Série documental sobre Juliette Freire não é para haters

Você Nunca Esteve Sozinha -- O Doc de Juliette é uma produção sob medida para seus fãs, tal como um seriado

Publicado em 6/7/2021
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Diferentemente do documentário sobre Karol Conká, que havia saído do programa com a rejeição recorde de 99,17%,  essa produção sobre Juliette Freire Você Nunca Esteve SozinhaO Doc de Juliette não visa atingir os haters da advogada e maquiadora, ganhadora do BBB21. É, sim, feito sob medida para cada um de seus fãs – ou dos seus 31 milhões de seguidores apenas na rede social Instagram, sendo que os mais fervorosos já se popularizaram  como “cactos”.

Os capítulos iniciais ilustram histórias que a ganhadora do BBB21 contava sempre ao longo dos mais de cem dias do programa, e que agora vêm ilustradas com imagens, depoimentos e fotos antigas de suas vida pessoal e familiar.

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Os episódios estão ainda em fase de produção/edição, sendo colocados na plataforma de streaming Globoplay semanalmente. E só para assinantes.

Nesta terça-feira, 6, estreou o segundo capítulo. Até aqui, o BBB21 está ainda em segundo plano na linha da narração, já que o ponto principal é a vida pessoal da ganhadora antes de entrar no programa, narrada em boa parte pela própria Juliette.

A principal qualidade do especial curiosamente pode também ser apontada como seu maior defeito: conta uma história comum, de gente simples, de vida difícil, como é a da esmagadora maioria da população brasileira.

Ao mesmo tempo, esse ponto também é que gera identificação e pode explicar, em parte, o fenômeno de popularidade em que a moça se transformou.

O capítulo inicial é centrado na história de vida da paraibana, documentando sua cidade natal, a famosa Campina Grande. A casa humilde da infância, a família, a escola pública, os colegas, as melhores amigas, a vida simples do interior. Muitas fotos do acervo familiar de Juliette e uma grande leva de depoimentos recheiam o conteúdo.

Tudo é tratado de forma realista, sem vitimização, politização ou revanchismo – o que é uma grande vantagem narrativa nestes tempos em que tanto se tenta politizar também a individualidade e subjetividade de personagens reais.

Há alguns flashes do BBB21, mas o foco ainda é a história pré-reality show, com passagens da vida dos adolescentes que bem caberiam num roteiro de alguma série teen ou filme de Sessão da Tarde.

Juliette tem seu lado cantora bastante explorado, como tem sido desde sua saída do programa. Ela já canta na abertura do documentário. Ao longo dos programas, são intercaladas canções interpretadas por ela e a participação dela em lives de cantores famosos está prometida para os desdobramentos dos próximos capítulos.

Juliette Freire em cena da série documental Você Nunca Esteve Sozinha – O Doc de Juliette, do Globoplay. Foto: Divulgação

Parte 2

No segundo episódio, a história da morte da irmã, Julienne, aos 17 anos, vítima de um AVC, é um pouco mais detalhada. O fato tão trágico foi amplamente tratado pela participante ao longo do BBB21.

Nessa segunda parte também é detalhada a chegada à universidade pública na capital, João Pessoa, e como o fato abriu um novo universo para a estudante de Direito.  

Obviamente, como estrela do especial, tudo gira em torno dela e de uma forma bastante positiva, não havendo espaço para quaisquer aspectos negativos em sua trajetória.

Os poucos comentários negativos sobre seu comportamento ou personalidade vêm exatamente de flashes do BBB21 – quando havia falas cortantes dos demais participantes contra ela.  Foram esses comentários e fofocas que aos poucos contribuíram para a consolidação da figura de perseguida e injustiçada dentro da Casa do BBB, num processo que a levaria à vitória no programa.

A fase maquiadora também está mais detalhada no segundo episódio, mostrando como a nova atividade contribuiu tanto para seu sustento durante a faculdade como para abrir novas possibilidades em termos profissionais.  

Está ali o depoimento do ex-namorado, da ex-sogra – todo mundo é só elogios para com a heroína.  Até quem emprestava dinheiro pra Juliette não reclamou de não pagamento.

Jumento branco com asas

Por fim, o documentário tem sensibilidade, já que foi desenvolvido por mulheres, para mostrar o lado feminino de uma personagem interessante de um Nordeste com tantas histórias bonitas pra contar. Como no trecho da carta para a irmã onde Juliette contou que ia partir para seu conto de fadas no BBB, montada num jumento branco com asas.

 “O maior diferencial desse projeto é a profundidade com que mergulharemos no passado da Juliette e também nos primeiros momentos pós-BBB. Como a ficha do sucesso foi caindo? Que escolhas ela teve que fazer? O que muda na vida de uma pessoa que entra anônima no maior reality show do país e sai com mais de 20 milhões de seguidores? Como ela encantou a todos em cem dias e se transformou em namoradinha do Brasil?”, declarou, no lançamento da produção, a diretora-geral, Patricia Carvalho, sobre os principais pontos abordados no documentário.  

Produção original do Globoplay, o documentário tem supervisão artística de Rafael Dragaud, direção geral de Patricia Carvalho, direção de Patricia Cupello e roteiro de Aline Nunes, Felipe Mazzoni e Erica Chaves. 

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de sua autora e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio