, o amor que ele tem pelo trabalho. Eu até brinquei com a Pérola, no início cada uma sabia qual era o seu objetivo.”

Você já tinha feito dança?

“Eu danço, não vou mentir. Mas o Dancing é um outro processo, sem sombra de dúvidas é um dos programas mais completos da televisão brasileira.”

Dancing Brasil

Que tipo de retorno o Dancing Brasil trouxe para você?

“O Dancing, na verdade, me colocou em um lugar que eu me classifico hoje como um formador de opinião. Eu acho que eu caminhei para isso. Eu não ganhei seguidores, mas as pessoas que eu acabei conquistando no decorrer do processo foram me conhecendo, conhecendo o meu trabalho. Graças a Deus eu consegui caminhar, porque existe uma diferença entre invasão de privacidade e a falta de privacidade. Não sei como, mas eu consegui transitar sempre em cima do processo.”

A Record chegou a te sondar para alguma novela?

“Sim, me chamaram para fazer testes de Jezabel e eu acabei recusando porque eu falei que não tinha tempo. Na época eu não tinha tempo, estava no processo e não tinha tempo nem para dormir. Depois me convidaram para fazer Topíssima, mas em outubro eu já tinha sido convidado para Órfãos da Terra. O André Camara que é o diretor geral, já tinha feito Novo Mundo comigo. Eu fiquei muito feliz, porque essa foi a primeira vez que eu faço algo na Globo por convite. Isso mostra que eu criei uma relação muito boa com os diretores e ele me deu muita liberdade para criar.”

Personagem

O que mais te surpreendeu no seu personagem e no universo árabe?

“Eu tive só duas semanas de preparação, então eu perguntei para o André se poderia chegar, chegando. E aí ele me deu algumas referências, entre elas eu vi uma série chamada Falda. Junto a isso eu tive aula de árabe por fora, comecei a trabalhar a prosódia. Depois eu comecei a decupar, tudo o que estava em português, eu comecei a traduzir em árabe.”

Como é gravar com a Alice Wegmann?

“A gente está se encontrando, já nos esbarramos algumas vezes gravando, temos mais cenas e eu não sei ainda se a gente vai ter um caso ou não. Eu não conhecia ela pessoalmente, só de vista. Mas eu tive uma liberdade muito boa. Eu cheguei de vagar, mas conversei de boa com ela. Eu senti afinidade e acho que caminhou da forma que tinha como caminhar.”

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano.

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