Músicas, ex-BBBs e até Globo faltaram a documentário sobre Karol Conká

A Vida Depois do Tombo, série em quatro episódios, é um gerenciamento da crise que se abateu sobre a cantora

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Produzida a toque de caixa, a série documental A Vida Depois do Tombo faz um gerenciamento da crise do caso Karol Conká. Porém, ficaram de fora suas músicas, participantes do BBB 21 e até a própria Globo.

O documentário, produção original do Globoplay, aborda a participação desastrosa da cantora de rap em um mês dentro do reality show e acaba de entrar em cartaz na plataforma enquanto o programa ainda está no ar.

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Houve intensa divulgação desta estreia. A noite da quarta-feira (28) foi dedicada a Karol Conká no mundo da Globo. Momentos antes de o documentário estrear na sua plataforma de streaming, a emissora exibiu o trailer da produção. A própria cantora entrou ao vivo no programa Saia Justa, no GNT, falando do seu momento dramático e do tratamento que tem dedicado à saúde mental.

Ao recontar a saga da rapper na atração e o drama que ela tem vivido com a rejeição de 99,17% na sua saída (um recorde mundial das votações do BBB), o documento faz um mergulho na vida pessoal e trajetória da artista antes e depois do programa.

Karol chora muito, se desculpa com os participantes e com o público o tempo todo. Nesse processo, só faltou a própria emissora se posicionar, já que a artista foi convidada a ingressar na atração e, conforme contou, com a expectativa de ganhar dinheiro e divulgar seu trabalho.

Nenhum diretor da Globo, diretor de BBB ou responsável pela avaliação de participantes do programa dá as caras na série. Sempre tão amigo dos holofotes, cadê o Boninho, afinal?

A única executiva de uma das marcas da Globo a dar depoimento no documentário é Daniela Mignani, diretora do canal GNT, sem envolvimento direto na produção do BBB 21 – o GNT produziu no ano passado o programa Prazer Feminino para o seu canal no YouTube, tendo Karol Conká como uma das apresentadoras.   

A série  

Nos quatro episódios em que se divide A Vida Depois do Tombo – O Cancelamento, Realidade, Ruptura e O Pai — , cada um com cerca de meia hora, há espaço para as aparições da rapper nos programas da emissora, seus shows transmitidos pelos outros canais da Globo (como o Multishow), participação em programas como Fantástico e no Faustão. Até a turnê internacional prévia da cantora é destacada.

Numa clara preocupação com questões de acolhimento, chama a atenção que este A Vida Depois do Tombo seja encabeçado por mulheres, com duas diretoras (Patrícia Carvalho e Patricia Cupello) e duas roteiristas (Malu Vergueiro e Valeria Amaral).

Com muita propriedade, a equipe acompanhou a artista de perto desde sua saída do BBB 21, adentrando a casa da rapper e registrando momentos mais intimistas de seus primeiros dias após a eliminação, como os contatos com mãe, filho e cachorrinha.

“A impressão é que eu cometi um crime”, diz a cantora no começo do primeiro episódio.  Os familiares (filho, mãe e irmão e ex-marido), equipe, produtores e até o presidente da sua gravadora (Sony Music) dão entrevistas.  

Convidados ausentes

Participantes do BBB 21 que tiveram conflitos com a cantora se negaram a participar do documentário, como Arcrebiano (com quem Karol teve um conturbado envolvimento amoroso) e Carla Diaz. Lucas Penteado também declinou, mas acabou gravando uma curta mensagem em vídeo para ela.

Até uma sala de projeção foi construída em estúdio especialmente para tratar dos assuntos da participação da rapper no reality show. Ali, sentada num ambiente de cinema, Karol Conká se confronta com frases, perguntas e cenas projetadas nas paredes, numa forma de questionário sobre sua participação no BBB 21 sem precisar enfrentar um entrevistador.

Lumena Aleluia, com quem Karol Conká tinha proximidade e afinidade, topou e gravou com a cantora no cenário, gerando momentos emblemáticos sobre o arrependimento de ambas.

Traumas do passado

Como o tempo todo a questão da saúde mental da cantora e de seus traumas do passado é levantada, bem como o discurso agressivo de algumas pessoas nas redes sociais contra Karol Conká, também faltaram ao documentário algumas análises de especialistas sobre tais comportamentos, algo essencial em trabalhos do gênero.

Vários outros convidados declinaram de participar da série documental, entre eles artistas, empresários e produtores com quem a rapper teve algum problema na carreira. Ela coleciona embates judiciais – sete de suas dez canções mais importantes não puderam ser tocadas no documentário por conta de conflitos jurídicos, incluindo o hit Tombei, que inspira o título do documentário.

Vale destacar que, à exceção de algumas tomadas caseiras nos primeiros dias da saída, Karol Conká está sempre em cena como a artista que é, com seus looks maravilhosos, variação de penteados, lindos figurinos e voz marcante. O documentário termina com um aperitivo de um novo trabalho dela.

A rapper entrou e saiu do BBB 21 com sua própria base de fãs nas redes sociais praticamente inalterada. Resta aguardar como o restante do público reagirá.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de sua autora e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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