Apesar da baixa repercussão, Batalha dos Confeiteiros merece atenção

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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A segunda temporada de Batalha dos Confeiteiros Brasil, comandada pelo “cake boss” Buddy Valastro e exibida pela Record nas noites de quarta-feira, parece estar passando em brancas nuvens. A audiência não repetiu o êxito da primeira temporada, exibida em 2015, e a repercussão nas redes sociais, embora aconteça, não causa o mesmo frisson de um MasterChef, por exemplo. O que é uma pena, porque o reality da Record vive uma fase bastante interessante, e que merece sua atenção.

Batalha dos Confeiteiros chegou ao ápice de sua temporada na noite de ontem (06), quando exibiu a eliminação dos confeiteiros Igor e Elisabeth. Esta última foi apontada por muitos como a vilã da temporada, ao estar sempre metida em confusões com a maioria das pessoas com que trabalhou ao longo de sua trajetória no reality. Dona de um temperamento forte, Elisabeth dividiu opiniões, mas ganhou a antipatia de boa parte dos demais competidores, que nunca esconderam torcer por sua saída. A confeiteira, por sua vez, dizia não se importar com isso, creditando sua rejeição ao seu “bom trabalho”.

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Elisabeth esteve presente em muitas eliminações, mas sempre era salva por Buddy Valastro, que nunca escondeu gostar do trabalho dela (que, de fato, é realmente muito bom). Além disso, claro, Buddy deve ter visto que a presença de Elisabeth no jogo era importante para imprimir mais emoção e competitividade, elementos fundamentais num reality show. Por isso mesmo, segurou Elisabeth até onde pôde, chegando a criar uma polêmica junto aos demais participantes no episódio da semana passada.

Ao confeccionar um bolo baseado no desenho O Show de Luna, a confeiteira fez uma modelagem do rosto da personagem que não ficou boa. O próprio Buddy admitiu isso, mas preferiu salvá-la e eliminar Giovanni, alegando que o mesmo ainda era muito inexperiente. A decisão gerou revolta nas redes sociais, e repercutiu no próprio programa. Os participantes não esconderam a decepção ao ver Elisabeth de volta. Mas ontem, mais uma vez Elisabeth chegou à sala de eliminações e, desta vez, Buddy a eliminou. Os demais participantes comemoraram.

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Ou seja, esta temporada de Batalha dos Confeiteiros conseguiu render bons momentos de disputa e emoção por conta de seu elenco, muito bem escolhido. Além disso, a própria estrutura do programa ajuda a torná-lo interessante. Isso sem falar em algumas bizarrices, como o fato de ser uma competição na cozinha, mas ninguém cozinha e nem come: os bolos são julgados pela estrutura e pela aparência. Ou ainda o mau humor de Buddy Valastro nas salas de eliminação: como ele vai escolher alguém para trabalhar em sua rede de confeitarias, se comporta como Roberto Justus em O Aprendiz, avaliando o comportamento dos profissionais com dureza.

Talvez Batalha dos Confeiteiros não tenha emplacado em razão do excesso de programas na mesma linha atualmente no ar, ou até a estranheza causada por haver um apresentador dublado no comando. No entanto, é um programa que reúne vários dos ingredientes necessários para um bom entretenimento. Nesta fase de poucas boas produções na Record, Batalha dos Confeiteiros se destaca positivamente.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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