Carolina, de Totalmente Demais, é um divisor de águas na carreira de Juliana Paes

A editora multifacetada mostrou o talento da atriz

Publicado há 9 meses
Por André Santana
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A reprise de Totalmente Demais na Globo dá chance ao espectador de rever Juliana Paes num papel que foi um divisor de águas em sua carreira. Não é exagero afirmar que foi a partir de Carolina Castilho, a vilã humanizada criada por Paulo Halm e Rosane Svartman, que a atriz passou a ser vista com outros olhos pelo público e pela crítica. Depois disso, vieram papéis mais desafiadores, que Juliana Paes correspondeu bem.

Juliana Paes estreou na TV como a empregada Ritinha, de Laços de Família (2000). Ali, chamou a atenção pelo olhar marcante e pela sensualidade em cena. Por isso, construiu uma carreira, inicialmente, baseada em jovens sexies. Karla, de O Clone (2001), Jaqueline Joy, de Celebridade (2003), ou a Creuza, de América (2005), são bons exemplos deste período.

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A partir de Pé na Jaca (2006), na qual viveu a heroína Gui, Juliana Paes mostrou que poderia ser uma boa mocinha romântica. Assim, se consagrou como Maya, a protagonista de Caminho das Índias (2009), que a colocou num outro patamar. Nesta esteira, veio ainda Gabriela (2012). Depois disso, Juliana surgiu diferente em Meu Pedacinho de Chão (2014), quando mostrou traquejo vivendo a matrona Maria Catarina.

Poderosa

No entanto, foi a partir de Carolina que Juliana viu sua carreira ganhar uma nova direção. Isso porque a editora da Totalmente Demais é uma das protagonistas da novela das sete, mas está longe de ser a mocinha. Pelo contrário: tratou de ser a pedra no sapato da heroína, papel que coube a Marina Ruy Barbosa. Apaixonada por Arthur (Fabio Assunção) e movida por um sonho de ser mãe, a poderosa é implacável e não tem pudores ao agir para conquistar seus objetivos.

Mas, ao mesmo tempo, Carolina está longe de ser a vilã caricata ou maluca. Pelo contrário. Ela tem conflitos internos muito intensos, e vai lidando com eles ao longo da novela. É assim que ela vai ganhando novas cores do decorrer da obra, saindo do lado sombrio para se mostrar mais solar. E não foi uma mudança causada por uma rejeição, como muitos acreditam. Carolina mostrava suas facetas em vários momentos desde o início da trama. Era doce com os sobrinhos, compreensiva com a irmã, romântica com Arthur, mas dura nos negócios.

Este papel multifacetado, portanto, serviu como um importante exercício para o desafio que viria a seguir: a Bibi Perigosa de A Força do Querer (2017). Sucesso de público e crítica, a mocinha que se transforma numa bandida na novela de Gloria Perez foi um dos mais marcantes tipos já vividos por Juliana Paes. Mas ela não existiria se não fosse Carolina Castilho.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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