Para não perder seu principal trunfo, Band transforma MasterChef em game show

Emissora simplifica formato para não perder seu principal programa

Publicado há 4 meses
Por André Santana
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A necessidade de distanciamento social prejudicou vários setores da televisão. Além da dramaturgia, os reality shows também vêm sofrendo com a atual condição, que praticamente inviabiliza o formato nos moldes como conhecemos. Com isso, a Band se viu correndo o risco de não contar com seu principal programa neste ano: o MasterChef.

No entanto, a emissora não jogou a toalha, e tratou de produzir uma nova temporada, totalmente adaptada ao atual contexto global. Baseada em experiências de outras versões do MasterChef, a emissora apostou num formato baseado em competições semanais. Assim, não corre o risco de ver uma competição que costuma durar meses ser interrompida totalmente por conta de um participante que, eventualmente, contraia covid-19.

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A solução foi, basicamente, simplificar o formato. Ao invés de explorar uma narrativa que avança a cada episódio, o novo MasterChef propõe uma dinâmica que começa a termina no mesmo capítulo. Assim, cada episódio mostra uma disputa entre oito chefs, e um deles se sagra o vencedor. No episódio seguinte, novos competidores e um novo vencedor.

Ou seja, com a mudança, o MasterChef perde a principal característica de um reality show: a exploração dos conflitos causados pela convivência. Sem maiores desdobramentos, MasterChef ganha contornos de um game show tradicional, no qual os participantes não vão em busca de uma exposição maior, e sim de “apenas” um prêmio.

Na cozinha

Com esta mudança drástica, MasterChef perde um pouco do charme. Afinal, a grande graça do programa é conhecer os participantes e se deixar envolver por eles. O espectador se identifica com um deles e torce por ele. Ao mesmo tempo, cultiva pequenos ódios por outros, torcendo contra. Elege mocinhos e vilões. E embarca na emoção.

Agora não. Há ainda o desafio na cozinha, os comentários cortantes de Paola Carosella, Erick Jacquin e Henrique Fogaça, e há a contagem aflitiva de Ana Paula Padrão. Mas não há mais a mobilização das torcidas e da agitação do formato original. Neste contexto, o programa perdeu muito com a mudança.

Por outro lado, o novo formato não deixa de ser uma solução criativa para que o MasterChef aconteça neste período de pandemia. Como carro-chefe da programação, a Band não poderia abrir mão de seu produto mais relevante. Não é o prato requintado ao qual estávamos acostumados, mas é um arroz com feijão bem temperado.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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