Apelativo, Alerta Nacional resgata formato que não fazia falta à TV

Publicado há 10 meses
Por André Santana
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Alerta Nacional, nova aposta da RedeTV!, tem um grande mérito: mostrar para todo o Brasil a grande inspiração de Jorge Bevilacqua (Welder Rodrigues), o afetado (e divertido) apresentador do Jardim Urgente, quadro do Tá no Ar, da Globo. Sikera Jr. e o personagem se confundem, tamanha a semelhança. É de um jeito atabalhoado e falastrão que o apresentador comanda um jornal policial, resultando numa estranha mistura entre violência e humor.

Alerta Nacional é a versão para todo o país do Alerta Amazonas, atração que Sikera comanda, com sucesso, em Manaus (AM). É um tipo de formato que encontra muita força em emissoras regionais, já que leva para a tela situações e personagens próximos de quem os assiste. No entanto, parece um formato ultrapassado em um programa de proporções nacionais. Um apresentador que exibe matérias policiais e profere discursos demagogos não rende mais atenção como um dia já rendeu.

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Alerta Nacional bebe da fonte do Cadeia, de Alborghetti, uma referência no segmento. Depois dele, foi Ratinho quem deu continuidade ao formato, no lendário 190 Urgente. José Luiz Datena é outro “herdeiro” do ramo, imprimindo este estilo ao Cidade Alerta, da Record TV e, posteriormente, ao Brasil Urgente, da Band. A própria RedeTV! já teve um similar, Repórter Cidadão, que foi apresentado pelo próprio Datena, além de Marcelo Rezende.

Mas a história mostra que se trata de um formato de vida curta. Os programas remanescentes do segmento, Cidade Alerta e Brasil Urgente, tiveram que se adaptar para sobreviverem. Hoje, o Cidade Alerta se mantém graças aos casos policiais que acompanha, que transformaram o programa numa “novelinha”. Já o Brasil Urgente se pauta na prestação de serviço, com assuntos que interessam aos moradores de São Paulo e garantem a audiência da capital paulista.

Muito barulho por nada

Neste contexto, Alerta Nacional tenta resgatar o “espírito” de Alborghetti e companhia. Sikera Jr. atua como o dono da verdade, proferindo discursos teatrais politicamente incorretos. Assim, ataca bandidos com a mesma força que faz insistentes piadas sobre o uso da maconha. Não faltam ofensas e palavrões.

Ou seja, é um tipo de programa que pode até repercutir, em razão do inusitado da coisa. Mas dificilmente se sustenta apenas nos fatos policiais e nos gracejos do apresentador. Para sobreviver, Alerta Nacional terá que ir para além do óbvio. Senão, corre o risco de se tornar um novo Denúncia Urgente, de “Eddie Zap”.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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