Para não perder seu principal trunfo, Band transforma MasterChef em game show

Emissora simplifica formato para não perder seu principal programa

Publicado há 21 dias
Por André Santana
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

A necessidade de distanciamento social prejudicou vários setores da televisão. Além da dramaturgia, os reality shows também vêm sofrendo com a atual condição, que praticamente inviabiliza o formato nos moldes como conhecemos. Com isso, a Band se viu correndo o risco de não contar com seu principal programa neste ano: o MasterChef.

No entanto, a emissora não jogou a toalha, e tratou de produzir uma nova temporada, totalmente adaptada ao atual contexto global. Baseada em experiências de outras versões do MasterChef, a emissora apostou num formato baseado em competições semanais. Assim, não corre o risco de ver uma competição que costuma durar meses ser interrompida totalmente por conta de um participante que, eventualmente, contraia covid-19.

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

A solução foi, basicamente, simplificar o formato. Ao invés de explorar uma narrativa que avança a cada episódio, o novo MasterChef propõe uma dinâmica que começa a termina no mesmo capítulo. Assim, cada episódio mostra uma disputa entre oito chefs, e um deles se sagra o vencedor. No episódio seguinte, novos competidores e um novo vencedor.

Ou seja, com a mudança, o MasterChef perde a principal característica de um reality show: a exploração dos conflitos causados pela convivência. Sem maiores desdobramentos, MasterChef ganha contornos de um game show tradicional, no qual os participantes não vão em busca de uma exposição maior, e sim de “apenas” um prêmio.

Na cozinha

Com esta mudança drástica, MasterChef perde um pouco do charme. Afinal, a grande graça do programa é conhecer os participantes e se deixar envolver por eles. O espectador se identifica com um deles e torce por ele. Ao mesmo tempo, cultiva pequenos ódios por outros, torcendo contra. Elege mocinhos e vilões. E embarca na emoção.

Agora não. Há ainda o desafio na cozinha, os comentários cortantes de Paola Carosella, Erick Jacquin e Henrique Fogaça, e há a contagem aflitiva de Ana Paula Padrão. Mas não há mais a mobilização das torcidas e da agitação do formato original. Neste contexto, o programa perdeu muito com a mudança.

Por outro lado, o novo formato não deixa de ser uma solução criativa para que o MasterChef aconteça neste período de pandemia. Como carro-chefe da programação, a Band não poderia abrir mão de seu produto mais relevante. Não é o prato requintado ao qual estávamos acostumados, mas é um arroz com feijão bem temperado.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Carregar mais