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machismo

Você sabia? Marília Gabriela foi impedida de apresentar o Jornal Nacional

Jornalista pediu para compor a bancada do JN, mas recebeu resposta surreal

Publicado em 26/01/2022
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Marília Gabriela é conhecida nacionalmente por sua habilidade máxima de entrevistar pessoas. Há quem diga que ela é a figura feminina mais talentosa nessa função.

Não é para menos, a jornalista começou a atuar há 53 anos, mais precisamente em 1969, quando conseguiu uma vaga de estagiária no noticiário de maior expressão da Globo: o Jornal Nacional.

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De estagiária do JN, ela logo passou para apresentadora do Jornal Hoje, outro telejornal da casa. Isso, pasmem, foi no mesmo ano. E três anos depois, migrou para o Fantástico, mas agora como repórter.

Mas foi em 1980 que se tornou mais, digamos, ‘popular’, ao se tornar âncora do TV Mulher, ainda no canal da família Marinho. Lá, Marília Gabriela ficou quatro anos e voltou ao Fantástico, mas se mostrou desanimada e fechou acordo com a TV Bandeirantes.

A partir de 1985 que Gabi começou a mostrar seu talento para entrevistas – seria o prenúncio do que viria mais tarde. Ela ainda foi âncora do Jornal Bandeirantes (1987 – 1992) e do SBT Repórter (1995 – 2000).

O programa que já havia sido experimentado por Gabi na Band e na CNT, vingou mesmo no SBT e no canal da TV paga GNT, concomitantemente. Essa versão da atração de entrevistas da jornalista estreou em 1998 e ficou 17 anos no ar.

Marília Gabriela na bancada do SBT Repórter (Reprodução)

Impedida de apresentar o Jornal Nacional

Toda a aptidão de Marília Gabriela para o jornalismo parece não ter sido suficiente para que ela conquistasse uma vaguinha na bancada do Jornal Nacional, noticiário onde ela começou sua carreira por trás das câmeras.

Em 2015, em uma entrevista feita pelo autor de novelas Aguinaldo Silva em seu canal de YouTube, Gabi contou que foi impedida de apresentar o JN no início dos anos 80, mesmo tendo tido a coragem de pedir a oportunidade ao diretor de jornalismo da Globo à época.

A razão dada para barrar Gabi foi surpreendente e nada aceitável no contexto atual. “Um dia liguei para o Armando Nogueira e falei: ‘Me deixa apresentar o Jornal Nacional’. Ele falou: ‘Absolutamente não. O Jornal Nacional é de homens’“, relatou Marília.

Ela disse que tentou persuadir o diretor, dizendo que faria o trabalho muito bem, mas mesmo assim não conseguiu a chance.

Lembrando que o Jornal Nacional foi predominantemente comandado por jornalistas homens até 1992, ano em que Valéria Monteiro começou a cobrir os titulares em folgas e feriados. Isso aconteceu cerca de 12 anos depois de Marília Gabriela ter pedido para ser a âncora feminina do noticiário. Quem quebrou o paradigma machista se colocando como âncora fixa do JN foi a célebre Lillian Witte Fibe, em 1996.

Recentemente, Renata Vasconcellos, atual apresentadora do telejornal do horário nobre da Globo, recebeu o prêmio Melhores do Ano por sua atuação no JN. Emocionada, ela agradeceu o carinho. Esses últimos dois anos foram os anos mais desafiadores da minha vida, pessoal e profissional. Por tudo que a gente tem enfrentado na pandemia, as dificuldades desta profissão…”, disse ela, que concorreu com Maju Coutinho e William Bonner.

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